Promessas do dia...

Entre café e sonhos
A perfeita definição do que é felicidade
É preciso ter coragem para ser feliz!
Carlos Drummond de Andrade escreveu “Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim”.
É um estado que nos pertence, é próprio de cada um. Podemos estar sozinhos, apaixonados pela vida, enamorados de nossos sonhos, projetos e realizações.
Podemos alimentar de afeto nosso coração.

De afeto nosso coração e os Bolsos? como hoje acordei pensando nos negócios, fiquei a saber melhores modos de se ganhar dinheiro

Coincidências por coincidências...pense...

Depois de dormir numa almofada de algodão (MADE IN EGIPT),
É acordado pelo despertador (MADE IN JAPAN),
Banha-se com um sabonete (MADE IN FRANCE),
Barbeada-se com a máquina elétrica (MADE IN CHINA),
Vesti-se uma camisa (MADE IN SRI LANKA), Jeans (MADE IN SINGAPORE), Tênis (MADE IN VIETNAM) e um relógio de bolso (MADE IN SWISS).
Prepara as torradas de trigo (PRODUCED IN USA) na sua torradeira (MADE IN GERMANY) e enquanto toma o café numa xícara (MADE IN SPAIN), usa uma calculadora (MADE IN KOREA) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia.
Liga o rádio (MADE IN INDIA). Toma um suco de laranja (PRODUCED IN ISRAEL), entra no carro (MADE IN JAPAN) e continua a pesquisar um emprego bem pago no Brasil. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contatos feitos através do seu celular (MADE IN SWEDEN), decidi relaxar por uns instantes, senta-se num sofá (MADE IN ITALY), servi-se de um copo de vinho (MADE IN CHILE), liga a TV (MADE IN INDONESIA) e põe-se a pensar porque não consegue encontrar um emprego bem pago no BRASIL?

Boa Semana!
Beijus,

A imprensa européia está dividida entre o temor da rigidez extrema e a espera de surpresas positivas

Pelo menos três fatos da vida do novo Papa precisamos saber. Se sabem refresquem a memória:

Nós brasileiros tomamos conhecimento de Ratzinger, pela mídia por duas vezes, a primeira foi em 1968 quando travou uma luta ferrenha contra o marxismo e o ateísmo, que conquistava terreno principalmente entre os jovens.

Karl Marx (in: Manuscritos econômico-filosóficos)
"A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o íntimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. É o ópio do povo. A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito de sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que necessita de ilusões. A crítica da religião é, pois, em germe, a crítica do vale de lágrimas do qual a religião é a auréola. A crítica colheu nas cadeias as flores imaginárias, não para que o homem suporte as cadeias sem capricho ou consolação, mas para lançar fora as cadeias e colher a flor viva. A crítica da religião liberta o homem da ilusão, de modo que pense, atue e configure a sua realidade como homem que perdeu as ilusões e reconquistou a razão, a fim de que ele gire em torno de si mesmo e, assim, à volta de seu verdadeiro sol. A religião é apenas o sol ilusório que gira à volta do homem enquanto ele não circula em torno de si próprio."

Outra ocasião em que a mídia destacou Ratzinger, foi em 1984 quando ocupava o cargo de prefeito da Sagrada congregação para a Doutrina da Fé; combateu a Teologia da Libertação e proibiu o livro de Leonardo Boff . No livro “ Igreja, carisma e poder” Boff critica a estrutura da Igreja.

"Ratzinger é uma catástrofe para a América Latina, onde vive quase a metade dos 1,1 bilhão de católicos. Ele quer acabar com a Teologia da Libertação", declarou o sociólogo mexicano Bernardo Barranco.

Cinco anos antes um outro teólogo, Hans Küng, foi punido pelo Vaticano por sua visão liberal da fé católica e hoje está radicado na Alemanha, foi proibido de lecionar teologia em nome da Igreja. Mesmo assim ele quando foi entrevistado, deu uma colher de chá ao novo líder da Igreja católica: "De qualquer forma é preciso esperar 100 dias, antes de poder julgar”.

