O Tempo

O Tertúlia Virtual deste mês tem como tema "O Tempo". Para participar acesse o link e acrescente seu nome.

Não esqueça que dia 17, está programada a blogagem coletiva "O livro da minha vida", promovida pela Vanessa do Fio de Ariadne. Participe!!

Vou ali atrás do sr. tempo!

Política e Direito Penal

decisãoNo dia 05 do corrente mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, os condenados pela Justiça têm o direito de recorrer em liberdade até que não haja mais possibilidade de recursos, em outras palavras, um criminoso só poderá ser preso depois do trâmite em julgado de todos os seus recursos.

Assim, a Constituição Federal garante que ninguém será considerado culpado até que haja uma condenação definitiva da Justiça. Isto não livra da cadeia réus com prisão preventiva ou provisória justificada pelo juiz, mesmo que esteja aguardando análise de recursos, contra a condenação imposta pela Justiça e como lembrou Gilmar MendesHá alguns Estados com 80% de presos provisórios” - traduzindo para leigos; se existe no Brasil atualmente 440 mil presos e destes, 189 mil são provisórios, isto quer dizer, existem pessoas presas, até mesmo por anos, sem ao menos terem sido denunciadas e, ontem assistindo ao Jornal na Tv, soube que um único preso dá prejuízo ao Estado de mil e oitocentos reais por mês. É dinheiro que sai do bolso do contribuinte.

Nesta questão, apesar da decisão, os magistrados se dividiram; pois as nossas leis já oferecem recursos demais aos réus. Em contrapartida há os juristas que dizem que a nova decisão exigirá do Judiciário maior agilidade e impedirá a morosidade dos processos. O ministro Joaquim Barbosa, chegou a declarar "Estamos criando um sistema penal de faz-de-conta". Será?

Claus Roxin, grande penalista alemão em sua obra “Estudos do Direito Penal” ao comentar as perspectivas para o futuro do Direito Penal, chega a algumas conclusões interessantes.

Questiona, por exemplo: - No Estado Social de Direito, o Direito Penal comum conseguirá manter-se e, merece ser preservado?

Aduzindo posicionamentos que emergem de estudos sociais, políticos, econômicos e culturais, especula sobre as propostas atinentes a um comportamento mais humano, objetivando-se sempre, a ressocialização do individuo delinqüente, para afinal concluir: no futuro será melhor “Conciliar ao invés de julgar”, devendo-se ouvir com mais atenção algumas correntes abolicionistas das penas que privam a liberdade e também cogita “prevenir ao invés de punir”, o que poderia ser feito pelo uso racional das estatísticas das políticas públicas disponíveis pelo serviço de inteligência do Estado.

justiçaAtento as correntes doutrinárias de descriminalização e diversificação na aplicação das penas, empunha a bandeira do direito penal mínimo, sugerindo “curar ao invés de reprimir”, estimulando não apenas a substituição gradual das penas carcerárias pelas medidas de segurança, como também pelo incentivo às denominadas medidas “sócio-terapêuticas” e outras sanções orientadas pela “voluntariedade do ofensor”, não apenas no que concerne à reparação do dano causado, mas também às atividades, difundidas na Europa, especificamente na Alemanha, dos chamados “trabalhos de utilidade comum” e “Serviço substitutivo civil” – Ziviler Ersatzdients – que nada mais são do que a prestação de serviços comunitários, familiares das conhecidas “penas alternativas”, ensinando-nos, afinal, que “os limites à faculdade de punir devem ser deduzidos das finalidades do direito penal”.

Eu não seria ingênua em pensar que a realidade alemã – de primeiro mundo – sirva de exemplo a nossa precária realidade terceiro-mundista de País provinciano, onde o povo, com toda a sorte de carências, troca a sua consciência política pelo assistencialismo barato do bolsa família, bolsa escola e cartão cidadão, mercadejando votos numa passividade cívica criminosa, cuja fatura será paga pelas futuras gerações; da mesma forma não acalento esperanças com nossa insensível “elite branca” citada por Cláudio Lembo a alguns anos, a qual, pensa que “tirando o dela e pagando seus impostos, nada mais tem a ver com o problema, o Estado que resolva”.

Somos todos uns idiotas. O grande mérito desses estudos de política criminal, é nos dar assim, uma pequena dimensão do quanto estamos atrasados no árduo caminho que teremos de percorrer, para dissociar o crime da política no Brasil.

"Justiça atrasada não é justiça,
senão injustiça qualificada e manifesta" (Ruy Barbosa)

Bom fim de semana!
Beijus,

Hey Bloggers! Estou de volta!



Mãe é muito bom!!



E como tudo que é bom, engorda!

Mamãe, ri para o espelho e diz: "Mais um cabelo branco"

Eu: Está contando?

Mãe: "Só constatando como cada um afirma a sua individualidade e salta por cima de todos os outros"

Eu: Eles me fascinam

Mãe: "São pormenores que fazem rir ou chorar, conquanto você tenha histórias para contar com eles"

Fala assim ouvindo certa música.

“…But these stories don’t mean anything, When you’ve got no one to tell them to…”

...Mas essas história nada significam, quando não se tem ninguém para contá-las...

