A frase do título também é título do livro da Adriana Falcão. A gente vai lá desfolhar o livro e encontra algumas definições feitas por ela:
Aceitação
Pensar "então tá bom" ao invés de "já que tem que ser assim"
Belo
Tudo que faz os olhos pensarem que são coração
Calma
Quando as agonias dormem profundamente dentro da gente
Dengo
Vontade súbita de ter uma avó por perto
Emoção
Um tango que ainda não foi feito
Flerte
Quando se joga escravos de Jó com os olhos
Gula
Quando chocolate é mais importante que espelho
Homem
Bípede que tem a sorte, ou o azar, de se apaixonar perdidamente
Idade
Aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira
Juventude
Os primeiros capítulos da pessoa
Lágrima
Sumo que sai pelos olhos quando se espreme um coração
Mágoa
Ferida que gosta de bolero
Namoro
Quando o universo inteiro importa menos que o abraço
Obedecer
Aceitar que o seu desejo nem sempre pode ser o primeiro da lista
Paixão
Quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra
Quase
O curinga de toda incerteza
Romance
Caso de amor muito bem encadernado
Silêncio
Quando os ruídos estão sem assunto
Ternura
Amor com cheiro de goiabada
Usurpar
Brincar de "é meu" sem ser criança
Velhice
A conclusão mais feliz a que a história pode chegar
Xingamento
Palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém
Zen
Quem consegue não enlouquecer mesmo sem tomar Prozac
Tic tac... Tic tac...
Claudinha escreveu que vive em "Clave de Lua", não dá muita pelota para o tempo. Ela e a
Lunna Guedes, não gostam de deixar o Sr. Tempo ditar as normas. Penso que existe o tempo cronometrado dos relógios, como também o tempo de dentro da nossa cabeça que como uma nave nos leva a passear por tantos caminhos que já percorremos. Temos uma máquina do tempo dentro da nossa cabeça que muitas vezes não anda em sincronia com a idade - outra medida que inventaram. É isso mesmo, Sr. Deus?