Porque a mente é como um paraquedas, só funciona depois de aberta (frank zappa)

Era uma casa muito engraçada [update]

Não tinha teto, não tinha nada...

Livro sem Fronteiras

Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão

Ninguém podia dormir na rede

Porque na casa não tinha parede...


Ninguém podia fazer pipi

Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero

Na rua dos Bobos
Número zero.

La casa,
Vinicius de Moraes /Bardotti / Sérgio Endrigo

Vamos dar endereço e vida à essa casa?

- Uma casa que abriga sonhos...

Livro sem Fronteiras

Uma casa que abriga pessoas...

Livro sem Fronteiras

Uma casa onde, qualquer um seja bem-vindo

Livro sem Fronteiras

Uma casa que nos transporta para outros mundos e que nos traga conhecimento...

Livro sem Fronteiras

Essa casa pode existir, se você se encantar por ela e lutar para que ela exista!

As imagens acima são do projeto arquitetônico do "Livro sem Fronteiras" retiradas do vídeo [assistam!] que acompanha sua apresentação. Muitos da blogosfera devem conhecê-lo - eu ainda não conhecia quando escrevi o texto "Guardar livros, pra quê?" e quanto tomei conhecimento, me extasiei e por isso trouxe ao "Luz" - quanto mais pessoas souberem desta iniciativa, tanto melhor, pois só assim, o concreto permitirá a realização de sonhos.

O "Livro sem Fronteiras", já foi destaque do Jornal "O Globo" e "Extra" que em seus cadernos especiais escreveram:

"Imagine uma cidade onde os livros são um bem comum, do mesmo modo que o sol do meio-dia ou a sombra de uma árvore. Na biblioteca deste lugar, qualquer pessoa pode usufruir da leitura sem data para devolver o livro ou retorná-lo necessariamente para o local de onde foi levado.

Fernando MonçãoO que muitos sentenciaram como loucura de Fernando Monção, um empresário de prontaentrega de refeições, vai começar em até três meses em Valença, no Jardim Velho. O projeto custará cerca de R$ 130 mil. Pouco mais da metade será bancada pela prefeitura de Valença, que ficará responsável pela construção da biblioteca, um projeto arquitetônico doado por Germano Brito, morador da cidade, a pedido de Monção.

Novidade: a biblioteca, sem balcões ou fichas de cadastro, ficará numa árvore, com capacidade para 800 livros. A semente do projeto foi a forma como o acervo está sendo montado. Monção começou, há uma ano e meio, uma campanha de doação de livros sem grandes pretensões. Já recolheu 5.800 volumes"

Muitos livros estão chegando à casa de Fernando e entusiasmado planeja - se Valença ganhar a biblioteca no "Jardim Velho" da cidade, porque não se extender por outras cidades? Um conceito que pode gerar frutos, revitalizando a cultura e a educação de muitas praças abandonadas, por este país afora ou melhor, retirando de bibliotecas deterioradas seus livros mofados.

Porque não tornar os livros acessíveis a qualquer pessoa? Essa "Praça de Leitura" poderia crescer e agregar espaços multimidiáticos e interativos com apresentação de movimentos artísticos, oficinas culturais, ensino ambiental e até mesmo esportivo - nosso clima é ideal para a vida ao ar livre e porque não, a leitura ao ar livre?

Apresentada essa "Biblioteca moderna", dinâmica e visualmente atrativa, destacando que educação e cidadania andam de mãos dadas, a doação de livros torna-se necessária, excluindo desta vertente livros didáticos e revistas. Envie os livros para:

Rua Dr Carlos Luiz Jannuzzi, 70 / 101
Bairro: Jardim Valença
Cep 27.600.000 - Valença a Cidade da Leitura - RJ

Nas remessas enviadas pelos Correios, utilize o "Impresso Nacional Normal", onde o custo do envio é baixo e não dói no bolso - algo em torno de R$0,30 por livro de 300 gr.

Além da nossa vontade em ajudar, precisamos da vontade política e da iniciativa privada para que esse projeto se espalhe e no blogue do Fernando, na lateral (sidebar), possui um pedido para ajudá-lo a ser entrevistado no programa do Jô Soares. Vai lá! Aproveita e conheça esse "cozinheiro de idéias" de perto e o seu projeto "Livro sem Fronteiras"

"Cozinheiro de idéias" é uma referência à profissão de Fernando que possui um restaurante "Rancho do Compadre" na cidade de Valença - cozinheiro e agitador cultural; que pretende também proteger os livros doados com uma capa de material adesivo, padronizada para identificação do projeto e dos direitos autorais, diagramados pelo designer Alexandre Gemellaro.

Ajude a materializar o sonho da liberdade cultural!

*Projeto na íntegra

[update] - Ora, ora! Vejam só! Depois que publiquei o post, tomei conhecimento do BiblioPote - Biblioteca Pote de Mel - Pegue um livro. Devolva quando quiser!

Biblioteca Pote de Mel
Funcionamento


1. Leve este livro para onde quiser durante o tempo necessário;
2. Cuide dele. Depois de ler, devolva;
3. Este livro não deve pertencer a ninguém;
4. Se ele estiver em prateleira particular, leve-o, leia-o, passe-o adiante ou devolva à Biblioteca Pote de Mel;
5. Se quiser, doe um livro para a Biblioteca Pote de Mel.

Panificadora Pote de Mel – Rua Conselheiro Araújo, 168 – Curitiba/Paraná - CEP 80060-230

Livros devem circular

Um livro fechado está adormecido.

Se um livro acorda, uma pessoa acorda
.
Quem é o culpado? Alessandro Martins e por feliz coincidência, também o projeto "Livro sem Fronteiras" começou com os exemplares expostos no "Rancho do Compadre" e quem sabe daqui, parte uma parceria? Duas pessoas engajadas com ideais em comum.

Pessoal, façam as suas doações! Lugar de livro não é fechado na estante!

petite ballerine



"Chama-me Alícia" e com ar autoritário retorquiu: "Chama-me Alícia, menina! porque todos assim me conhecem, tempos houve em que eu era Mademoiselle Alícia e os salões e chapéus curvavam-se quando eu passava. Os homens acutuvelavam-se para me verem de perto, com exageros de flores e eu nada mais queria da vida do que banhos de espuma, champanhe e solidão".