Joseph Ratzinger era filho de um policial que porfazer críticas aos nazistas, sua família teve que se mudar para os Alpes da Baviera. Aos 12 anos entrou para o seminário e aos 16 anos, ele e seus colegas seminaristas foram convocados para uma unidade de defesa anti-área, encarregada de proteger uma fábrica da BMW em Munique, durante a Segunda Guerra Mundial.

No final de abril de 1945, quando as forças aliadas já se aproximavam da Alemanha, Ratzinger desertou do exército e foi novamente para Traunstein. Ele não podia prever que os soldados americanos libertadores fossem montar um quartel-general justamente em sua casa. Resultado: Ratzinger acabou sendo identificado como soldado alemão, foi preso num campo para prisioneiros de guerra, mas libertado ainda em junho do mesmo ano.

Segundo a sua biografia, Ratzinger pertenceu à Juventude Hitlerista durante a Segunda Guerra Mundial, quando isso era obrigatório na Alemanha, mas não foi nazista. Ele e seu irmão Georg retornaram ao seminário.

Afonso, não estou remando contra a maré, só mostrando um pouco do porque das pessoas se tornarem sólidas.

Gostaria de partilhar com vocês Rubens Alves entrevistando Karl Marx em uma cervejaria.

Vejam também uma foto-montagem mostrando a semelhança entre Bento XVI e o Imperador Palpatine de Guerra nas Estrelas.

Visto que até mesmo os críticos, que vêem nele a personificação da ortodoxia da Igreja Católica ultraconservadora e uma figura controvertida até mesmo na Alemanha, reconhecem que ele é um teólogo inteligente e articulado.

Esperemos.
Beijus,

Grafite, o negro

Em um capítulo dos insultos, negro safado, negro de merda, macaco, ocupariam um bom e infamante lugar. Que nos perdoem os que não são negros. Não sabem. Ao que um dia foi desonra ser negro, ter a pele escura, os lábios grossos, cabelo "ruim", nariz chato, uma desonra que vinha menos dessas características físicas, mas da história de escravos, de escravidão, de gente submetida à condição de animais de duas pernas, quis a condição de sobrevivência da desonra no século vinte e um o acréscimo desses adjetivos, safado, de merda, filho da puta, e essa pérola do insulto, que faz de um substantivo uma qualificação, a palavra macaco. Os brancos, os não-negros, não sabem. Gostaríamos de ter uma pequena ajuda da sua imaginação.

Uma coisa é dizer-se de alguém que é um negro. Os não-negros vêem nisto um chamamento óbvio, uma evidência da pele, da raça. Uma característica genética, biológica, digamos assim. Uma característica histórica, deveriam saber, e sabem, em momentos de raiva, sabem: esta é uma característica de séculos de servidão. Mas em circunstâncias de paz, de amor e concórdia entre os homens, dizer-se de alguém que é um negro é dizê-lo um ser qualificado, e bem qualificado, se o adjetivo vier antes do nome.

O negro Machado de Assis. O negro Cartola. O negro Leônidas. Dizendo melhor, tamanha é a força desse negro, que ele se torna um substantivo, adjetivado pelo nome da pessoa que lhe segue. O negro Padre Antonio Vieira. Percebe-se, pela posição da palavra, o grau de excelência e originalidade do indivíduo, que assim é saudado como se recebesse um tapete vermelho diante e antes de si. Em uma terra de brancos, em tempos de paz, a maior distinção de alguém seria ser recebido como O Negro. Um ser muito raro.

Uma qualificação diferente é o negro simplesmente adjetivo, vindo depois do nome. Aqui ele é uma caracterização rebaixadora, quase a desqualificar. Carlos Gomes, o negro. Padre Vieira, o negro. Cervantes, o negro, se assim fosse possível desqualificá-lo. Isto quer dizer que certo homem tem essa mancha, que ele não é tão grande assim, que ele não tem sangue bom, vale dizer, que ele não é da corte e do reino do sangue azul. Se o seu próprio nome, isolado, tem valor, pelo adjetivo descobre-se o ferrete, a marca do servo, de coisa, de bem semovente. Diz-se, pelo adjetivo posposto: não passa de um negro. Esse alguém será na melhor das hipóteses um homem que furtou o seu lugar na sociedade. Ou assaltou, por violência, ou não passa de um farsante, um dissimulado, que deseja estar onde não pode nem deve. Machado de Assis, o negro. Isto diminui para Machado, o negro. Que no final é Machadinho, um negro. Um gênero comum de cavalo baixeiro.

