Paraísos imaginários

Ser criança é uma arte!

Tinha cara de quem gostava de ler?
Ai, que preguiça!
Quando alguém começava a ler... O soninho chegava rapidinho.
No final do dia, agitada que só, preferia tocar piano ou dançar.


Hoje sei que não foi bem assim e minha mãe conseguiu me fazer ler muitos livros. Não tinha muita comparação com outras crianças e por isso achava que lia pouco. A nossa memória é seletiva e queremos nos lembrar somente daquilo que mais gostávamos de fazer. Ler não estava na minha lista de prioridades, ainda mais quando era a professora que mandava.

"Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um" [Platão]

Rute Rocha, Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Pedro Bandeira, Sylvia Orthof... Foram os escolhidos depois da alfabetização. Antes disso, gostava dos gibis e livros ilustrados. Nessa época ainda gostava mais dos números do que das letras. Porém, mais tarde, lá pelos meus 9 anos, passei a gostar de ler poesias e realmente me divertia com Eloí Elisabet Bocheco, Cecília Meireles, João de Deus Souto Filho, Cleonice Rainho, Maria da Graça Almeida, Vinícius de Moraes, Olavo Bilac... Também foi nessa época que peguei o hábito de acordar de madrugada para escrever poesia. Minha mãe acordava de manhã e lá estava eu feliz e saltitante. Mas já acordou?

O ciclo se fechou com a entrada da adolescência e, nunca mais acordei de madrugada para poetar.

Para citar apenas um livro marcante em minha infância, escolho "O Menino do Dedo Verde" que é um clássico da literatura para crianças e jovens no mundo todo, sendo atualmente adotado em várias escolas e encenado pelos palcos da vida.

Combate às guerras e valorização da natureza. É a história do menino Tistu, criança-anjo que ao receber lições de jardinagem, descobre que tem o dom de fazer brotarem flores da boca de canhões. Uma cura para o senso comum que nos livra das febres semióticas e niilistas, num combate à vaidade humana; erva-daninha da alma. Leitura para todas as idades, já que seus ensinamentos se aprofundam à medida que o nosso espírito cria maturidade.

O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon
Editora: Jose Olympio

"Aprendi, que a medicina não pode quase nada contra um coração muito triste. Aprendi que para a gente sarar é preciso ter vontade de viver. Doutor, será que não existe pílulas de esperança?"- Tistu.


A Blogagem Coletiva "Livros que marcaram a infância" é organizada por Sybylla do blogue Momentum Saga. Para participar, basta escrever um post em seu blogue com o tema e ir no blogue dela avisar. Se não tem blogue e participa das redes sociais, use a hashtag ‪#‎bclivrosdeinfância‬.

"Por tanta familiaridade com o mistério, as crianças são naturalmente religiosas, como se a natureza suprisse quem se encontra biologicamente mais próximo da fonte da vida de percepções holísticas contidas na vitalidade das células, na mecânica das moléculas, na identidade quântica dos átomos, onde matéria e energia são apenas faces de uma mesma realidade" [Frei Betto, fragmentos do texto "Arte de ser criança"]

Para quem gosta de ler, os livros cumprem papel terapêutico na construção de paraísos imaginários que servem como válvula de escape e suporte ao ser humano para que ele consiga suportar a existência, manter esperanças para agir, transformar e construir o mundo. Além é claro, de abrir mentes e incutir conhecimento.

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