Madame Alicia passou 75 anos de sua vida em pontas e que seu corpo rodopiava provando que a gravidade não era algo que ainda precisasse superar ou vencer. No repertório clássico interpretava magistralmente Giselle, Odette-Odile, Swanilda, Lisette e tantas outras. Homens e mulheres se comoviam quando se desdobrava e ondulava em movimentos elásticos, como se não existissem ossos.

Alícia foi um belo cisne que voava em direção à liberdade. Todos os bailados pareciam para ela planejados. Viajou o mundo e pairou em Cuba. Diz que antigamente o país não aceitava o Ballet como arte, as ballerines eram rotuladas como meninas da vida. Ou lhe chamavam corista "Oh Mon Dieux, c'est triste. Cuba est triste…très triste!", diz Alícia tragicamente em um excelente francês, como uma diva.

Levou a vida a moldar o corpo, a saltar mais alto, a dobrar-se mais um pouco e sempre com graça, experimentava expressões. Eram sessões de dias inteiros que começaram logo, desde criança.

Madame Alícia irá comemorar 90 anos e desde jovem, teve que lutar contra um problema na vista que não lhe impediu de dançar ou de transmitir seus conhecimentos a inúmeros discípulos. Com tudo que obteve na vida, e do seu corpo outrora grandioso que se dobrou a tanto esforço; seus ombros que suportaram o mundo está com menos 25 centímetros de altura. Porém, permanece ainda o andar gracioso e altivo, apesar das joanetes doerem ao caminhar. Mas disso nada reclama. Acostumou-se também desde cedo com as dores. Enquanto artistas suspiravam por ela, seus olhos vagueavam para a lua a pensar.

Agora a graciosidade de Alícia Alonso, se concentra em suas mãos e boca, que conta seus sonhos de palco, os passos e os aplausos. Cega mas com pose de diva, tem garra para produzir novas coreografias - ouve a música, cria os movimentos, conta para seus assistentes como os quer e durante os ensaios, é com o ouvido aguçado que sente se o andamento está correto - Abraça os assistentes para mostrar os gestos com o seu próprio corpo, o que deseja que os bailarinos façam naquele trecho de música.

Vive só, mas não é triste por isso. E com voz profunda e triunfante diz que foram muitos, foram tantos mas que nenhum mereceu sua companhia. Porque o único e verdadeiro amor de sua vida, foi apenas um, o Ballet.

A vida lhe ofereceu glória e os homens apenas promessas estupidas.

Saiba o que é Ballet Clássico e Ballet Contemporâneo, qual a diferença, afinal? Texto de Sara Gobbi, n'O Pensador Selvagem.

*Agradeço à todos os comentários no post anterior e gestos de carinho, manifestados por ocasião do aniversário do "Luz de Luma" e como não canso de repetir o que deixei escrito na sidebar: "eu serei o corpo e vocês a alma deste blogue". Obrigada!

Feliz aniversário, meu bloguinho!

Luz de Luma, yes party!


Mais um ano se passou desde que me deram este blogue de presente. O que era para durar um mês, está resistindo entre momentos eufóricos e a falta de tempo.

Tem graça escrever retalhos em cadernos perdidos? Para algumas pessoas, não para mim. Tem graça encontrá-los e reviver suspiros, lágrimas e risos? Prefiro fazer isto no bloguinho. Tem graça não ter medo do que se lê e nem desistir de escrever? Temos vários motivos para ter um blogue e apenas um para desistir.

A felicidade vem em conta-gotas e quando vemos estamos viciados nela, podemos ser felizes de várias formas e as pessoas estão aí, dizendo o que lhes trazem felicidade e o "luz" já me trouxe vários pares dela.

"...
A conversa da vida reside nisto:
um leve toque no ombro do próximo...
uma cortina de chuva vedando a verdade
olhos indiferentes, indiscretos ...
e um ar de encanto, um fácil soluço
ouvido longe, como que em segredo"
[Ruy Cinatti, Momento num café, 1976]

Se me compreendem... Eu sei o que se passa comigo e não me importo muito com que o que as pessoas - que não se importam comigo - pensam. Como disse Djavan “Só eu sei, as esquinas por onde andei” - por isso faço deste blogue um espaço entre amigos e não uma fuzarca de 'parceiros'! Tá certo que estou listada em algumas destas listas, entituladas assim, mas garanto ser algo espontâneo, por amizade.

No post anterior a Meiroca, questionou: "quem se recordara' de mi daqui a 100 anos?" Pessoas são almas, amigos são almas especiais que nos fazem chorar de felicidade e sorrir sem qualquer motivo aparente. Não existe medida de tempo para o sentimento e 100 anos é pouco para uma amizade verdadeira. Irão dizer "não vivemos tanto" e quem disse que a vida é uma prisão com tempo de condenação?

Você pode aproveitar esse tempo, se quiser: ao rir de bobeiras, olhar carinhosamente para quem você ama ou fazer uma comidinha gostosa :=))) dormir tranquilamente entre travesseiros de jasmim, fazer um trololó legal com as amigas, cantar bem alto a letra errada de uma música, sonhar com uma barra de chocolate, andar sem roupas e de meias pela casa, receber uma encomenda esperada, fazer preguiça na cama ouvindo a chuva lá fora, encontrar $$$$ no bolso do casaco usado no último inverno, dizer "eu te amo" e ouvir "te amo muito mais", encontrar um velho amigo e constatar que algumas coisas nunca mudam, presentear beijuzinhos e receber sorrisos no olhar, retirar os sapatos depois de um dia inteiro andando prá lá e prá cá, ver o nascer e morrer do sol no horizonte, pegar a estrada sem destino certo, acordar descansada no meio da noite e verificar que pode dormir mais um tantão, brincar com seu cachorro...

...rir de si mesma, quando alguém na cara dura, declara publicamente, que copia coisas do seu blogue e diz simplesmente: "Muito louco, isto!" - de quebra, você celebra as coisas boas da vida e constata que, o bloguinho lhe deu mesmo, muitos motivos para sorrir.

Aproveitando o embalo da comemoração quero agradecer os mimos que tenho recebido, que por falta de tempo e espaço entre as postagens, não tenho atualizado. Me desculpem!

