Até que o sexo nos separe
Por mais modernos, mulheres e homens são tradicionalíssimos com relação ao casamento.
Vejam a pergunta, que se tornou clássica, da mulher quando o homem chega em casa:
- Você está com fome?
E mesmo que a mulher não faça a pergunta, vejam a pergunta clássica feita por um homem quando chega em casa:
- O que tem para comer?
Partindo do princípio de que fazemos com os outros, o que gostaríamos que fizessem com nós; o homem no primeiro encontro, geralmente convida a mulher para um jantar.
Eu não quero fugir à regra, mas adoro quando o homem vai para a cozinha.
E para confirmar que nada, basicamente mudou, nos relacionamentos desde o tempo da vovó, é que uma mulher também se pega pelo estômago!
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"Vivi passou a olhar com atenção as calças que ele usava, pensativa, silenciosa. Um dia, surpreendeu-a contemplando as roupas dele no armário. Compreendeu que, se não tirasse as calças e ficasse inteiramente nu, iria perdê-la. Mas se as tirasse, também as perderia, a mulher diferente de todas as outras. Sentiu-se muito infeliz, pois estava num beco sem saída.
Um dia, depois de ficar nua, Vivi exigiu que ele tirasse as calças.
Tira hoje, ou está tudo acabado.
Ele a abraçou. Não posso, disse.
Você é um obstinado, disse Vivi se afastando, não quer se livrar dessa extravagância neurótica, nem eu implorando, como estou fazendo agora.
Se eu tirar as calças será o fim do nosso amor."
Excerto do conto, do livro "Pequenas Criaturas", de Rubem Fonseca
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Ela era eu, eu era ela. E sempre trocamos de lado. Porque “Somos formados e talhados por aquilo que amamos” (Johann Wolfgang von Goethe)
"Eu gosto de ser mulher" (Elas/eles)
ou
"Eu gosto de mulher" (Eles/elas)?
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