Ecologia Humana e a Inclusão Social

Veja as situações apresentadas na figura ao lado.

Você se enquadra em alguma delas? Alguém da sua família? Não? Que sorte!! Sorte mesmo, tente se colocar nestas situações e tendo que transitar por lugares públicos mal conservados e de difícil acesso.

Facilitar o acesso para todos é respeitar o direito de ir e vir dos cidadãos, independente se obesos, idosos, mulheres grávidas, pessoas acidentadas, crianças ou com qualquer deficiência.

A ecologia humana é algo bastante complexo se estudada profundamente, envolve todo tipo de relação do homem com o meio ambiente, tanto físico, quanto a metafísica e não vou me aprofundar. Somente quero que entendam que a responsabilidade de transitar, viver, cuidar, explorar, observar...depende somente do modo como cuidamos do mundo. Somos responsáveis por cada passo que damos e ao nosso redor devemos acatar a harmonia e procurar o bem viver.

A degradação do meio ambiente é proporcional à desvalorização humana
. Você se valoriza, certo?

A ecologia humana se volta para o "meio ambiente interno" do ser humano, significando que o "meio ambiente externo" não está só e que existe uma dinâmica de interação, contínua entre o meio ambiente externo e o nosso meio ambiente interno, somos formadores do universo e devemos respeitar suas leis e dinâmicas. Como isto é possível?

Primeiro respeitando o nosso rítmo natural (relógio biológico) e resgatando as coisas simples que a natureza oferece e, se a vida nos oferece um ambiente hostil, agitado e competitivo, somos os responsáveis por tudo isto que está acontecendo a nossa volta; quando caminha é responsável por onde bate a sua sombra. Eita, não vai querer andar somente ao meio-dia!!

O Homem é o transformador do ambiente e o resultado dele ou ¿Estaríamos preparando o mundo para recebermos alienígenas? É o que parece, porque a cada dia fica mais difícil respirar, transitar e nem digo das relações humanas.

Que tals caminhar pelo seu quarteirão e anotar o que deve ser harmonizado? Uma calçada mal cuidada pode levar a acidentes e o responsável pelo ressarcimento dos danos físicos ou materiais não é a prefeitura e sim, você ou o seu vizinho. Como anda a sua calçada?

Eu resolvi falar da acessibilidade como ítem para inclusão social, justo porque todos podem participar, exigir das prefeituras ou canais de fiscalização, garantias de acesso em edificações e instalações.

Se você não sabe, acessibilidade, é toda "possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos"(NBR-9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT)

E quando falamos em acessibilidade voltada para a pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, estamos falando de acesso à educação, à saúde, ao transporte, ao emprego, ao direito de circulação nas vias, prédios públicos e privados, mas não de piedade. A piedade é o último dos sentimentos que uma pessoa deficiente gostaria de estar relacionada.

A Lei de acessibilidade foi regulamentada através do Decreto Lei 5.292 de 02 de Dezembro de 2004 e estabeleceu normas gerais e critérios básicos para promover ações voltadas para a inserção e melhora da qualidade de vida das pessoas deficientes. Passou a obrigar os conselhos regionais de engenharia a exigirem a responsabilidade profissional, declarada na anotação de responsabilidade técnica, fiscalizando as atividades dos projetos arquitetônicos e urbanísticos, desenvolvendo ações de conscientização e capacitação voltadas para os profissionais do conselho, atendendo assim as regras de acessibilidade. O mais importante é que os profissionais atuem como auditores e os agentes de fiscalização do Crea de cada Estado sejam treinados a vivenciar as dificuldades encontradas pelos deficientes no dia a dia.

Eu ia listar as formas de garantia de acesso e aspectos que devem ser observados em relação à acessibilidade nos diversos tipos de edificações e instalações, além da acessibilidade arquitetônica que não diz respeito somente da criação de rampas. Acessibilidade não é somente isto, mas não posso listar aqui por ser informações disponíveis somente para os profissionais da área. Posso indicar um link para que entre com o seu registro ou quem não é da área de engenharia e se interessar sobre essas formas de acesso sob o olhar da lei vigente, me mande um e-mail pedindo.