Uma pergunta

casal
imagem

Lendo os comentários do post: Rapidinhas em Clip/Blog this onde falo de vários assuntos que diretamente estão ligados ao respeito mútuo, vou destacar um comentário e gostaria que você respondesse, a pergunta que segue ao final.

dúvida"Não justifica - longe disso -, mas explica um bocado. O machismo degradante (existe o machismo bom, creio eu) persistirá enquanto existirem mulheres para alimentá-lo. Quando modelos se sujeitam a se deixar fotografar assim, enquanto muitas garotas preferirem mostrar o sexo nas folhas de uma revista ao invés de se esforçarem nos estudos em busca de profissão mais digna, enquanto fêmeas preferirem ser carne pendurada no açougue para apreciação dos famintos ao invés de dedicarem-se a algo que as promova pelo mérito, os machões persistirão.

Por outro lado, fico me perguntando, por que machismo é ruim e feminismo é bom?
"

alegriaParabéns Tina Blue pelo aniversário de casamento! Amor e cumplicidade sempre!

Beijus,

(Tá ahí) - Eu fiz tudo p'rá você gostar de mim

Marcha-Canção de Joubert de Carvalho com Orchestra Victor - Gravação em 27 de janeiro de 1930


Nada ou quase nada, fazia prever uma foto célebre em que ela aparece sem calcinhas sob a saia, quando era uma das estrelas de Hollywood. Mas, já nesta ocasião, havia muito do requebrado, do revirar dos olhinhos, da malícia deliciosa com que Carmen Miranda iria, poucos anos depois mostrar ao cinema americano - em outras palavras, ao mundo dos anos 40 - O que é que a baiana tinha.



Naquele dia, Maria do Carmo Miranda da Cunha gravava, nos estúdios da Cinédia, sob a direção do cineasta Ademar Gonzaga, as marchinhas "Moleque indigesto" e "Goodbye" e pela primeira vez aparecia em um filme, "A voz do carnaval".

Nascida em Portugal, chegada ao Brasil aos dois anos de idade, nenhuma mulher haveria de personificar tão perfeitamente a imagem que os americanos faziam do país distante chamado Brasil quanto Carmen Miranda. A partir de 1933 a cantora que se revelara quatro anos antes no rádio brasileiro transformou-se numa presença frequente nos filmes feitos no Brasil: seguiram-se "Alô, alô Brasil" "Estudantes", ambos de Wallace Downey, e sobretudo "Alô, alô carnaval", também de Gonzaga.

Em 1939, célebre no Brasil, na Argentina e no Uruguai, em cujos cassinos causava furor, ela foi levada para os Estados Unidos, onde, primeiramente apareceu em shows da Broadway pelas mãos do empresário Lee Schubert, que a viria no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. Apenas três anos depois, tendo cantado até para o presidente americano Franklin Roosevelt, Carmen Miranda foi eleita uma das três personalidades mais populares da América - Roosevelt em plena guerra, sendo o primeiro da lista. Quando retornou ao Brasil foi chamada de vendida aos americanos, ao que respondeu cantando: "Disseram que eu voltei americanizada..."

Carmen viveu na capital do cinema até morrer em 1954, aos 46 anos, infeliz, após completar apresentações em Las Vegas, Cuba e no show de Jimmy Durante (última imagem ainda viva/assista), na tv americana. Ela tinha aparecido em 19 filmes, gravado 154 discos brasileiros e americanos. O enterro, no Rio de Janeiro, foi acompanhado por multidão de quase 500.000 pessoas que cantavam "Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim..."


imagem

Nove de Fevereiro de 2009 - comemoramos o centenário de nascimento da grande pequena notável, um dos primeiros ícones internacionais do Brasileirismo. Salve, Carmen Miranda!

Este post está programado, pois dia 08 (Domingo) às 19hs estarei na livraria Toca do Vinícius em Ipanema participando de especial homenagem à Carmen Miranda, com o lançamento do livro "Carmen - uma biografia" do jornalista e escritor Ruy Castro, que derruba mitos sobre a cantora. Quem estiver no Rio, apareça!!

Endereço: Rua Vinícius de Moraes, 129
Loja C em Ipanema - Rio de Janeiro RJ
quase esquina com a Rua Barão da Torre.

Na segunda-feira, dia 09, às 21hs, o Centro Cultural Carioca promove apresentação do Tio Samba, onde será destacando o universo dos duetos.

Endereço: Rua do Teatro, 37 - Centro - Rio de Janeiro/RJ

Também dia 09, lançamento da "Medalha Cem anos de Nascimento de Carmen Miranda", às 19h, no Museu Carmen Miranda, localizado à Avenida Ruy Barbosa, defronte ao nº 560 no Parque do Flamengo no Rio de Janeiro.

As comemorações no Museu acontecerão durante todo o mês [veja programação]. Acompanhe também as programações locais nas cidades do Porto (Portugal), Bauru/SP, Ribeirão Preto/SP, Brasília/DF e São Paulo, capital.

Se você não pode participar de nenhum destes eventos, promova em seu bloguinhú!! Vamos rememorar a "pequena notável"!

Eu estarei ciceronando a minha mãe em alguns eventos por estes dias e se eu sumir, paciência!!

A Tine Araújo, convida os blogueiros a postarem suas Histórias de Carnaval, até o 19/02 e comunicar à ela. É uma espécie de blogagem coletiva sem dia marcado.

Eu não gosto deste carnaval de 'caras e bundas' que atualmente se apresenta, mas (tá ahí), quem sabe, se um dia retornar as marchinhas de carnaval, eu aprecie mais?

*(tá ahí) era o modo que se escrevia antigamente 'taí'

Boa semana!!
Beijus

...em quietude, sem solidão

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