Amigos...

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein em "O milagre da vida"
Sei, sei! Também tenho um cão e amo ele, mas... cada ser ocupa o seu lugar, ã?Mas até que ponto uma pessoa se entrega a uma amizade?
Vou copiar um trecho do que diz Montaigne sobre sua amizade por Etienne de La Boétie, onde faz comparações e/ou diferencia a amizade do amor. Você ao final poderá me responder a pergunta acima, dizendo qual o seu limite de entrega a uma amizade. Pois sim?
“Se compararmos a afeição com as mulheres à nossa amizade, não poderemos, embora nasça de nossa escolha, colocá-la no mesmo rol: seu ardor, confesso-o, é mais ativo, mais abrasador, mais áspero; mas vem de uma chama temerária e volúvel, ondulante e vária; é um ardor de febre, sujeito a acessos e a quedas, e, e que nos prende apenas por um lado. Na amizade, o calor é generalizado, temperado, aliás, e igual; um calor constante tranqüilo, feito de doçura e polidez, que nada tem de áspero nem de pungente.
Mais ainda: o amor não passa de um desejo impetuoso por algo que nos foge....Em verdade aquilo que nós damos comumente o nome de amizade não passa de conhecimento ou de familiaridade, estabelecido ao acaso ou por interesse, e através do qual nossas almas se comunicam.
Na amizade a que me refiro, mesclam-se as almas, e se confundem em tão completa união, que se apaga e não mais se descobre a costura que as prende. Se insistirem em perguntar-me por que eu o queria, sinto que não o poderia exprimir, senão respondendo: "Porque ele era ele e eu era eu"
(...)
...Nós nos procurávamos antes mesmo de nos termos visto, através de referencias ouvidas um do outro e que tinham sobre nossa afeição maior força do que as relações; creio que por disposição especial do Céu.
Abraçávamo-nos pelos nossos nomes e, no nosso primeiro encontro, que ocorreu por acaso durante uma grande festa na cidade, achamo-nos tão próximos, tão íntimos, tão ligados um ao outro, que nada nos pareceu, desse então, mais unido do que nós...
Desde o dia em que o perdi arrasto-me desalentado; e os próprios prazeres que se me oferecem, em vez de consolar-me, aumentam a amargura de sua perda.
Tudo dividíamos pela metade e hoje tenho a impressão de que lhe roubo a sua parte.
Já me achava tão acostumado e afeito a ser o segundo em tudo, que me parece ser agora apenas uma metade..."
Este “pobre animal” chamado homem, que vive alienado em um universo caótico, onde o que lhe resta é tentar compreender uns aos outros - o sentimento humanitário, amor fraternal, onde alegrias e tristezas são partilhadas e almas se compreendem - vem para acalentar e amenizar o cotidiano.
Mas até que ponto uma pessoa se entrega a uma amizade?






