Se assim é, se assim se faz com pessoas de reconhecido valor, em momentos de intenção malévola, mas de serena má intenção, o que dizer, o que fazer com pessoas, digo, negros, de menor feito? Em momentos de raiva, de ódio, de explosão de instintos que pedem sangue, como ofender a pessoas, digo, negros?

Para estes casos o engenho humano criou o reforço, o pleonasmo da condição histórica: negro de merda, negro filho da puta, acompanhado de cuspes na cara. Ou então macaco, macaquito, uh! uh! uh!, que melhor se faz se acompanhado por gestos simiescos. Em peso, nos estádios de futebol da Europa, ou até nas deslocadas Londres no Hemisfério Sul. Não digam por favor que isto são coisas do futebol, que são coisas da adrenalina, que no calor da partida fere-se, quebram-se pernas, insulta-se e mata-se e depois se esquece. Não digam por favor que isto é coisa restrita ao mundo da partida, do jogo, ou como diria algum súdito da Rainha na América Latina, que esto es fair play.

Que jogo limpo? Há muito o futebol deixou de ser somente um jogo, uma partida. Há muito ele é um teatro vivo, uma representação em que todos são atores, dos jogadores ao público, que interferem e mudam os dois atos, em noventa minutos. O autor desse novo drama passou a ser a própria sociedade. Há muito que esse jogo deixou de ser o encontro de duas equipes ideais, de jogadores ideais, que amam o esporte como uma fruição. Aqui, em lugar da confraternização, da comunhão de pessoas, dos ideais olímpicos, mais que nunca, vale tudo: roubos, furtos, assaltos, mutilações, mortes, pela razão mui simples que o importante é ganhar, de qualquer forma e jeito. Ou melhor, de preferência pelos expedientes mais sórdidos. Envenenamento, suborno, água suja, armadilhas, ciladas, agressões que ponham ferimentos no corpo e alma do adversário, do inimigo, daquele que deve ser destruído. Esta é a regra do fair play do novo drama, do novo futebol: ganhar. Se possível sem futebol.

Quando o jogador Grafite, da equipe do São Paulo, foi chamado de "negro de mierda", de "mono negro", os dirigentes do Quilmes, time argentino, nada viram nisso que merecesse uma denúncia policial. Qué pasa? "Si Grafite se va a ofender porque alguien le dice una grosería, entonces que vaya a jugar con las muñecas. No es para el fútbol". E para esse espanto, para essa estranheza, compreendemos-lhes alguma razão. Ora, desde a Guerra do Paraguai, no século XIX, que argentinos chamavam às tropas brasileiras, fortalecidas por negros bons de morrer, então escravos, de "macaquitos". A alcunha pegou, e mais voltava e volta nos conflitos, sempre que se desejava e deseja ressaltar as diferenças entre latinos miscigenados, negros, e os latinos menos misturados, os argentinos, que Jorge Luís Borges dizia serem os únicos europeus conhecidos em sua vida. Para não ir muito longe, lembramos que em 1996, ao saber que a seleção de futebol argentina iria jogar contra a seleção do Brasil ou da Nigéria, assim anunciou os adversários o periódico Olé: "Que venham os macacos". Ora, é natural. Negros, macacos, tudo a ver. Tão natural quanto primos pobres que se insultam, que não se reeducam nem na desgraça, nem mesmo quando a RAF lhes mostra que todos são macacos. Daí que compreendamos que chamar a um atleta negro, que leva o nome de Grafite, de negro de mierda, de negro hijo de puta, e temperar tais naturalidades com cuspidas em seu rosto, nada é demais, para alguns periodistas argentinos. E que completem, mui britanicamente, que faltou a um simples negro o low profile.

É histórico. Daí que não entendam o escândalo formado, a polícia, a prisão do jogador argentino, afinal um pobre rapaz, da província, do interior, que somente fez o que todos fazem, há mais de dois séculos. Que pasa? Então os negros deixaram de ser negros? Então deixaram de ser negros de merda, negros filhos de uma puta, monos, macaquitos, como sempre o foram há décadas?

