Blogue Congelado contra o vigilantismo na rede [update]


[update] O "Luz de Luma" estará congelado até o dia 14, em protesto contra a aprovação da PL 84/99, o Projeto Lei de cibercrimes do Senador Eduardo Azeredo, que tramita na Câmara.


No dia 14 acontecerá um ato público no Auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa de São Paulo reforçando nossa vontade contra o dito projeto.


Participe do movimento! Poste o cartaz do movimento e se não puder comparecer à manifestação popular, congele o seu blogue em protesto!! [/update]


Diga um #Mega Não!! ao AI-5 Digital

A proposta é que blogues e sites fiquem sem atualizar suas publicações, mantendo na última página o cartaz da campanha, postado abaixo.

Este "congelamento" simbólico é uma alusão ao que acontecerá com a aprovação do projeto do Azeredo.

Envie o link de sua postagem do cartaz para o blogue Mega Não ou para @mega não no twitter para que possam divulgar os blogueiros ciberativistas. Acompanhe as postagens pelo twitter search com as tags #Mega Não!, #AI5digital e #AI5digitalnao.

Participe do Ato no próximo dia 14 de Maio em São Paulo! Se você não está em São Paulo, em frente à ALESP. Fortaleça essa iniciativa! Promova a campanha em seu blogue/site, divulgue, manifeste sua indignação, lute pela democracia!!

Se não tiver idéias para postar sobre o assunto, copie o post abaixo e cole em seu blogue, citando a fonte, exposta no final do texto.



"A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador de Sarkozy tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos de prática criminosa todos os seus usuários. O projeto foi derrotado.

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos internautas e,s e aprovado, elevará o já elavado custo de comunicação no Brasil.

Gostaríamos de convidá-lo a participar do ato público que será realizado no dia 14 de maio, às 19h30, em defesa da

LIBERDADE NA INTERNET
CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE
CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO

O Ato será na Assembléia Legislativa de São Paulo e será transmitido em streaming para todo o país pela web.

PLENÁRIO FRANCO MONTORO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO
AV PEDRO ALVARES CABRAL S/N - IBIRAPUERA

O Ato também terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo Facebook.

Contamos com a sua presença.

Comitê Organizador"

Este blogue ficará sem atualizar as postagens até o dia do referido ato.

Não se esqueça, uma idéia só se torna grande com a aceitação da maioria.

Lula e os safados

Lullinha disse: "Não vejo onde está o tamanho do crime. O sujeito levar a mulher para Brasília. Se esse fosse o mal do Brasil, o Brasil não tinha mal".

Tu não sabe Buneko, mas não elegemos os compãneros dos compãneros!! *_*

Certamente, o mal do Brasil é o excesso de SAFADOS!!

Abaixo, Luiz Carlos Prates no Jornal do Almoço de Santa Catarina, no dia 20/04/2009 sobre o escândalo que atingiu o Congresso com o abuso na utilização de cotas de passagens aéreas pelos parlamentares. Um refresh para que você não esqueça!! Obrigada, Enoisa Veras pela indicação do video.

A farra continua com o aumento dos salários e você trouxa, pague imposto!!

Comunicação

Se uma pessoa ficar isolada de seus semelhantes, com alimentação e conforto físicos garantidos, mas privada de qualquer forma de contato com o mundo exterior, tenderá a apresentar rapidamente sintomas de ansiedade. Uma manifestação básica de ansiedade será a necessidade de falar com os outros.

Durante algum tempo, isso poderá se atenuado por um monólogo, em pensamento ou em voz alta, e mesmo pela criação de interlocutores imaginários. Mas, com o prolongamento da situação, a fala e o próprio pensamento deverão ficar desconexos e a pessoa começará a perder o autocontrole.

Se a situação não for remediada a tempo, haverá uma desagregação psicológica, acompanhada de descontrole orgânico. O modo de remediá-la é fácil e evidente: basta romper o isolamento em que a pessoa se encontra. Com isso, ela poderá satisfazer uma necessidade básica humana: comunicar-se.

Se, no entanto, duas pessoas desconhecidas entre si forem deixadas no mesmo ambiente, com ordens de não trocarem uma palavra e se ignorarem mutuamente, o resultado será diverso. Em breve começarão a aparecer sinais de tensão entre elas e se verificará que é praticamente impossível que uma ignore a presença da outra.

