Diminuindo o tempo de carregamento do seu blogue


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O WebmasterWorld PubCon Vegas 2010 em seu oitavo ano de edição e 14ª apresentação agendada para Novembro de 2010, é um evento de ponta onde vários webmasters, especialistas em social media, programadores, pesquisadores e SEO/SEM, se encontram para trocar ideias sobre as novidades, tendências, marketing online, tecnologia... tudo aquilo que envolve o desenvolvimento da web.

No final dos anos 80, acontecia o Power Elite BBS, onde o desejo dos conferencistas era de encontrar com pessoas a quem eles leram ou ouviram falar em foruns e em notícias online, se concretizava. O primeiro evento organizado com o nome PubCon foi organizado em 2003/2004 e já se discutia sobre os motores de buscas e programas de afiliados.

O evento foi se transformando juntamente com a web, onde os blogues e as ferramentas que envolvem sua feitura também foram se modernizando. Nada mais justo que esta comunidade também atendesse os interesses, as necessidades e refletisse as mudanças no World Wide Web.

O que este evento tem de importância para os blogues?

Saltando no tempo para o penúltimo evento ocorrido em novembro de 2009, onde Matt Cutts, engenheiro do Google, discursou sobre as novidades do google e do novo fator que entraria como método para rankeamento orgânico de sites e blogues; ele citou o fator "tempo de carregamento" como um dos fatores decisivos para posicionar as páginas da internet dentro do motor de busca google; portanto, as páginas que carregam primeiro (mais leves), seriam beneficiadas dentro do Quality Score do Adwords. Não sabemos o peso que é dado a esse fator dentro do rankeamento do google, apenas que este seja um dos fatores de rankeamento, porém, nós blogueiros precisamos varrer o lixo eletrônico de nossas páginas, melhorando a navegação e tornando a vida do leitor online tão confortável tanto como quando este manuseia revistas físicas em suas mãos.

Teste a sua página e veja quanto tempo ela demora para carregar por completo - Acesse o site Pingdom e insira sua url dentro do espaço destinado a isto e pronto! Dá para você ter uma ideia de qual item da sua página demora mais para carregar e após isto, analisar se é viável mantê-lo.

Dentro desta análise já dei uma limpada nos meus scripts, joguei imagens e presentinhos que ganhei para outras páginas que mantenho na web (ainda não terminei), troquei as imagens PNG/JPEG por imagens no formato GIF e venho pedir, POR FAVOR!! Desliguem seus players de música! Este será um ato de respeito com o gosto musical alheio e também um dos fatores decisivos para que o visitante escolha se voltará ou não a sua página - explico: Nem todos possuem uma navegação que suporta páginas pesadas e estes players, invariavelmente travam ou mesmo interferem nas músicas, conversas e ambientes que juntamente com o virtual, casamos no mundo real. 

Além dos players de música, prestem atenção nos backgrounds (fundo da página) cheio de firulas, entre outras cozitas que fantasiam sua página.  São começos e lógico! Existem muitos itens que atrasam sua vida online e que não recuperam o tempo que perdeu.

Se você usa um template ruim, troque por um bom ou então, faça a otimização e compressão do CSS dele. Se não quiser ter trabalho, escolha templates confeccionados por desenvolvedores que praticam os padrões web, sabem usar o CSS e que escrevam o HTML semântico. Beleza não é sinônimo de qualidade.

Quem usa o navegador firefox, pode usar o Page Speed do google que acoplado ao Firebug, analisa a página dentro das boas práticas para a otimização da velocidade de carregamento. Ou então, o Yslow do yahoo!, que também mostra como sua velocidade pode ser melhorada.

Complicou o meio de campo? Tenho certeza que colocando em funcionamento os pluguins acima, o resto cairá no automático!

Quando sentei para escrever o post, na verdade, não ia escrever nada do que escrevi acima. O meu desejo era apenas dar uma limpada na minha sidebar (coluna lateral) e de quebra atualizar tudo aquilo que perdi enquanto estava ausente da blogosfera. Fica para a próxima postagem!

Divirta-se!