"Fueron expresiones que son comunes en un estadio cuando hay fricción e semejante nível de adrenalina", explicou, pensou em justificar uma autoridade do governo argentino, o Ministro do Interior Aníbal Fernández. Mirem, uma autoridade, um indivíduo que por mais de um motivo deveria ter respeito para com os demais povos e nações. Mas nada achou nos insultos que causasse espanto ou indignação. É cultural, do ministro ao ignorante jovem: nada há de criminoso em maltratar alguém em razão da raça, se este alguém, por supuesto, for um negro em um estádio de futebol.

Infelizmente, a hora enviar este artigo já vai longe. Jesús pensa que me farei ausente. Luanda, minha filha, reclama, e diz que hoje eu me atrasei muito, porque não sabe que muito a humanidade vai e está atrasada. Então por aqui terminamos. Mas não saio antes de te dizer, Grafite, que este artigo foi escrito com o coração apertado no espírito, para que do teclado brotassem apenas palavras isentas, ponderadas, serenas. No entanto compreenderás o quanto me segurei, se souberes que o tempo todo ouvia uma composição de Pixinguinha, o chorinho 1 x 0. O que em letras convencionais quer dizer: Um a zero fizeste para nós, Grafite. Que belo gol, homem, os negros de todo o mundo se levantam nos estádios.

Texto de Urariano Mota, autor do romance "Os Corações futuristas", que remete à brava e sofrida geração de jovens na ditadura militar no Brasil.

Como não deixaria de citar um refrão de uma música composta por Braguinha e Alberto Ribeiro:

"yes, nós temos banana/banana pra dar e vender"

1724: Nasce Immanuel Kant

kantNo próximo dia 22, comemora-se 200 anos da morte do filósofo alemão Immanuel Kant, ele questionou o que conhecemos através dos sentidos, colocou a razão no centro de sua filosofia crítica e apontou os limites do conhecimento.

Kant freqüentou uma escola pietista onde aprendeu latim e línguas clássicas. Posteriormente, criticou as longas preces e a forma de religiosidade ali praticada como "escravidão juvenil". Influenciado por Isaac Newton, em 1744 começou a escrever seu primeiro livro, sobre forças cinéticas – Pensamentos sobre o Verdadeiro Valor das Forças Vivas.

Seu livro: A Religião nos Limites da Simples Razão, colocou-o em conflito com o governo da Prússia. Em 1792, foi proibido pelo rei Frederico Guilherme II de ensinar ou escrever sobre temas religiosos. Kant seguiu a determinação durante cinco anos, até a morte do rei.

Durante 40 anos de docência, que só abandonou em 1796, aos 73 anos, conquistou não só a admiração dos alunos pela forma de ser, como também de colegas do mundo científico.
Immanuel Kant é considerado o grande filósofo do Iluminismo. Ele próprio assim respondeu à questão "o que é o Iluminismo?":

"O Iluminismo é a saída do ser humano do estado de não-emancipação em que ele próprio se colocou. Não-emancipação é a incapacidade de fazer uso de sua razão sem recorrer a outros.

Tem-se culpa própria na não-emancipação quando ela não advém de falta da razão, mas da falta de decisão e coragem de usar a razão sem as instruções de outrem. Sapere aude!" Tenha a coragem de fazer uso da sua razão, é, portanto, o lema do Iluminismo.

Kant diria "não" à guerra do Iraque

Os 200 anos da morte de Kant não têm muito significado para os russos, que menosprezaram o filósofo, tendo-o apenas como um antecessor de Karl Marx. Mas Joschka Fischer revelou ser um grande admirador e conhecedor de sua obra "Ele é um dos grande nomes da filosofia. Quando estudante, eu li todas as suas obras importantes e isso me marcou muito, assim como a leitura de Hegel e Marx.

Como pensador de um mundo sensato, considero Kant extremamente moderno. Eu acho que sua influência hoje sobre o pensamento político se deve a um grande ensaio, A paz eterna, que voltou a ocupar um lugar central na discussão atual. E também as idéias de Kant, sua filosofia prática, sua ética, o imperativo categórico, sua crítica à razão teórica são obras de grande alcance para o pensamento ocidental, o que vai muito além dos países de língua alemã.Kant é o pensador decisivo da modernidade.