Muito obrigada por todos eles, fiquei muito feliz com as premiações. Lá se vai uma chuva de mimos!
O Márlio do Putsgrilo, fez uma brincadeira com os nomes de blogues e a pergunta era: "Se o nome dos blogues fossem siglas, como seriam" e usando de sua criatividade, destrinchou o "Luz": "Liga Universal dos Zoroastricos de Londres Unidos pela Mumificação dos Anões". Sei lá, ando 'lesada'; alguém sabe o que isto significa? (rs*)

Irei postar alguns selinhos por ordem de antiguidade então não reparem se demorei muito para postá-los, ok?
Pessoal, tive que ter muita concentração, força de vontade para listar os selinhos recebidos e cheguei a seguinte conclusão: Adoro receber os selinhos, mas tenho a maior preguiça de linká-los. Consegui fazê-lo somente por causa das minhas férias.

Paciência comigo! Acho mais trabalhoso do que escrever um post e apesar de muito agradecida por eles, vou me abster até o próximo ano de agradecer novamente os que possivelmente receberei. Da mesma forma, não irei repassá-los e os motivos, vocês supõem.

Obrigada por todo esse carinho que durante o ano demonstraram pelo "Luz" e bora recomeçar:
"Feliz Ano Novo"!

A lógica do tempo

lá fora

Escrevi esse texto faz um tempo e não pesquisei no blogue para saber se já o publiquei. Lembrei dele ontem em conversas familiares, que juntamente com as conversas entre amigos, nos reforçam as lembranças de fatos passados. Você se lembra...?

Porque as recordações são memórias condenadas à morte em definitivo esquecimento? Um quarto de século é necessário para condenar o esquecimento de um relógio, mesmo sendo esse o seu primeiro relógio?

Meu irmão ganhou um relógio. Não foi hoje, faz tempo, mas eu já não me lembrava mais do relógio, justo! Reforcei a memória relembrando o fato. Este foi o símbolo de uma transição, para uma etapa seguinte da vida. Era um rapaz que hierarquicamente assumia o seu lugar na sociedade. Teria novas responsabilidades que exigia a posse de um relógio. Foi assim com o meu pai também. Os garotos de hoje não sabem o que é isso, já nascem com o relógio no pulso. Mas isso não tem o significado de antes.

Era sinal de emancipação que marcava a entrada para a vida madura, ele seria dono das suas horas. Na ocasião, meu pai lembrou do orgulho que sentiu quando o meu avó, fez-lhe o mesmo e passou-lhe um Cortebert de bolso. Foi com pompa, para provar-lhe a importância do momento e das responsabilidades que passaria a ter.

As horas e o tempo, será que podemos falar com exatidão dos centímetros de distância que os separam? Será que a precisão da contagem de tempo é certa para um e para outro? Será que o tempo que acerta um é o bastante para a contagem do tempo do outro?

Um relógio, pode dizer do tempo que queremos ver e ouvir? Os relógios são uma solidão perfeita, são caixas metálicas com ponteiros, inventando um tempo para si que não tem ligação ao tempo de cada um de nós. Um bom relógio seria uma boa máquina se soubesse realmente equacionar destino para o nosso tempo.

Esses relógios são tontos, rodando e rodando. Parveando num tempo que pra eles também é absurdo. Tiro-lhe os créditos, não acredito neles! Olho para ele e ele me diz meia-noite, pois pra mim não é meia noite, quem sabe 9 horas? Eles apenas anotam resultados matemáticos sem nenhuma correspondência com a realidade, o tempo não existe.

O tempo é uma convenção entre homens, um acordo entre pessoas, um pacto escolhido para comodidade humana. Nada mais. Não podemos medir o tempo com um relógio.

Já exerimentamos viver 2ªs feiras de manhãs em férias e em trabalho. O tempo, nesses dois tempos, altera-se radicalmente. Em férias não há tempo nem relógio; em trabalho há tempo cronometrado por quem nós não confiamos.

Por isso, declaro que estamos nos anos de infância, anos que não existia o tempo, pelo menos para mim! As horas não nos interessava e o tempo custava a passar. O tal nunca passava e nos fazia desesperar pelo fim-de-semana, que custava a chegar. E o que dizer das férias? todas as férias, inclusive feriados! E o que dizer quando estávamos em salas de aula que o tempo não passava e as horas custavam a se cumprir? Daí rolava um cochicho, um bilhete, um tiro com o canudo da caneta ou mesmo rabiscos aleatórios...

O melhor do tempo, poderá ser este aqui e sempre que quiser regressar aqui, a esse momento virtual, que nunca mais irá voltar, mas que registrado não se perderá. O tempo por si é uma ficção. Aqui é virtualmente real.

*Não gostava que existisse o tempo.
*O que você quer ser quando envelhecer? Indicação de leitura: O Bom do Velho.

Denúncia de possível estelionatário (blogueiro) via internet "leia urgente"

O texto que segue, não foi escrito por mim, mas devido ao teor e com concordância da Vilminha de Souza, foi necessário deixar registrado - pelo fato de que, algumas pessoas listadas como participantes do 1º encontro nacional de blogueiros, que deveria ter acontecido nos dias 12 e 13 de Dezembro de 2009, não foram encontrados seus endereços online e outros, amigos deste blogue, podem conforme a Vilma de Souza e Beti Timm, estar caindo no 'conto do vigário'.

"Oi amigos,

Vou relatar o que me aconteceu:

Como a maioria sabe eu iria ao 1º encontro nacional de blogueiros, evento este todo programado pelo blogueiro Norberto Sides do Blog http://bethosides.blogspot.com/ e ao longo de sete meses paguei 7 parcelas de R$ 65,00 e como o evento não aconteceu (e eu dúvido que venha a acontecer, dado ao sumiço do Betho) pedi o meu dinheiro de volta conforme previsto em contrato e proposto no anexo enviado pelo Sr Norberto no dia 09/12/09.

Acontece que o Srº Betho vem mentindo em seus e-mail. Avisou por duas vezes que ja havia depositado o dinheiro. Seu último e-mail foi no dia 22/12 quando disse:

"De: Norberto Sides (@gmail.com)
Enviada: terça-feira, 22 de dezembro de 2009 16:07:26
Para: vilminha souza (@hotmail.com)

Oi Desculpe não ter retornado antes...
(...)
Fiz um DOC hj para VC querida...
Perdoe a demora.
Fliz Natal e um Próspero Ano Novo com Muita saúde."