Telhado verde

prefeitura sp chicago
Cobertura da Prefeitura de São Paulo (à esquerda), Prefeitura de Chicago (centro) e Trump Tower Center em Nova York (à direita) - imagem

Nas cidades em que as mudanças bruscas de temperatura acontecem no decorrer do dia - as típicas 4 estações do ano em um só dia - o telhado ecológico ganha espaço, como solução para manter o equilíbrio térmico. O cômodo abaixo de onde o telhado é instalado permanece com clima fresquinho durante todo o ano - não esquentando no verão e não esfriando no inverno.

Também usado para combater as ilhas de calor em espaços públicos onde existe pouca vegetação, muito concreto e asfalto - exemplo da passarela na avenida Rebouças coberta de plantas. A sede da prefeitura de São Paulo, onde existe o maior telhado vivo do país construído na década de sessenta [video], 70% das águas das chuvas ficam retidas e são absorvidas pelas plantas, o restante é armazenado para uso na limpeza. Este método também pode ser usado para evitar as enchentes nas cidades porque diminui a saturação das galerias de águas.

Também podem ser habitáveis, transformados em áreas agrícolas, dando proteção a cobertura da radiação ultravioleta que aumenta sua vida útil ou transformados em simples gramados para ser usado como o quintal de casa. O desafio é construir formas simples de telhados vivos que possam trazer benefícios ecológicos e sociais com baixo custo e acessível a todos.

skygarden

A imagem acima, ilustra uma matéria que fala de uma tecnologia usada no Japão para instalação de jardins suspensos, gramados e até hortas orgânicas [leia +]

Saiba as vantagens desta biocobertura segundo o site Eco Telhado:
  • Qualidade do ar: Através da fotossíntese e da aderência dos poluentes ao substrato, os telhados verdes agem como purificadores do ar urbano. O telhado vivo é também um aprisionador de carbono.
  • Benefício Educacional: O telhado ecológico é a metáfora da sustentabilidade com efeito pedagógico para gerações futuras sendo, portanto, a cobertura ideal para prédios institucionais e escolas.
  • Proteção do prédio: A cobertura vegetal em um prédio elimina a concentração de calor evitando a dilatação e protegendo o prédio contra trincas. O substrato absorve também as chuvas ácidas. Estes dois fatores elevam a vida útil da construção.
  • Pluvial: Pela retenção de água e diminuição do fluxo a laje vegetada contribui de forma muito significativa no escoamento de água da chuva.
  • Biodiversidade: Com o crescente desenvolvimento das cidades e de áreas rurais, espécies vegetais e animais têm sido expulsas de seu habitat natural. A cobertura vegetal ou telhado de grama é ferramenta fundamental para a sobrevivência e continuidade da manutenção da vida no conceito urbano que se forma a partir de agora. O telhado ecológico é a solução para cidade moderna.
  • Acústica: O teto verde diminui a reverberação ao absorver e isola ruídos.
  • Aquecimento Global: O telhado verde diminui significativamente a necessidade de energia para climatização de ambientes, contribuindo assim para a diminuição de emissão de CO2 e de suas consequências.
  • Conforto Térmico: O telhado verde proporciona excelente conforto ambienta, pois além do isolamento térmico, ele age por evapotranspiração, perdendo a energia de evaporação da água por ele retida. O telhado vivo também consome energia pela fotossíntese.
  • Ilhas de calor: Pela evapotranspiração auxilia no arrefecimento de centros urbanos. A continuidade dos telhados ecológicos na cidade influi muito significativamente para o conforto ambiental das áreas mais urbanizadas.
  • Valorização do Prédio: Pelos seus benefícios confere ao prédio um maior valor no caso de venda.
  • Psicológica: O ser humano reage positivamente a espaços naturais verdes, opondo-se a aridez do concreto e do asfalto. Aumenta o senso de comunidade. Pesquisas apontam a rapidez de curas em hospitais onde os paciejapan_green_roofntes tem a oportunidade de entrar em contato com áreas verdes. O telhado de grama ou ecológico é a realização da utopia de viver em meio à natureza mesmo cercado de prédios.
  • Lazer: No caso de laje plana o telhado de grama se transforma em uma área de lazer.
  • Produção de Alimentos: A cobertura verde pode ser aproveitada para horticultura com grandes vantagens principalmente no caso de projetos de casas populares. A produção de alimentos próxima ao consumo, tem sido apontada com elemento de sustentabilidade na idealização da cidade do futuro
Apesar do Brasil ainda engatinhar na procura pela nova tecnologia, a demanda de novos e antigos imóveis pela cobertura vegetal tem crescido em projeção geométrica e já existe um movimento pela troca do telhado em seguimentos industriais, supermercados e shoppings centers.

