Nosso país é lindo!

- Luma Cadê você?
- Tô aqui, uai! Relaxando e passeando um pouquinho! Vou republicar umas fotos que fiz de Cabufa, pra você morrer de inveja!!


Quase ninguém na praia, o dia amanheceu nublado...


Quem conhece Cabo Frio, logo identifica o Canal do Itajuru que corta esses dois morros, em um deles fica o Mirante do Morro da Guia. Ao lado, se prestarem atenção fica a capela de Nossa Senhora da Guia, Construída em 1740 pelos padres Franciscanos.



Aqui o Forte São Mateus, a História da cidade está diretamente ligada às batalhas travadas com piratas de outros países: portugueses, ingleses e holandeses para domínio da terra rica em madeira, mão-de-obra indígena e litoral propício para operações portuárias. A primeira viagem de exploração foi feita em 1503 por Américo Vespúcio, navegador que trabalhava para a Coroa Portuguesa. Aí começam as controvérsias e polêmicas da História do Brasil – leia aqui – Américo Vespúcio seria o primeiro grande mentiroso?


Depois dessa, fui para o meu destino!

Nosso país é lindo! Ele merece o povo que tem?
Fiquei aqui filosofando e lembrei de CREONTE, que disse que o homem bom não quer ser igualado ao mau.

Creonte foi o primeiro democrata que após criar o “decreto” passou à tirania, confirmando que o poder, corrompe. As tragédias gregas eram resolvidas com sangue, daí surgia a figura do herói.
A tragédia Antígone já antevê, através do gênio de Sófocles, o antagonismo entre Lei e Justiça e o problema da vigência das leis injustas.

Se o Brasil é um país de leis injustas: quem as criam são quem as aplicam? Um Estado não pertence a uma única pessoa.

Os heróis brasileiros não dão sangue pelo Brasil, se destacam na maioria por ganharem $$$$$. País de gente esperta, de gente deslumbrada? Ou teria o brasileiro, sangue de barata?

Semana da Pátria. Alguém se lembrou do que é pátria? Ah, tá...a palavra esta gasta e perdeu o seu significado. Mas reflitam um pouquinho com o texto abaixo de Bertolt Brecht (1898-1956)

Quem faz a história?

Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre consquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Fredrico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.

Indico a leitura do post "Os heróis não morreram" do blogue "A Itinerante".

Uma experiência marcante em minha vida

«Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam:

O que você quer ser quando crescer?
Hoje não perguntam mais.
Se perguntassem, eu diria que quero ser menino.»
Fernando Sabino


Quando a Mylla Gavão propôs uma blogagem coletiva nos dias 04 e 05 do presente mês, em comemoração aos 6 meses de existência do "Vidas Linha" com o tema: Uma experiência marcante de minha vida - Parei para pensar o que seria 'marcante', se tudo faz parte da própria vida e nela se dilui?

Por ter vivido intensamente todas as minhas fases, não posso reclamar da vida! Houveram mais alegrias que tristezas. Estas sempre estiveram agregadas a morte de um ente querido: na minha infância a perda de meu pai e no início da adolescência, a perda de uma amiga de infância - minha irmãzinha, a minha companheira de traquinagens.

As traquinagens seguiram mesmo assim e andei pelo mundo, conheci outras pessoas, outros lugares, culturas, povos - corri riscos de vida e duas quase morte.

Quando alguém morre, você é forçado a aceitar o acontecimento. A morte é coisa da vida! Mas e quando você sente a pessoa morrer somente para você? Isto acontece também quando paramos de confiar nesta pessoa - o que me fez rever todo o meu conceito de vida e perder a inocência.

Vocês podem me dizer, as pessoas não são iguais! Pois não são mesmo! Até porque os valores de lealdade são diferentes de pessoa para pessoa e o que carrego em mim, se choca!

E lembrando dos fatos, fiquei cheia de lágrimas - lágrimas que não saem. Lágrimas encurraladas, que se empurram nos olhos porque o coração frio, gela as lágrimas, não deixando que elas saem. Custa-me escrever isto, porque na realidade não gosto de falar de coisas tristes e de estar assim. Não adianta fingir, não adianta enganar-me que está tudo bem, que já esqueci. Custa-me viver certas situações. Não é algo que eu possa ou consiga mudar assim com um estalar de dedos. São caminhos que se tem que percorrer, daqueles com apenas uma via e que não permitem inversão de marcha. Faz-me bem despejar o recipiente das emoções aqui.

E apesar de, a vida tem me ofertado muitos momentos especiais, de quase felicidade.


Me identifico com o "Despertar da Consciência" de Saul Brandalise Jr. - Ele é atual presidente da Central Barriga Verde de Comunicação, ex-gestor da Perdigão (seu pai foi o fundador), figura marcante do empresariado brasileiro e quando seus filhos foram sequestrados em 1988, seu modo de pensar sobre a vida, mudou. Ele escreve artigos re-animadores, o último "Reclamar" - começa assim:

«Você já parou para pensar a quantidade enorme de pessoas que reclamam... Pois é, já se deu conta de que você e eu também fazemos parte deste enorme contingente de pessoas?»

Você pode parar para pensar e perceber que o que você reclama nas pessoas pode se tratar de uma deficiência sua em achar que tudo tem que ser perfeito. E porque as pessoas precisam ser perfeitas?

«Somos HUMANOS, portanto, como a própria palavra diz: HUM (um), MANO (irmão). Os sinais, as mensagens, estão na nossa frente e muitas vezes não as conseguimos ver. Sabe por quê? Eventualmente porque estamos com o nosso corpo cheio de mágoa (má água). Se o nosso corpo é 70 % água (líquido), imagine o que viramos... água podre. Quer mudar tudo isso? Então perdoe do fundo da alma. Faça sempre a boa intriga. Propaguemos coisas boas...»


Então já está dito e sem mexericos - estou trabalhando isto! São etapas de vida que se finalizaram, onde desfiz das trivialidades e percebi que a vida tem coisas tão mais importantes e que nós humanos nos preocupamos com imbecilidades! E quando nos colocamos diante da morte ou quase morte - sim, quando uma tragédia acontece, colocamos os pés no chão.

E digo mais, os gatos é que sabem gerir e viver a vida e, como dizia na contracapa de um dos livros do Saramago:

"Ainda não está provado que um Gato é um bicho!"

...em quietude, sem solidão

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Algumas coisas não têm preço

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