Este post faz parte da Blogagem Coletiva "Inclusão Social" e quem estiver a fim de saber mais sobre o assunto - até mesmo a definição do termo, que eu não fiz - acesse o blogue €sterança, onde encontrará também a lista com os outros participantes da blogagem. Participe também!

Não se esqueça que ter uma consciência global das questões que o mundo apresenta é se preparar para assumir posições afinadas para a sua proteção e para a proteção das pessoas que ama. Inclusão social pode não lhe interessar hoje, mas você pode precisar dela amanhã.

Boa blogagem!
Beijus

Muito prazer pelas conquistas, mas eu quero muito mais!

Em 1949 com a rebelião da subjetividade, passamos uma rasteira no conservadorismo e atravessamos os últimos 60 anos discutindo questões fundamentais para o desenvolvimento social. Na informalidade, nós mulheres conseguimos anteceder teorias sociológicas e lutamos contra a indiscriminação no trabalho, violência doméstica e dupla jornada de trabalho.

Neste meio tempo a mulher saiu do Bunker doméstico atrás de respeito, emprego, salários justos e melhora na qualidade de vida. Com brigas concretas e o estresse da combinação: casa + família + trabalho, lamentamos um país que parece funcionar melhor para eles.

Temos pouca representação no congresso, porque mesmo constituindo 49,8% do eleitorado do país, apenas 24% deste eleitorado votam em mulher – nos tornamos vulneráveis quando não cultivamos nossas lideranças – o mais curioso, mesmo com número reduzido de deputadas e senadoras, temos força política, justo porque as mulheres mais escolarizadas, possuem importante representação nos setores mais progressitas de nossa sociedade.

É isto, rompemos a barreira cultural mas a política, por ser um reduto machista com desequilíbrio de gênero, continua fechada a nossa participação conforme gostaríamos. Participamos da redemocratização, mas não nos oferecem muitas pastas no governo.

Por essa questão, esse desencantamento político, preferimos andar desatreladas das falsas promessas e procuramos realizações na vida privada. Podemos dizer que demos um salto, uma sapatada nas velhas culpas.

Em oposição ao debate bizantino das religiões que governam em paralelo o país; passamos a fazer uso de métodos contraceptivos, mesmo as esterilizações e 80% das mulheres atualmente são favoráveis ao aborto legal atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O pior de tudo nessa nossa evolução é que a Aids se propaga entre a população feminina - a cada três novos casos, um é na mulher. Crescem também os casos de lesão por esforço repetitivo (LER) e o consumo de antidepressivos, no total de 80% dos casos.

Sabendo administrar a própria vida; a satisfação com o sucesso profissional, repercute no sucesso também da harmonia familiar.

Nos tempos de Chiquinha Gonzaga, ela afirmou: “Mesmo o mais imbecil dos homens considera-se semideus diante de uma mulher”

A cada nova década, essa frase mereceu ser reformulada, porém a mesma opinião as mulheres têm dos imbecis, quando a estes faltam argumentos e respondem com o braço forte do espancamento. A nossa opinião sobre o que é ser um verdadeiro homem, passa longe da força que eles demonstram nos braços.

Se o passado convive com o futuro dentro do processo da afirmação feminina, não podemos nos declarar “vítimas do sistema”, pois isto faz esvaziar todo o discurso de libertação e de sermos donas de nossas vidas. Somos vítimas de nós mesmas quando não revolucionamos, não colocamos em prática nossos pensamentos.

Em contrapartida, o que antes era natural passou por transições. E hoje, homens e mulheres, se perguntam: - O que é ser uma mulher?

E a resposta vem a seguir, quando também nos perguntamos - O que é ser um homem?


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Este post está programado, então desde já parabenizo todas as mulheres pelo dia 08 - Dia Internacional da Mulher - e em especial três mulheres sensíveis, inteligentes, maravilhosas...elas possuem muitos mais adjetivos, que não caberiam aqui. Parabéns pelos aniversários: Beti Timm, Georgia Aegerter e Jaqueline Sales.

Deixo para vocês as palavras de António Lobo Antunes: "Esquecer uma mulher inteligente, custa um número incalculável de mulheres estúpidas"

Continuem únicas! E felicidades!

Feliz dia!!
Beijus,

...em quietude, sem solidão

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