Os menores gestos passarão a ser observados atentamente; cada qual procurará interpretar o comportamento do outro e encontrar-lhe um sentido. Não demorará muito para que cada um comece a orientar suas atitudes em função das do outro: haverá comunicação entre ambos, por mais que se queira evitá-la.

Os gestos e o comportamento dos dois passam a ser mensagens, mesmo involuntárias, e cada qual se converte num emissor e receptor dessas mensagens. De modo geral, nas situações em que há mais de duas pessoas envolvidas (isto é, nos grupos ), cada comportamento se orienta em relação aos demais.

Nos grupos organizados, em que seus membros ocupam posições bem definidas, existem regras que orientam esse comportamento. O que está em jogo, novamente, é a comunicação, que forma uma rede entre os membros do grupo, tanto mais complexa quanto maior a organização do grupo.

Nos menores, a comunicação direta entre as pessoas ainda é predominante. Na convivência de grandes massas humanas (na sociedade tomada como um todo) predomina a comunicação indireta, através de veículos que atingem uma multiplicidade de indivíduos, dando-lhes uma orientação cotidiana.

A partir desses exemplos, pode-se concluir que a comunicação é uma necessidade vital humana, tão importante quanto às demais; que os homens tendem a comunicar-se mesmo quando se esforçam em sentido contrário; e que a comunicação é a base de todas as formas de organização social.

Verbete “Comunicação”, In: Enciclopédia Abril, São Paulo, 1972

No Dia Nacional das comunicações e dos meios de comunicação no Brasil, achei interessante trazer este texto para vocês, pelo tema e também porque quero dar a devida autoria ao texto que pesquisado na internet, encontrei-o dentro de um impresso, aula 3 de Comunicação Empresarial do Curso de Graduação à Distância do Instituto UVB - Universidade Virtual Brasileira que promove cursos à distância, online. Veja bem, uma rede brasileira de comunicação à distância e que tem como participantes do projeto 6 (seis) instituições de ensino superior particular do país, confiram! Faculdades conhecidas até, mas incorrendo no erro de não dar as devidas referências bibliográficas.

Vamos seguindo em frente à caça aos parasitas da internet, extendendo os limites da blogosfera.

Este dia também é dedicado a homenagear o Marechal Rondon, que todos nós sabemos quem é. Então vou contar 'um causo' pra vocês envolvendo o dito Marechal e o presidente Roosevelt.

Em Fevereiro de 1915 essa dupla inusitada partiu para enfrentar a dureza de uma expedição na Floresta Amazônica: o ex-presidente americano Theodore Roosevelt (primeiro americano a receber o Prêmio Nobel da Paz) e o indigenista brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon.

Isto aconteceu porque em visita ao Brasil para uma série de conferências, meses antes, Roosevelt dissera a Rondon que tinha esse desejo e o Marechal organizou uma viagem de exploração ao longo do Rio da Dúvida, num total de 1.500km. Entre os 19 demais integrantes da equipe estava um filho de Roosevelt, Kermit.

"O Senhor Roosevelt deu provas que nos deixaram maravilhados, de tanto vigor em um homem com mais de 50 anos", lembrou Rondon mais tarde, diplomaticamente, em conferência na Sociedade de Geografia do Estado do Rio de Janeiro. Mas nem tudo foi tão tranquilo. Os dois homens ilustres se desentenderam frequentemente sobre questões de comando e Roosevelt sofreu um bocado.

Durante a expedição, que durou oito semanas, Roosevelt teve seis surtos de malária e uma infecção na perna. No fim, tinha perdido 25 quilos. A certa altura, chegou a pedir que o deixassem no meio do caminho, para que os outros se salvassem. Não concordaram.

A equipe mapeou o Rio da Dúvida (logo rebatizado de Roosevelt - taí a explicação do novo nome), afluente do Madeira e classificou 3 mil espécies de peixes e pássaros. Roosevelt contou a experiência em seu livro "Selvas do Brasil" (vale a pena ler e saberem uma das visões americanas sobre nós brasileiros), mais adiante republicado com o nome "Através da natureza brasileira" e fotografias de Kermit Roosevelt. Recentemente recebeu outro título "The River of Doubt: Theodore Roosevelt’s Darkest Journey" e publicado pela Doubleday.