O telhado verde também é coletor de poeira, o que ajuda a evitar doenças alérgicas em crianças e deveria ser usado em larga escala, tanto em residências, como no comércio e prédios, pois sua instalação é simples, não dá trabalho de manutenção e ajuda o meio ambiente.

O Luz de Luma contribuindo para uma vida mais sustentável! Seja verde e participe do encontro de amigos e blogueiros "Colorindo a vida", promovido pela Glorinha Leão no seu blogue "Café com Bolo"

*Agradeço a todas as palavras de incentivo e carinho, deixadas nos dois últimos posts! Sem querer parecer clichê "Nada como um dia após o outro". Ah, o que seria da internet sem os bloggers?

Boa semana!!

Voltando...

Certa noite, regressando para casa, o carro em que eu dirigia escapou completamente do meu controle, numa faixa reta e plana de estrada e em questão de segundos minhas reações foram para o espaço. Visualizei algo grande como uma espuma branca, ouvi gritos, um som forte, tonitruante e depois treva completa. Um rubro que logo passou a uma claridade diurna, quando senti que batia com a minha cabeça em algo, o rubro voltou e visualizei milhões de pequenas estrelas rodando, mas não senti dor.

sono eterno

Acordei em outro lugar com um peso enorme sobre o meu peito, mas não abri os olhos. Senti medo! Teria morrido? Gritei por minha mãe e caí novamente no escuro. Quando recobrei os sentidos, mesmo sem abrir os olhos, sentia a presença da minha mãe, que se aproximou assim que percebeu que eu acordava. Fez sinal para que eu não me movesse e a observei - a preocupação que demonstrava na expressão do rosto me fez constatar como os anos tinham passado sem que eu percebesse as mudanças na sua aparência. Sempre tivera a minha mãe como uma mulher enérgica, vibrante e cheia de energia.

Ali estava ela, parecendo mais velha e senti vontade de chorar. Engoli o choro e também a fala, quando senti que estava com muitas dores. Cruzamos o olhar e ela me disse: "Não se preocupe, você vai ficar boa". Repetiu: "Você vai ficar boa. Você é uma parcela, junto com seus irmãos, de tudo que eu tenho nesta vida; não se culpe, mas tome mais cuidado".

Foi um acidente, voltando pra casa... eu tinha pressa.

Enquanto estive ali no hospital, antes de ir para casa, pensei nas pessoas orgulhosas de portarem força de vontade para tomar decisões e a todo custo, levá-las adiante. Uma virtude, certamente! Mas até que ponto nossa vontade firme, nos faz donos de nosso próprio destino? Ou melhor, acreditar que sendo donos do destino, adquirimos ingenuamente a especialidade de enganar a nós mesmos. Ludibriamos o destino, porque para tomarmos decisões, estaremos à mercê de outras decisões. Sempre e mais e mais decisões, que nos desviam do curso que seria natural "viver". Nesta ilusão, destinamos a nos tornar manipuladores, que fazem o mundo parecer o que ele não é.

Se não olhamos para o universo ou para nós mesmos, esse movimento constante pode causar uma queda; o tédio se instalar e a sensação incomoda de que alguma coisa está fora do lugar - Nosso "eu" fugiu de nós.

Nada se torna mais insuportável que essa falsa liberdade, depois que a possuímos. Essa liberdade cobra que fiquemos amarrados em alguma outra coisa e infelizmente não podemos inventar o que vai nos prender. A vida nos dá essa prisão. Estamos presos à vida, ela nos dá e nos tira. Submissos, temos que aprender a dizer "sim" a vida e não tratá-la de forma leviana.

A vida, esse mistério vigoroso cheio de promessas, causa-nos medo se envereda por momentos que não compreendemos bem - cruciais e definitivos. Momentos que modificam a todos que estão ao seu redor e daí você descobre com dor, que em dado momento, neste labirinto, todas as portas são fechadas abruptamente.