Então esta foi a última mensagem do Srº Betho e o mesmo aconteceu com a Beti Timm que pediu o dinheiro de volta, mas apesar da afirmativa acima o dinheiro não foi depositado nem para mim, nem para a Beti.

Tenho tentado entrar em contato com o betho, MSN, E-MAIL , BLOG e nada o moço se fez de ouvidos de mercador e sumiu.

Se hoje denuncio somente aqui é porque no momento ainda não sei o que aconteceu, apesar de ter certeza de que fui lesada da pior maneira possível e venho denunciar, para que outros não caiam na mesma conversa porque o betho pode ainda estar estorquindo dinheiro de outros e angariar mais outros com a desculpa de que somente duas pessoas desistiram e os outros 32 estão aguardando para que o evento aconte;a em outra data e se ele estiver fazendo isto fora do blog, muitos mais poderam ser lesados fianceiramente.

O ex-marido da Beti Timm postou uma denuncia no BLOG
http://tocadojens.blogspot.com/2010/01/o-ovo-podre-do-betho.html

Creio que isto não poderá ficar impune, mas por enquanto ainda não sei como proceder, vou esperar pra falar com algum advogado, pois o Srº Norberto Sides tem o meu endereço, meu CPF, e número de conta Bancária e tudo isto me preocupa mais que o golpe financeiro, pois não sei mais com quem estou tratando porque pode se tratar apenas de engano e contratempos o que eu duvido muito e pode tambem ser um estelionatário ou pode se tratar de uma quadrilha organizada, por isso não fiz denuncia no Blog.

Gostaria de avisar mais amigos Blogueiros, para não cairem neste golpe, mas infelizmente tenho poucos e-mails e não consegui localizar os outros 32 participantes, pois no anexo que o Betho enviou não tinha os blog dos participantes, constava o nome de cada um e como os outros não são dos meus links, não sei quem são e se realemte existem outros, pois como eu disse pra Beti Timm as vezes acho que só ela e eu caimos neste golpe. Foi a Beti Timm que me localizou e trocamos e-mails.

Espero que vocês consigam avisar a outros e assim quem sabe descubro quem são os outros 32 da lista do anexo que me foi enviado quando o evento foi cancelado e estes estão na boa fé aguardando que o evento se realize (e pagando as parcelas em atraso) em outra data e o Srº Norberto dispondo do valor pago como lhe aprouver.

A lista dos outros blogueiros que foi enviada no anexo:

Aparecida de Almeida, Beti Tim, Cláudia Magalhães, Catarina Vierting, Euza Procópio,
Francisca Gerthel, Gertha Weitpek, Madalena Vilaboim Prado, Marlene Vieira, Maria
Aparecida Gomes, Maria do Socorro Oliveira, Maria Oliveira, Patricia Correia Lemos,
Paula Noronha de Assis, Paula Gomes de Oliveira, Renata Catão, Vanderleia Vicentini,
Vilma de Souza.

Augusto Barandini, Augusto de Almeida Prado, Carlos Brusamolim Filho, Carlos Eduardo
Bittencourt, Carlos Eduardo Vieira, Carlos Augusto Marcondes, Carlos Alberto Pereira
Catão, Bernardo Brusamolim, Djalma de Assis Correa, Edson Maranhão Gomes, Edison da
Cunha, Gilson Vieira da Cunha, Heraldo Vincentini,

Aguardo o que se pode fazer.
Beijos à todos,

Vilma de Souza"

mato sem cachorro
imagem

Pessoal, se conhecem alguém desta lista, por favor, avise desta postagem ou me passe o link, para que possamos contactá-los.

Para tanto, todos devem tomar ciência do que está acontecendo. Que tudo venha às claras e que, se por acaso, o Sr. Norberto Sides, estiver doente, acamado ou morto, que venha algum representante dizer o que está acontecendo.

Pelo menos, que se sabe, ele envolveu o próprio filho neste episódio, ao afirmar que o mesmo, iria fazer os depósitos. pois estava viajando. Estando o filho ciente do episódio, não quero crer, neste caso, que a máxima esteja valendo "tal pai, tal filho" ou que esteja 'doente'.

A minha indignação com este fato, vai além do ressarcimento financeiro; acompanhei toda a empolgação da Beti Timm, para a realização deste encontro, não somente pelo encontro em si, mas porque ela faria uma exposição artística, fruto de seu trabalho, inspirações e sonhos, que foi cancelada na última hora, depois que ela, finalizou todo o seu preparo, inclusive a veiculação de convites.

Deixando claro, que mesmo o eventual - 1º encontro nacional de blogueiros - tivesse acontecido, a exposição seria aberta somente para os participantes, no entanto, tal era a empolgação da Beti, que ela fez questão, de comunicar todo o seu círculo social da estimada exposição.

"Hoje fiz um DOC pra você. Desculpe a demora" (Teor do e-mail que o Sr. Betho Sides enviou para Beti Timm, no dia 22 de Dezembro. O dinheiro nunca chegou e o autor do e-mail sumiu, literalmente. E por onde anda, os outros organizadores e grandes patrocinadores, entre eles, citado o Banco do Brasil?

"Tenho certeza que nao vou ser ressarcida, mas moralmente nao vou deixar impune, pq meus sonhos custam o valor de minha vida e ninguem tem o direito de tira-los de mim e ficar impunes!" (Beti Timm)

Mais detalhes sobre o ocorrido, podem encontrar na Toca do Lobo, blogue do meu amigo Jens.

Sete Mares

"O mar que habita em mim, me leva para onde eu nunca fui" Sandra Cinto

exposição 7 mares

Quando deslumbrei uma das instalações do trabalho da artista plástica Sandra Cinto, na Galeria Progetti, entitulada 7 mares, do tamanho de uma parede (6x4m) e do lado de seis obras em que o céu se desenhava e sobressaía, numa mistura de mar, pessoas e teias, inspirada n"A Jangada da Medusa" - tela essa, vista na imagem abaixo, fotografada, quando exposta em Nova York e hoje encerrada no Museu do Louvre, Paris/França - assim como a artista percebeu a contemporaneidade da obra para se inspirar, ontem relembrando esta visita, remeti logo aos problemas que atualmente nos apresentam e de como essa obra, poderia mesmo ter sido pintada antes de ontem.