Ainda em tempo de "Selvas do Brasil" e segundo biógrafos do ex-presidente, após a expedição o político nunca mais foi o mesmo. Sua morte prematura, em 1919, seria uma consequência da aventura.

Rondon é patrono das comunicações por ter levado o telégrafo até os rincões amazônicos, fazendo contato com as tribos mais hostis, muitas desconhecidas. Construiu ao todo 2.270 quilometros de linhas telegráficas e 28 estações.

Indico a leitura do post: Rio da Dúvida em que Sérgio Abranches finaliza "É com gente assim que se criam as referências da nacionalidade. Nos Estados Unidos, elas são cultivadas e lembradas sempre. Aqui, ficam esquecidas e são, não raro, desmerecidas"

E dos telégrafos aos computadores, muita coisa mudou na nossa maneira de viver e enxergar o mundo, mas ainda vale a máxima do "Velho Guerreiro": "Quem não se comunica, se estrumbica"

Beijus,

Carta ao sentimento de perda [update]

Caro sentimento de perda:

Quando você vier, peço que seja tranqüilo e brando. Não me faça entrar em desespero, pois tenho que lidar com o que perdi, com o que ficou, comigo e com você.

Peço também para que não seja vazio e sem sentido, de tal maneira que, mesmo que sua presença seja algo negativo, eu possa colher algo que me faça amadurecer nesse estado ressentido.

Venha, e quando vier, faça-me sentir que perdi apenas o que realmente foi embora, e não todas as milhares de coisas ao meu redor que me fazem ter motivos para viver.

Já que você tem que vir, que me morda e me assopre, não me faça afogar em lágrimas e nem me sufocar no meu amor-próprio, mas sim a noção de que as coisas vão e vêm, e que nenhuma Vida é um caminho de terra trilhado no meio dos campos verdejantes, e sim asfalto esburacado no meio de uma cidade barulhenta e cheia de curvas.

Ao invés de me prender à coisa perdida, venha e me traga a Liberdade daqueles que amam puramente, sem egoísmo e com olhares gauché sobre tudo que já foi embora, prezando apenas pelo bem-estar dos que ficaram e de mim mesmo.

Enfim, queridíssimo Sentimento de Perda, seja Divino, e não Humano.

Esta carta foi assinada pelo Bruno do Blogue "Sem sombra de certeza".

Não vou dizer da carta, porque ela por si já diz tudo, mas vou dizer do porque que postei essa carta hoje.

Em geral associamos o sentimento de perda, à perda de alguém querido ou mesmo de um sonho, porém esquecemos que a perda é sentimento constante que acompanham as pessoas. Perdemos a cada minuto; - um minuto e, se objetos; - objetos que para nós teve algum valor, para outros esse mesmo objeto, pode ser nada mais que uma tranqueira; indo mais além, perder um pedaço de nossa parte criativa, que é o mesmo que deixar a nossa inspiração evaporar-se no mundo. Pessoas que trabalham com o processo criativo, seja um artesão, um arquiteto, um poeta, um escritor e tantos outros profissionais, sabem bem o que é isso.

Vou contar uma história, é curta: Tenho uma vizinha que começou a receber aulas de trabalhos manuais, inicialmente um passatempo, mas com o passar do tempo e com a qualidade dos trabalhos desenvolvidos, ela passou a ser chamada para exposições e lógico, lá se vendia os trabalhos. O que acontecia? Ela inconscientemente dessestimulava o pretendente comprador a não comprar e quando percebia que uma peça chamava muito a atenção, escondia essa peça. Com o tempo, ela teve que lidar com o sentimento de perda, mesmo que não obrigada a isso. Desvencilhar-se do valor afetivo que aquele objeto simbolizava e imagino que para muitos artistas, deve ser difícil ver sua obra sair do seu raio de visão.

Vou contar uma outra história: Quando vim morar em Cabo Frio conheci um artista 'anônimo' e me encantei com seu trabalho. Adquiri um deles e coloquei em destaque no hall de entrada de minha casa. Eu queria outros trabalhos deste artista e o chamei novamente em casa. Ele chegou e ao ver seu trabalho tão bem exposto, ficou surpreendio e chorou. Agradeceu pelo reconhecimento e disse que agora sabia que aquele trabalho estava preservado, bem cuidado e tals. Esta obra é sempre admirada e a assinatura do autor está lá, para quem quiser conferir a autoria e perguntar quem é o artista.