Ele não idealizou propriamente a ONU, mas chegou à conclusão certa, e por isso o ensaio é de valor perene. Em um de seus escritos, Robert Kagan opõe Kant e Hobbes. Nós, europeus, somos identificados com Kant, o que muito nos honra, enquanto os EUA se referem mais a Hobbes. [...] Em A paz eterna não há menção à ONU, mas há muito do pensamento kantiano na organização, ou seja, o ensaio é muito marcado por esse espírito."

Sabedoria kantiana para uso diário

Por ocasião dos 200 anos da morte de Kant, o filósofo Volker Gerhardt está publicando uma coletânea de máximas do filósofo com pequenas doses de sabedoria para uso cotidiano.

Algumas, por exemplo, tratam das relações entre o homem e a mulher. No título, bastante irônico, uma citação kantiana: "É fácil perceber que às vezes gente inteligente também diz tolices - Kant para o seu prazer".

Muitos têm uma imagem sizuda de Kant, como o prussiano disciplinado em pessoa, daí o livro ser uma surpresa. Pedante ou não, o grande mestre de Königsberg sabia que "a alegria faz parte da seriedade da consciência moral, se ela quiser ter sucesso".

Sobre a natureza do ser humano:

"De uma madeira tão torta, como a com que é feito o homem, não se pode esculpir nada muito direito."
"Presunção e avareza não têm cura."
"Se ele sempre fala de virtude, então é um depravado; fala constantemente de religião, então o é extremamente."
"Somente se apaixona pelo brilho, pela aparência. Mas amar só se ama a verdade." "O homem é um ator por natureza e representa um papel alheio."
"É preciso ser bom e esperar o restante."

Sobre o homem e a mulher:

"O homem é facilmente decifrável, enquanto a mulher não revela seu segredo..."
"A mulher estreita o coração do homem, e geralmente se perde um amigo quando ele se casa."
"A honra de um homem reside na apreciação de si próprio; a da mulher, no julgamento alheio."
Kant, que nunca se casou, nem teve filhos. "Quando eu precisei de uma esposa, não tinha como sustentá-la", teria dito certa vez.

O ser humano só age com autodeterminação se é guiado pela moral e a razão, e não pelos instintos, os sentidos, as necessidades ou inclinações. A liberdade, que para ele era a base da moral, não significa a queda de todas as barreiras, mas sim a obediência à regra moral ditada pela própria consciência.

Quem ajuda os amigos, age conforme a moral. Mas aquele que ajuda exclusivamente seus amigos, ficando indiferente às dificuldades dos demais, fere a moral. Daí deriva uma responsabilidade social que não faria mal recordar na era da globalização.

Sexo & Barulhos na Vida de Kant - eu não vou contar...vai lá!

Kant, Considerações acerca do sentimento do belo e do sublime, 1764

Muitos que estão a ler, podem estar pensando o que pode interessar estar a saber de Kant; da vida dele nada, mas dos questionamentos talvez saber que seu trabalho concentrou-se na resposta a três questões (Crítica da razão pura): O que eu sei? O que devo fazer? O que devo esperar? Se quiserem pensar acerca dessas perguntas, tudo bem, se quiserem respondê-las para mim, adoraria saber.

Entretanto, as respostas para as duas últimas dependem da resposta à primeira: nosso dever e nosso destino podem ser determinados somente depois de um profundo estudo do conhecimento humano. Além disso, estas 3 questões podem ser resumidas com apenas uma: O que é o ser humano?

Aproveitem para filosofar...
Beijus,

O teu beijo "sacode-me"

Então saiba mais, hoje é comemorado o dia do beijo...

Leitura obrigatória os contos de Alessandra “A Saga do primeiro beijo”. Que relata as curiosidades, influências do meio de convívio, em suma um momento esperado com ansiedade por muitos.
"Não se sabe como surgiu o primeiro beijo da humanidade. As referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta 2.500 a.C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na índia.

Entre os persas, na Antiguidade, os homens trocavam beijos na boca. Mas só pessoas do mesmo nível o faziam. Se um dos homens fosse considerado hierarquicamente inferior, o beijo deveria ser dado no rosto.