A vida segue mesmo em ciclo ou somos cães, correndo atrás de nossos próprios rabos?

Quem estiver a fim de visitar este projeto, ele será exposto na Galeria Hideo Kobayashi, no Centro Cultural Usiminas, participando do 2º Fórum Mineiro de Arte Contemporânea, dentro da exposição "Paisagem Incompleta", a partir desta Segunda-feira, 18 de Janeiro. Vocês poderão deslumbrar as obras de Sandra Cinto, assim como me deslumbrei, porque logo em seguida, ela parte para participar na Espanha de um evento, só retornando ao Brasil no meio do ano, com exposição no Instituto Tomie Ohtake/São Paulo, para partir em seguida para seus estudos complementares na China.

“Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações” Legião Urbana

A balsa da Medusa
Jean Louis André Théodore Géricault/Art Resourse, NY

Essa obra abalou a sociedade francesa do século XIX e inseriu Théodore Géricault dentro da galeria dos grandes artistas franceses. "Medusa", a fragata que realmente naufragou na costa da África, com carregamento de escravos e que trouxe à tona instintos negativos do homem, que na luta pela sobrevivência, colocou em prática o canibalismo, como única solução para sobrevida.

Devido ao realismo da obra e fatos contundentes, o escândalo político foi inevitável, afinal, estavam em período pós-revolução, onde os valores da liberdade, igualdade e fraternidade, entre os homens encimavam, juntamente com as teorias de humanidade e progresso.

Porque deram o cargo de capitão da "Medusa" para alguém sem experiência, que não enfrentava o mar a mais de 25 anos? Oras, após a queda de Napoleão, os Bourbons deveriam mostrar exemplo, daquilo que a revolução pregou: "liberté egalité fraternité" e o que se via era a infração de todos esses princípios, iniciados por essa oferta de cargo político a um aristocrata. De certa forma, este fato contribuiu para alimentar os pensamentos abolicionistas, pois com poucos botes, o capitão e passageiros previlegiados se salvaram, deixando mais de 150 pessoas soltas à própria sorte, donte somente 15 sobreviveram se alimentando dos corpos que boiavam ao redor.

"Passo todo o tempo surpreendendo-me com o fato de que nada parece sólido, tudo me escapa. Nossas esperanças e nossos desejos, e mesmo nossos sucessos, são apenas ilusões. Meu coração não pode encontrar descanso, contém memórias demais.” Géricault

Claire Louisa-Rose-Bonne Lechal de KersaintOurika, romance de Claire Louisa-Rose-Bonne Lechal de Kersaint, Duquesa de Dunas, foi à princípio lançado anonimamente em 1823, para somente depois ser assumida sua autoria. O romance fornece uma visão sobre as atitudes sociais e alianças políticas da época e os efeitos do colonialismo, racismo e escravidão do ponto de vista de uma pessoa negra, expondo os preconceitos racistas da aristocracia e o tratamento selvagem destinado aos escravos, nas colônias da França no Caribe.

De certa forma, o livro mostra que a história da escravidão nas colônias francesas é muito diferente da contada pelos americanos, que se referiam à escravidão como sendo apenas européia, afinal, 6% (seis por cento) dos escravos levados da África desembarcaram nos EUA e dois quintos acabavam nas colônias francesas de Guadalupe, Martinica e São Domingos (Haiti), grande parte para fornecer mão de obra para as plantações de açúcar.

Os canaviais até os dias de hoje são fontes de trabalho escravo, onde as plantações são enormes, com produto duro de manejo e infestadas de ratos. A França enriqueceu com suas plantações de cana no Caribe e até o ano da Revolução, a Colônia de São Domingos (atual Haiti) era a colônia mais rentável do mundo ocidental, com recordes mundiais de produção de açúcar e café, mas também foi o pior lugar do mundo para ser negro.

Os ideais da abolição cresceram na França, entre os bem intencionados, para depois chegar à Colônia, onde os escravos se revoltaram e aí, Napoleão também perdeu a guerra! Os escravos conseguiram a independência do Haiti. Mas com a troca de governo, de Napoleão pela nova monarquia, plantadores e ex-colonos, viram a oportunidade de novamente invadir o Haiti e reinvindicar suas propriedades.

Portanto, o Haiti foi o primeiro país no mundo onde os ideais abolicionistas foram alcançados, encabeçados por mulheres francesas, que à época eram influentes na esfera pública, diferentemente das mulheres inglesas e americanas - Qualquer assunto que tinha a ver com mulheres, crianças, sofrimento dos pobres e necessitados eram tema apropriado para as mulheres. Talvez por isso, foi dada a caneta à Princesa Isabel, aqui no Brasil. Vai saber!

Um outro livro, interessante é "Os miseráveis" de Vitor Hugo. Calma, calma! Não vou me estender, mas serve de indicação para aqueles que se interessam em entender a História - a leitura é essencial.

Onde quero chegar? De um extremo à outro, temos o primeiro e o último país a adotar a abolição dos escravos: Haiti e Brasil. Será que este fato é verdadeiro? Precisamos completar a abolição, fechar o ciclo desta História que até os dias atuais, repercute em nosso dia a dia.

A opressão é uma forma de escravizar.

Reflexando 2

Velasco NaCapa
Visitem o Darío Velasco, no Na Capa. Em breve, livro saindo do forno!
Meus amores, ainda estou curtindo as minhas férias, morrendo de saudades e vontade de retornar aos blogues. E Isto, somente em fevereiro, ok?

Reflexando

espelho

Depressão nacional

Policiais de Brasília
Imagem

Assaltou-me há pouco a idéia do que dizem de nós os nossos vizinhos e os povos além mar - Falsos democráticos! O nosso querido des(governo) sabe que agora tudo está em praça pública e a polícia de Brasília serve para atacar os cidadãos. Eu pensava nunca dizer isto, porque sempre defendi as nossas armas como protetoras da dignidade, mas enfim, o que vemos acontecer, nada mais é do que o espelho da Alma Nacional. Se aceitamos a violência como reprimenda da manifestação da nossa indignação, algo anda muito errado. Se aceitamos corruptos, assinamos atestados de que somos também da mesma laia ou que somos todos corruptíveis. Afinal, a falta se torna mais nossa do que daquele que da corrupção se beneficiou.

Tantos fingimentos, crimes não assumidos pelos bandidos de colarinho branco; mesmo que as provas, esfregadas na cara e que são aceitas com indiferença, vista grossa do povo brasileiro - há quantos anos e à vista do mundo, que envergonha os brasileiros honestos. Não digo somente do caso mais recente "Arruda", mas de tantos outros "Arrudas". Está tudo a nú. E vamos cruzar os braços mais uma vez?

Durante largos anos um exército de presidentes, ministros com todos os secretários a que tiveram direito, passaram pela diretriz do País, fechando os olhos ou se beneficiando, para sairem ilesos das falcatruas. Pois, que não era difí­cil, bastava fazer de conta que não se sabia. Hoje o noticiário fala por si. Será que tudo o que interessa é a popularidade dos polí­ticos, armando a cama para a próxima eleição? Só isso interessa?

Andavam dizendo que o País estava deprimido e agora, essa indiferença. É sintomático. O povo está doente! O câncer social se alastra, pela falta de sanar o foco - Disseram no passado também, que o poder corrompe. Não, eu arrisco a dizer que quem toma pra si aquilo que não é seu, tem desvio de caráter e não é o poder que facilita isto. Quem tem caráter, tem em qualquer lugar, no poder ou cá entre os cidadãos comuns.

Arrisquei-me a ter esperança de que estávamos a acordar. Me enchi de esperança. Mas sabe como é, maus exemplos são copiados por aqueles que não tiveram berço, pai e mãe do lado para educar, repreender nos momentos certos, corrigindo e dando os exemplos necessários...

Fico ansiosa para ver o desenrolar dos fatos, sabendo de antemão ao que vai dar, pois os filhos de alguns presos emagreceram tanto, enquanto que no planalto central, onde as penalizações deveriam correr soltas, só emagrece quem faz dieta, chora lágrimas de crocodilo e distribui panetones. Enjoaram da pizza!

- E as crianças meu Deus, as crianças??? Será que daremos a elas como herança a vergonha nacional? No meio desta paranóia coletiva que leva um polí­tico a apregoar que se está a cagar para toda a justiça (desculpe o termo) ainda aparecerá alguma voz serena e lúcida?

A depressão nacional que nos faz ficar paralizados de espanto tem que ser tratada com a denúncia dos sintomas elitistas destes figurões que se acham no direito de nos gozarem.

Tenham vergonha!!! Onde estarão os nossos líderes nacionais? Não temos. Entregamos
os pontos e estamos a beira de uma gravíssima depressão nacional.

plágio é uma merda!E como se não bastasse, encontra-se na blogosfera um plagiador descarado! O cara copia posts, não cita as fontes - o que configura roubo perante o código penal - conta vantagens sobre os lucros em seu twitter e diante da reclamação pública da autora, ainda se justifica com leviandade.

A Juliana quase desistiu de blogar e recapitulou pois não seria justo com seus leitores/seguidores, mas deletou a sua conta do twitter. Diz ela, que está cansada de lutar contra os plagiadores e que este último foi a gota d'água.

Quem escreve com responsabilidade sabe o valor de um texto e o atestado de falta de consideração que o copiador, plagiador de textos nos causa, por isso, acredito que ao irem no blogue do plagiador, observem se ele mantém algum vínculo com o seu blogue. Acredito que o melhor castigo é isolar esses criminosos. Eu fui lá e me senti aliviada de não estar linkada no blogue do estrupício.

Dou à Juliana meu total apoio, assim como outros bloggers amigos e quero vê-la em breve na ativa!

Meus oito anos

Entre o período do Natal e Ano Novo, estive com Lelo, meu primo escritor que tem demonstrado muito interesse pelo mundo dos blogues e pretende em breve, mostrar seu talento para este universo. Por enquanto, está pianinho na observação, afinal, para quem sempre contribuiu escrevendo nos bastidores da mídia, principalmente a televisiva, torna-se difícil 'escancarar'.

Recebi por esses dias seu e-mail cobrando atualização das postagens "Chega de férias, o ano já começou!"



Então, Lelo! Gostou de te ver sua fotinha no "Luz"?

Esta foto é do Marco Aurélio quando era moleque lá em Volta Grande, zona da Mata de Minas Gerais e participou da interpretação do documentário cinematográficado do poema homônimo de Casimiro de Abreu "Meus Oito Anos": Brasilianas: Meus Oito Anos - Canto Escolar - produzido em 1956 por Humberto Mauro.



Achei o filme no youtube, porém a edição incorreu no erro de afirmar que a produção é de 1955. Os arranjos do maestro Aldo Taranto casados com a fotografia e cenário musical capturados por José Mauro, dão o tom bucólico que o diretor Humberto Mauro tanto apreciava. Achei também no youtube, o saudoso Paulo Autran declamando o poema "Meus Oito Anos" - emocionante!

Todos os citados acima merecem postezitos - gente que se foi e que nos deixou legados de cultura, a ser apreciado com os olhos do passado, onde a simplicidade aliada à capacidade de trabalho nos faz entrar num mundo de sonhos cândidos.

Casimiro de Abreu era amigo de Machado de Assis e foi patrono da cadeira número seis da Academia Brasileira de Letras, morreu bastante jovem (21 anos) e por ser ainda ingênuo, romântico, espontâneo, saudoso da terra natal quando morou em Portugal, amoroso e por abordar diversas temas que remetiam à casa paterna, pode ser considerado por alguns "piegas", mas veja, quando digo acima que deve ser apreciado com os olhos do passado - não digo apenas do passado relativo ao tempo, mas a um estado emocional relativo ao passado interior de cada um.

"Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã!"
(trecho de "Meus Oito Anos")

Meu primo Marco Aurélio, apesar do talento diante das câmeras e da beleza física, preferiu trabalhar nos bastidores, longe dos holofotes. Ultimamente preferiu fugir do burburinho da cidade grande para virar um perfeito "Bicho do Mato". Brincadeira, quase isto!

Espero que este post seja um incentivo para o Lelo começar logo sua vida blogueira e, repetindo suas palavras: "Chega de férias, o ano já começou!"

Eu não me esqueci de ti, Hilda [update]

Steven Meisel
imagem Steven Meisel

Se eu disser que vi um pássaro

Sobre o teu sexo, deverias crer?

E se não for verdade, em nada mudará o Universo.

Se eu disser que o desejo é Eternidade

Porque o instante arde interminável

Deverias crer? E se não for verdade

Tantos o disseram que talvez possa ser.

No desejo nos vêm sofomanias, adornos

Impudência, pejo.

E agora digo que há um pássaro

Voando sobre o Tejo. Por que não posso

Pontilhar de inocência e poesia

Ossos, sangue, carne, o agora

E tudo isso em nós que se fará disforme?

Trecho selecionado do poema "Do Desejo" - do livro de mesmo nome.

O que devemos crer está subjetivo dentro de cada um de nós. E se não for verdade, qual a diferença faz agora? Nada faz diferença, se o universo caminha independente de nós. E hoje ainda disse "são coisas da vida" - o recheio dos nossos dias, que pode ser alegre, triste, amargo, doce... tantos sabores.

No idioma árabe, Jesus é conhecido como Isa (عيسى) = 'filho de Maria' e para os católicos, 'filho de Deus' e Maria entra como uma personagem veículo, para que essa divindade se materialize, algo muito parecido com o que os espíritas kardequisistas vivenciam.

Deus, essa divindade que assume vários papéis, conforme a sociedade materialmente se cerca de modernidades e que, não perde a sua força desde que a sua crença foi plantada nas sociedades primitivas, quando o homem matutava e não achava explicações para a existência: oras, alguém fez isto! mas quem? Deus, lógico!

Este senhor, criador do universo já foi questionado, afinal, Deus teria mãe? Quem seria a mãe do universo? Por certo o universo é feminino, pois somente uma mulher é capaz de ter tamanha simplicidade e bondade perfeita, unidas à onipotência!

Lúcifer, traduzido do hebraico "Helel Ben-Shahar" - 'o brilhante filho da aurora', forma de se referir à 'vênus', uma estrela brilhante que aparece no céu antes do sol nascer.

O profeta Isaías usou uma expressão para se referir ironicamente a um rei babilônico: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! [como] foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

Como cada um interpretava conforme sua crença, os cristãos, ouvindo as palavras do profeta, remeteram na época a uma comprovação para a existência do diabo - um ser usado para intimidação. A fama do inferno correu milênios e a própria igreja assume atualmente, que o inferno não existe como um local, mas como um lugar de afastamento de Deus ou de tudo que se refere à ele.

Na idade média as mulheres se associaram ao diabo para exercer o seu sobrenatural - era a explicação dada para serem apedrejadas, enclausuradas, decapitadas, retiradas da sociedade. Semente malígna! Oras, ainda encontro débeis que acham que mulheres têm parte com o demo.

Pois não dividiram o universo também em domínios femininos e masculinos? A maior fatia, lógico, masculina! Gaia seria a terra e Ouranos, o céu (todo o resto) que se uniram para dar origem a tudo isto. Mas se já existia a terra e o céu, quem os criou? Oras, Deus!

Deus, que na era clássica do latim era um vocábulo, que generalizado, se referia a tudo que era adorado pelos pagãos, se tornou sinônimo da fé que existe dentro de nós, sentimento que nos impulssiona a realizar, enfrentar desafios, gerador de coragem ou de uma personalidade maior existente dentro de nós - nossa obrigação moral!

A minha postura é Deísta e por isso assumo a minha obrigação moral perante a minha pessoa e as demais. Para tanto, neste dia 06 de Janeiro, dia de Reis (reis magos) e da Epifania do Senhor - comemoro como "Festa Folclórica" e não religiosa. Ademais, se eu for seguir todas as reformas do calendário litúrgico, ficarei muito confusa e também porque as datas de nascimento e morte de Jesus ainda são questionadas - há dúvidas quanto ao nascimento 8-4? a.C. e também sobre a sua morte 29-36? d.C.

E até o ano de 353, o nascimento de Jesus era comemorado no dia 06 de Janeiro, mudando no ano seguinte para 25 de Dezembro, data relacionada ao solstício de Dezembro. Hoje em dia, somente a religião ortodoxa continua a comemorar o aniversário de Jesus nesta data.

Enfim "E se não for verdade, em nada mudará o Universo."

Por isso, não me esqueço de ti, Hilda!

"Porque o instante arde interminável

Deverias crer? E se não for verdade"

Daí vem a Neiva, filosofando nos comentários: "Pensa! Não seria espetacular se a vida estivesse tão boa que só quiséssemos que continuasse absolutamente igual?

"Se eu disser que o desejo é Eternidade"

Off-topic: Estou retornando às minhas férias e não sei quando postarei novamente, mas assim que tiver oportunidade haverá atualização.

"E agora digo que há um pássaro"

update: Por causa de alguns comentários, quero deixar claro que em momento algum escrevi que não acredito em Deus - sou crente, temente à Deus, porém livre dos dogmas.

Blogando e andando

Ainda em férias e me coçando para deixar registrado meu primeiro post de 2010!



Quando fico ausente da blogosfera, sinto friozinho na barriga ao acessar o editor das postagens. Gostinho de reestréia, mas não é - É apenas o sabor do reencontro. Aquela sensação de ter montes de coisas para dizer e ao mesmo tempo, basta um olhar e a sensação de que, não é necessário dizer muito, somente que estou com saudades!

Ademais neste mês, o "Luz" faz anos e, porque aprendo todos os dias algo com os blogues que sigo e todos os dias também encontro blogues ótimos que me dão vontade de seguir mais e mais blogues, ler, comentar, interagir, trocar pontos de vistas e acrescentar conceitos, que cheguei em um ponto, de ser parcimoniosa e dar exclusividade àqueles blogueiros que demonstram estima e interesse de interagir. Por isso também não me manifesto em alguns blogues que leio, pelo simples sentido da troca.

Mas qual o tempo para tudo isto? Além da parcimônia, as minhas visitas nos últimos tempos são homeopáticas - porém é sabido, leio tudo antes de fazer qualquer comentário e conheço bem os blogues e os blogueiros dos blogues que participo. Neste troca troca, criei muitos vínculos na blogosfera.

Sei que o mesmo tempo que dispendo para escrever um post, não é o mesmo para o blogger amigo. Tem dias que não tenho tempo para escrever no blogue e deixo algum assunto extra blogue em stand by, para poder atualizar o blogue. Noutros dias um assunto pessoal toma tanto o meu tempo e é o bloguinho que fica em stand by.

Por isso, quando acesso um blogue, tenho muita consideração por aquilo que está exposto. Não importa a ferramenta, não importa o layout, não importa os pendurricalhos, importa o que o blogueiro escreve. Não ler o post e fazer comentários que não se relacionam com a postagem é de extrema falta de consideração, para não dizer educação; que por sinal, andam de mãos dadas.

Noutro dia aconteceu comigo algo bem besta, que vou contar sem dar nomes aos bois, por prezar imenso a pessoa em questão e por isso também, me senti no direito de dar 'um toque'.

Não me incomodo com nada que se relaciona à blogosfera: blogagens coletivas, promoções, selinhos, postagens comemorativas, memes... o que me incomoda é a auto promoção - o blogueiro que se esquece das coisinhas que disse acima - Qual o sentido de ter um blogue? - veicular idéias, pensamentos, debates... as promoções podem ser inseridas no contexto, mas não podem ser o mais importante em um blogue! Daí vem no "Luz" um destes promotores, vender o seu blogue, mas não é um promotor qualquer, não é uma pessoa estranha pra mim! A pessoa não se deu ao trabalho de ler a minha postagem e lascou um comentário, mais ou menos assim:

"Estou fazendo uma promoçao pelo aniversário do meu blogue, parari, pororó e tals... se não estiver participando, acesse o meu blogue e se inscreva"

hum... em primeiro momento pensei: "Que pisada na bola, intimidade demais dá nisso!" - mas daí correndo outros blogues, percebi que o comentário era padrão - me chateei - me decepcionei, por uma atitude tão 'newbie' vindo de uma pessoa que parecia 'calejada' e sabida das 'gafes blogais'. Não me contive e fui no blogue reclamar, sabendo que os comentários eram moderados. Mas enfim, o comentário não foi publicado, porque não era para ser publicado mesmo e a pessoa se ofendeu - coisa que também premeditava quando comentei, haja visto os melindres da blogosfera - eu comentei algo do tipo: "A maioria repara neste tipo de comentário mas não reclama".



Estes promotores de blogues não entendem que para se promover um blogue é necessário mais do que frivolidades. Controlando a ânsia, tudo fica mais natural e não custa (se custa, não faz) ler a postagem e comentar antes de fazer auto promoção - tudo com "Calma e elegância". Pois me canso de ver blogueiros que não conheço pisando na bola e pouco me dou ao trabalho de dar um toque - neste casos, em geral "blogo e ando" para esses deslizes. Mas quando é alguém que você preza, tudo muda de figura.

Enfim, cada um sabe de sua vida blogal e este ano vou "blogar e andar" - quem quiser se unir à mim, "blogaremos e andaremos" para frente!

A tecnologia nos separa mais do que nos une?

champrose

Começar de novo!

Nos feriados de final de ano, tropeçamos na fantasia e na inocência que habitavam os nossos sonhos de infância e não importando o Deus que acreditamos - Cristo, Maomé, Oxalá, Jeová... se acreditamos ou não no mito do bom velhinho, que vestido de vermelho corre o mundo distribuindo presentes - é no contato com nossos amigos e familiares, que resgatamos histórias passadas, datas festivas, fatos pitorescos, compartilhamento de saudades, que resgatamos o melhor de nós mesmos...

- Resgatamos a criança que acreditava, não no papai Noel, mas no futuro e na construção de um mundo muito diferente, mesmo sem ter certeza de nada, mesmo sem saber que o mundo colorido da infância desbotaria com o passar do tempo;

- Resgatamos a criança soterrada pelas quinquilharias que acumulamos no dia a dia, do stress, das preocupações, das desilusões... essa criança que nos alimenta de esperanças, que fala conosco em nossos sonhos e que vela o nosso sono.

Esta criança é dona da nossa história, que nos aponta o caminho e ensina que tudo é possível com ética, com respeito e acima de tudo com amor. Exilar essa criança no fundo do guarda-roupas sem luz é esconder a nossa maior porção humana, que nos impede de, num mundo em crise que parece querer sepultar valores e tudo aquilo que acreditamos, que nos transforma em bárbaros que, mesmo no escuro, longe, sozinho, grita por vida e liberdade, clama por uma revolução capaz de transformar a todos - Não tem dúvidas que utopia é uma palavra inventada por descrentes que envelheceram e desapareceram para sempre, sem serem ouvidos.

As festas de fim de ano, iluminam! Nos mostram que nem todos os meninos estão confinados ou exilados de lembranças, estão por aí, ainda acreditando nos sonhos, cheios de esperanças, ensinando que a vida e o mundo podem ter a alegria da infância - que basta abrir a porta de nosso guarda-roupas, numa atitude que precisa de coragem, desprendimento e acima de tudo: paixão, do olhar inocente e da emoção que um dia nos tomou diante daquele primeiro brinquedo, embrulhado em papel colorido, contendo nuvens de algodão - aquela caixa que não envelhece, nossa caixa de sonhos!

Seja bem-vindo 2010!!
Obrigada aos que no post anterior, deixaram palavras amigas!
Que você saiba abrir sua caixa de sonhos!

*O título deste post foi emprestado do blogue "Blogando e Andando" do meu amigo Aldir Gaspar. Volta a blogar, menino!!

Aqui desde 26 de Janeiro de 2005

Tenho uma folha branca e limpa a minha espera: mudo convite.
Tenho uma cama branca e limpa a minha espera: mudo convite.
Tenho uma vida branca e limpa a minha espera (Ana Cristina César)

No mar, no ar ou pisando em terra firme, não importa onde esteja. Importa estar em si. Em cada ser humano há de tudo; a questão é apenas onde a luz incide (Lerski)

Não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido. Porque pode ser gritantemente sublime o extremo onde o belo se faz excessivo e obsceno.

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