Nos meus devaneios, pensei em Michelangelo quando foi chamado pelo Papa Julio II para trabalhar com o teto da Capela Sistina. Ele já era conhecido como escultor e por isso relutou em fazer um trabalho de pintor, mesmo assim encarou a responsabilidade por aquele trabalho. Mas vamos pelo caminho das suposições. Suponhamos que após a finalização deste trabalho, visitantes chegassem à capela e admirados com o trabalho, alguém se vangloriasse diante de ignorantes dizendo "Este trabalho foi eu que fiz". Os ignorantes seriam enganados, porém um dia qualquer, viria mais outro alguém dizer: "Não, este trabalho é de Michelangelo. Eu lembro quando ele estava fazendo este trabalho". Quando o mentiroso se deparou com um não ignorante, este poderia já naquele tempo, ter-lhe pedido uma retratação.

Pela Teoria da Metapsicanálise Freudiana o sentimento da perda é um sentimento de desamparo. Uma lacuna, uma falha, que nenhuma outra pessoa pode sentir, o mesmo sentimento de vazio. A mãe que dá a luz e é afastada do seu bebê, o bebê que é afastado do seio materno, são exemplos das primeiras perdas, primeiros grandes prazeres que perdemos e que com o tempo e reconhecimento da perda, adquirimos 'amadurecimento' para vencer as adversidades, alçar vitórias com prosperidade, sejam elas materiais ou espirituais.

Dentro deste contexto, eu estou escrevendo este texto, perdendo. E cada palavra que pra mim carrega um sentimento, pode não valer nada para ninguém. Pode alguém chegar, não ler e mesmo assim, escrever: "Legal seu texto!" - Essa pessoa não compreendeu o ato de escrever, senão teria comentado convenientemente. Mas essa pessoa, em nada me prejudicou ou tirou de mim, certo? Pode também chegar outra pessoa, achar legal 'de verdade' e por gostar tanto, levar para si, postar em seu blogue ou mandar por e-mail para alguém sem me dar a devida autoria. Esta pessoa também não entendeu o que é o ato de escrever. Me roubou as idéias que quando viabilizei através das palavras, me envolveram horas e sentimentos.

Pessoas que fazem isso o tempo todo, são seres vivos parasitas.

"Um blogueiro parasita é aquele que depende da criatividade de outro pra sobreviver. Ele já não vê necessidade em trabalhar sua capacidade, pois suas habilidades não são mais de criação, mas são técnicas parasíticas: sucção indiscriminada de palavras, aproveitamento descarado e e sem referência de textos alheios e surrupiamento sutil de boas idéias. Blogueiros parasitas também matam. Assassinam a dignidade, criatividade e confiabilidade da blogosfera" (blogosfera Cristã)

Estou em Campanha contra o blogueiro Parasita mpulssionada principalmente pelo último fato ocorrido na blogosfera, donde uma blogueira e seu marido tentaram reverter uma situação deveras evidente para quem acompanhava o blogue da plagiadora e após copiar vários textos de autorias diferentes - os leitores que não lêem somente os textos da moça, reconheceram os textos de vários autores diferentes, sem a devida referência da autoria.

Como já disse antes: A internet não é tão vasta assim, é um mundinho bem pequeno! Aquela velha e manjada história em que ao ser descoberto, o plagiador, chama o plagiado de seu plagiador. E se isso não bastasse, os blogueiros que tentaram alertar o casal para o fato, além de serem ignorados pelos mesmos, foram taxados de conspiradores.

Resultado: Menos dois parasitas na blogosfera brasileira.

Você não sabe do que se trata? Um resumo

Entre na campanha contra o blogueiro parasita!


Esta campanha foi inciada em outubro do ano passado e espero seja impulssionada, para que seja dado o devido valor ao trabalho de nossos amigos bloggers, com gestos simples, que certamente ao invés de destruir laços, fortalecerá mais a blogosfera brasileira.

Tome cuidado, previna-se! Se possível registre seus textos, porque qualquer dia é você o plagiado sendo acusado de plagiador!! Não espere isto acontecer!! O Plágio é crime!! Não copie sem autorização!

Tonitruantes anos 20


O Príncipe Estudante (The Student Prince in Old Heidelberg)

Não faz muito tempo, participei de um meme - Pipoca com Pimenta; onde deveria listar filmes que me fizeram perceber o quanto o tema era importante e que de alguma forma tivesse me acrescentado algum valor. O tema era livre e eu busquei por algo como "O sonho nunca acaba" - os filmes foram: Um amor de Swann, Era uma vez na América e Cotton Club [leia, vale a pena! :=)))]

Existem filmes maravilhosos que nos influenciam e acertadamente muitas pessoas citam filmes que se tornaram clássicos, justo por causa da permanência em nosso imaginário. Tenho uma boa coleção deles, para um revival de vez em quando.

Se eu pudesse escolher uma época da História para viver, escolheria a década de 20 com todos os seus balangandãs e folgo em saber que muita gente tem a mesma vontade.

Indo mais além, há quem diga que este século só começou mesmo na década de 20, depois que a Primeira Guerra Mundial transformou em poeira e fumaça alguns conceitos, instituições e ideologias herdadas do século anterior.

Os novos tempos vieram com estardalhaço - basta recordar a indústria lançando a produção de bens em série, Coco Chanel simplificando e revolucionando a moda e um modernismo iconoclasta sacudindo as artes, em geral, e as artes plásticas em particular.

"Os Modernos" ("The Moderns") é um divertido retrato de Paris, a capital desses roaring twenties em 1926, povoada por uma "geração perdida", bem no meio da muvuca.

the_moderns

O diretor americano, Alan Rodolph - ex-assistente de Robert Altman que já fizera oito filmes sozinho - ralou 12 anos pra que o roteiro de "The moderns", que se apelidara de "o mais rejeitado de Hollywood", fosse aceito, finalmente, por uma produtora e distribuidora independente, a Alive.

Keith Carradine, Linda Fiorentino, John Lone (ótimo em "O último imperador"), Geraldine Chaplin, Geneviève Bujold, Wallace Shawn e mais alguns passeiam pelo filme na pele de personagens fictícios e reais, entre estes os escritores Gertrudes Stein, Alice B. Toklas e um pândego e quase sempre de porre Ernest Hemingway, vivido por Kevin J. O'Connor.

No imaginativo e às vezes até surrealista roteiro de Rudolph e Jon Bradshaw, que morreu durante as filmagens, discute-se com fina ironia e leve amoralidade o valor da arte e analisa-se a eterna batalha entre o dinheiro e bom gosto, enquanto na Paris recriada em Montreal circulam falsificações, aliás preciosíssimas, de Modigliani, Cezànne e Matisse, e um complicado triangulo amoroso envolve um novo rico, sua bela melindrosa e um pintor-cartunista que não vende.

Tudo isto consturado pelo jazz de Mark Isham e pelo chansonnier Charlélie Couture. A crítica foi unânime nos elogios, porém, apontarei um erro no filme: se a história se passa no ano de 1926, como pode a música “Parlez-moi d’amour” cantada por Lucienne Boyer tocar e ser integrada à trilha sonora, se foi gravada somente quatro anos mais tarde em 1930?

O filme é muito divertido, questionador e o modo de falar das pessoas, principalmente ao se dirigirem uma às outras, é muito engraçado para nós, mas comum na época, como por exemplo, mesmo se referindo a quem amamos ou somos íntimos "Amo-o Manuel José!" - "Também amo-o Maria Antônia!"

Lembrei de um causo, acontecido em Minas: Um Senhor, já com uma certa idade, casou-se com uma mocinha, novinha! Já na lua de mel, perdeu a graça! A moça teimava em lhe lembrar a idade, pois dizia "Eu amo o Senhor" [in nonsense]

Voltando ao post! Pasmem, o filme até hoje não foi exibido nas salas de cinema, talvez por estar fora do esquema comercial e tradicional de produção e distribuição. Sendo assim, procurem na locadoras ou tenha o seu, assim como fiz, vale a pena! O filme foi finalizado em 1988.

Este post é parte integrante da blogagem coletiva: "O filme da minha vida", organizada pela Vanessa do Blogue Fio de Ariadne.

Este foi um dos filmes da minha vida.
Participe você também da Blogagem coletiva, postando ou visitando os blogues listados e de quebra terá sugestões de filmes para o fim de semana prolongado.
Me conte, qual o filme da sua vida?

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