A vida me faz vir aqui hoje - até mesmo pela promessa feita no post anterior - a dizer que ela me tirou a minha mãe, mas que me deu em troca, forças que eu não imaginava ter. Não vou mais sentir o cheiro da minha mãe, porém tenho muitas de suas histórias para contar, mesmo que sinta muita saudade do seu sorriso ao terminar de contar uma história.

C'est la vie.

Crônicas do Afeto

"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado"(Goethe)

Hoje o blogue "Crônicas do Afeto" completa dois anos de existência e o Brunno Soares seu editor, convidou blogueiros amigos para participar da festa, postando em seus blogues posts (crônica, texto, foto, poema) relacionados a alguém, uma lembrança ou experiência ligada ao afeto, seja por paixão, amor, amizade ou simpatia.

Como o Brunno é uma pessoa generosa, nos deu de presente um Cronicast - Se não escrevo, não vivo! Baixe aqui.

Lembro que quando era criança e ficava contrariada, me escondia no telhado da minha casa e pensava que ninguém soubesse que eu estava lá. Me sentia bem, olhando tudo lá de cima, sem ter a noção de que o mundo fosse tão grande e depois que resolvia as minhas contrariedades, descia. Até que um dia descobri que todos em casa, sabiam que eu ia para lá. Perdeu a graça! Não fui mais para o telhado e fiquei sem lugar para falar com meus botões.



Nesta época, tinha acabado de perder meu pai e queria poupar a família de aborrecimentos. Não me sentia filha ou irmã. Tinha nascido quando a minha mãe já estava quase na terceira idade - bem rapinha do tacho - e meus irmãos todos criados. Achava mesmo que a minha mãe era a minha avó e os meus irmãos, meus tios. Tinha o mesmo pesadelo repetidas vezes e acordava assustada. Com a perda do meu pai, compreendi o valor da família e a importância de nos mantermos sempre unidos.

Falando um pouquinho da minha mãe: Sei que não é normal uma mulher ter filhos em idade tão avançada, tanto hoje em dia como antigamente, mas a minha mãe sempre fez tudo diferente! Foi a primeira filha a trabalhar fora de casa, a recusar um casamento arranjado para depois, já com seus 35 anos se apaixonar por um homem 15 anos mais novo e brigar com toda a família por causa deste amor. Isto, na década de 60. Estes foram apenas alguns exemplos, ela fez muito mais.

Meus pais foram muitos felizes por quase 25 anos e quando ele se foi, mamãe acumulou responsabilidades e se tornou mais durona. Meus irmãos à época já eram universitários ou entrando no mercado de trabalho. Eu, virei a filhinha da mamãe, mas não cheia de dengos e sim uma sombra dela, seu espelho.

Fazia tudo para não deixá-la aborrecida, por achar que já tinha responsabilidades demais e porque vez ou outra, a observando escondida, via que chorava. O meu maior medo passou a ser o de perder a minha mãe e todas as vezes que ela adoecia, eu pirava. Porém sempre aparecia alguém para dizer "Sua mãe é uma mulher forte, vai enterrar a todos". Eu rogava por isto.

Nestes últimos anos, pouco a vi. Não me desliguei dela, os laços de afeto estão presentes, mas agora temo que não vou tê-la por muito tempo. Ela está hospitalizada e viajo neste feriado para vê-la. Espero voltar com boas notícias, mesmo sabendo que o estado dela é grave.

Me desculpe, Brunno. Usei um dia de comemoração para falar de algo triste, porém de puro afeto!

Este texto não foi revisado e não farei, porque se faço, não publico. Vou deixar o texto abaixo, para que reflitam:

Os pais envelhecem

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
Plena de emoções, por vezes angustiantes, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.
Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor.
Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso.
Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional.
Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos.
E retribuem com gestos que enternecem.
Mas os anos passam e os filhos crescem.
Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões.
Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias.
Os netos nascem.
Envelhecemos.
E, então, algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes.
Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho.
É quando pais, idosos, dizem para si mesmos:
Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente.
Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais impaciência.
Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas.
E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.
Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle.
Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.
Raramente são ouvidos, quando tentam fazer algo diferente.
Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.
E, no entanto, os pais estão apenas idosos.
Mas continuam em plena posse da mente.
Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz.
Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor.
Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

* * *
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação.
Um dia, o velho pai já não estará aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente.
As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.
Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos.
Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
Abrace-os apenas, enxugue suas lágrimas, ouça suas histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto...
Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v.13, ed. Fep.
Publicado em 10.07.2009.