Até à segunda metade do século IV a.C., os gregos só permitiam beijos na boca entre pais e filhos, irmãos ou amigos muito próximos. O filósofo Platão declarava "sentir gozo ao beijar".

Os romanos tinham 3 tipos de beijos: o basium , trocado entre conhecidos; o osculum, dado apenas entre amigos íntimos; e o suavium, que era o beijo dos amantes. Os imperadores romanos permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, enquanto os menos importantes tinham de beijar suas mãos. Os súbditos podiam beijar apenas seus pés.

Para assustar seus filhos pequenos, as mães da Indochina francesa ameaçavam lhe dar "um beijo de homem branco".

No período da Renascença, o beijo na boca era uma forma de saudação muito comum.

Na Inglaterra, ao chegar na casa de alguém, o visitante beijava o anfitrião, sua mulher, todos os filhos e até mesmo o cão e o gato.

Em muitas tribos africanas, os nativos reverenciavam o chefe beijando o chão que ele pisava.

Na Escócia antiga, o padre beijava os lábios da noiva no final da cerimónia de casamento. Dizia-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção em forma de beijo. Depois, na festa, a noiva deveria circular entre os convidados a beijar todos os homens na boca, que em troca lhe davam dinheiro.

Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era um beijo do czar.

No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher que quisessem. Na Itália, por outro lado, se um homem beijasse uma donzela em público, naquela época, era obrigado a casar-se com ela imediatamente.

Beijo francês é aquele em que as linguas se entrelaçam. Também é conhecido como beijo de língua. A expressão foi criada por volta de 1920. Na França, o beijo francês é conhecido por beijo inglês.

Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a mesma que serve para dizer cheirar. Por isso no chamado "beijo de esquimó", eles esfregam os narizes.

Em 1909, um grupo de americanos que consideravam o contacto dos lábios prejudicial à saúde criou a Liga Antibeijo.

Boatos no final do século XIX atribuíam à estátua do soldado italiano Guidarello Guidarelli, obra do século XVI assinado por Tullio Lombardo, o poder de arranjar casamentos fabulosos a todas as mulheres que a beijassem. Desde então, mais de 7 milhões de bocas já tocaram a escultura em Veneza.

Por causa do chefe da polícia de Tóquio, que achava o ato de beijar sujo e indecoroso, foram apagados dos filmes norte-americanos mais de 243.840 metros de cenas de beijos." Boa saúde!
O texto acima foi publicado pela primeira vez no antigo ex-epes, hoje nós por nós – Alguns acharam que eu estava padecendo de algum mal por postar sobre beijos, vista a imaduridade do meu estado.

Tudo isto para quê? Acordei beijoqueira!
Portanto, considerem-se todos osculados

Oh... oh... ainda não estou curada! Quem disse que só os adolescentes se beijam? Este sim parece ser um pensamento antiguado. Quem beija não envelhece, os músculos faciais ficam lisos, o colágeno é estimulado e o cérebro faz todos o resto.

Um beijo à artista com muito "escupe" põe o coração a disparar podendo passar de 70 para 150 batimentos por minuto, o rosto movimenta 29 músculos, o corpo aquece, queimando até 12 calorias, a pressão arterial aumenta. O olhar, o tato, o paladar, olfato e a audição intensificam-se, a produção de hormônios aumenta, o desejo sexual intensifica-se e o prazer aumenta.

Essa eletrização toda ocorre porque os parceiros se tocam num ponto extremamente sensível. Os lábios percebem os toques com a mesma intensidade que as pontas dos dedos, com a vantagem do apelo erótico e com um ingrediente extra que favorece o prazer: a fantasia.

Com o estímulo do beijo o nível de serotonina no cérebro (substância neurotransmissora que dá a sensação de euforia e relaxamento) cresce. Por isso, beijar na boca acalma, ajuda a libertar sentimentos reprimidos, reduz o complexo de rejeição, alivia o stress, estimula as funções circulatórias, diminue insônia e dores de cabeça. Tudo numa questão de instantes.

"Ah! Queria com os meus beijos rasgar a tua carne com tão cruéis mordeduras para que ao menos pela dor fosses minha - e enterrar, esses beijos, no fundo de vós se no fundo houvesse pregos que pregassem as nossas peles unidas." