Ao sabor do Brasil!

Poucas as vezes ou nunca pensamos no trajeto que um bem de consumo faz até chegar em nossas mãos. Principalmente quem mora em grandes centros urbanos e tem todos os produtos à disposição. Movimentos como o Slow Food e Terra Madre trabalham para resgatar esta consciência para que passemos a consumir, preferencialmente, produtos que tenham sido plantados em área mais próxima.

A ideia de que ao consumirmos hortifrutigranjeiros locais estaremos diminuindo custos com atravessadores é válida. E é louvável se pensarmos também na valorização do pequeno produtor local. Mas apesar de ser um ótimo conceito, na prática não pode ser estendido a tudo.
No mundo de Baco, por exemplo, aqueles que se submetem à fidelidade regional estão fadados à ruína. Que o digam os produtores brasileiros. Em um ano em que a safra é recorde em tonelagem, os plantadores de uvas teriam que recorrer mais uma vez ao governo para comprar o excedente, ou quem sabe sair de porta em porta, como fazem os sitiantes das histórias em quadrinhos do Chico Bento.

Diante desse cenário onde sobram vinhos e consumidores, alguns produtores brasileiros partiram para o mercado internacional, expondo seus produtos em grandes feiras de vinhos. Feiras que acontecem a cada semestre de cada ano em países como Itália, Reino Unido e Alemanha e, em anos alternados, na França, Japão e mais recente a China.

Ainda que as feiras sejam produzidas para negociantes de vinho, têm uma característica que vai além do simples comprar e vender. As feiras da Itália e da França, por exemplo: São enormes, barulhentas, desorganizadas (na Itália), antipáticas (na França) e apresentam poucos vinhos de outros países.

Já as feiras do Japão e Alemanha são primores de organização e silenciosas - isso quer dizer que ninguém fica puxando assunto de salão, fala-se somente o necessário. Talvez seja por isso que delas saem os melhores negócios.

Em Londres, fazem-se poucos negócios, mas ninguém liga para isso. Porque a feira do Reino Unido é um lugar onde todos vão para ver e serem vistos. Se um país ou estilo de vinho "acontecer" por lá, isso será refletido no ano seguinte como tendência. E foi o que aconteceu com os vinhos brasileiros em 2010, quando onze vinícolas que fazem parte do projeto "Wines of Brasil" em parceria com o Instituto Brasileiro de Vinho (Ibravin), estiveram na feira de Londres.
Não me refiro à presença testemunhal, muito ao contrário. O estande brasileiro era chamativo e interativo - sem show de ziriguidum, telecoteco ou balacobaco. Foram convidados nomes importantes do mundo de Baco, além de jornalistas da mídia especializada e possíveis compradores, para conhecer os produtos e produtores brasileiros. O estande mostrou toda a simpatia de que somos capazes e, o mais importante, confirmou a seriedade do país nas negociações.
imagem Paulo Pampolin
O resultado se reflete até os dias atuais e a Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos festeja!

Falta-nos muito para o reconhecimento internacional como país vitivinícola, é verdade... Mas se não colocarmos sempre a banquinha na feira aí mesmo que nos faltará muito mais... 

Enquanto isso, apreciem o vinho nacional. Garanto-lhes que daqui uns dez anos, as nossas videiras estarão realmente prontas para produzir vinhos especiais - A experiência é comprovada, solo receptivo, faltam as nossas castas envelhecerem...
Ademais, preparados para espocar a rolha e erguer um brinde, à vida?

nham!

Com alegria, pois o sentimento de tristeza não combina com os vinhos; ela torna todos eles com gosto metálico

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Despreocupa-se, pensa no essencial: Dorme e acorda

Tempo




Eu poderia ter a sua calma
mas todo mundo sabe que
ninguém dorme durante
um furacão.


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Desvendando desejos. Você tem fome do quê?

...bisbilhotaram em quietude, sem solidão

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