Na trilha do Guará Vermelho, Scarlet Ibis, Endocimus ruber...

Heróis da Resistência, foi com esse título que o Globo Rural iniciou uma matéria onde relata como o Guará vermelho, tornou-se vítima de sua própria beleza e personagem símbolo da recuperação ambiental de Cubatão.

Guará vermelho
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Lembrei de quando pude conferir de pertinho essa ave, numa época em que a sua cor fica mais intensa, entre os meses de Agosto e Setembro. As fotos que tenho são de anos atrás e não condizentes com tanta beleza, portanto, também resgatei algumas do flickr para ilustrar a postagem.

A História conta que Padre José de Anchieta tinha o dom de falar com os animais e que também dominava os elementos naturais. Em uma de suas viagens de catequese, encontrou um bando de aves vermelhas e as chamou para proteger os irmãos do sol causticante, a ave em questão: o guará vermelho.

Independente das histórias e lendas que nos contam, a natureza sempre foi muito generosa e não economizou nas cores do manguezal de Cubatão. A cidade que sofreu o estigma de ser considerada a mais poluída do mundo, percorreu o caminho inverso, recuperando sua flora e fauna. Tanto que, até mesmo o mais famoso dos moradores do mangue, o guará vermelho - que corria risco de extinção - voltou, reconhecendo ali um ambiente seguro para se procriar.


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A colônia cresceu e já tem mais de 500 aves. Elas podem ser observadas em um passeio de barco, com duração de três horas, partindo da Ilha Caraguatá e a visão é um estímulo para os olhos. Está é a única população de guarás fora da região que compreende o Amapá e o Maranhão. Mas é apenas uma das 195 espécies de pássaros encontradas no manguezal de Cubatão. Por lá voam também colhereiros, garças brancas e azuis, binguás, socós, quero-queros, talhamares, entre outros.

Parece impossível para a cidade que foi símbolo de poluição em 1983, ter sua recuperação reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e da mesma forma, os animais também perceberam essa recuperação e agora colorem o que chegou a ser um lugar sem vida.



O melhor horário para observar os guarás é na hora da alimentação e basta consultar a tábua das marés para saber a hora da maré baixa. Por ser difícil de chegar perto deles é necessário uma tele-objetiva para fotografá-los. Possuem um tamanho médio de 60 centímetros e mesmo ao longe são inconfundíveis.

São aves carnívoras que se alimentam de caramujos, insetos e caranguejos, andam vagarosamente na beira da água com a ponta do bico submersa, abrindo e fechando a mandíbula rapidamente em busca do alimento. A preferência por esse tipo de alimento, explica a presença dos guarás em manguezais, como o de Cubatão.

Durante a época de reprodução, várias fêmeas ficam ao redor do macho, que procura uma área onde, mais tarde, ficará o ninho, normalmente construído nas árvores típicas dos manguezais. Neste período, o bico do macho torna-se negro e brilhante. As fêmeas possuem o bico mais fino e a mantêm a cor inalterada, sempre parda e com a ponta enegrecida.

O tom vermelho-carmesim das plumagens só se evidencia nos animais adultos e os mais novos possuem uma coloração pardo-cinzenta nas penas superiores e quase branca nas inferiores.

Se o guará deixa de se alimentar de crustáceos a produção de pigmentos vermelhos cai e sua plumagem fica parecida com a cor das aves mais jovens - este fenômeno é comum em pássaros em cativeiro que têm uma dieta diferenciada das aves em seu habitat natural.



Um vermelho intenso que contrasta com o verde. Parece sangue saindo da terra, até que você se aproxima e ao alçar voo, você simplesmente se cala.

Visite o flickr para apreciar mais imagens do Guará Vermelho - Deixei de publicar fotos lindas no post porque algumas possuem restrições à distribuição pública. Atentem para este detalhe - publicar imagens sem referência ou permissão do autor é configurado plágio. Quer evitar que suas imagens sejam plagiadas? Leia este artigo.


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Este texto é parte integrante do encontro de amigos e blogueiros promovido pela Glorinha do Blogue Café com bolo: "Colorindo a Vida". Hoje a cor escolhida é vermelho ou vinho, escolha a sua e participe! Vamos colorir a blogosfera!

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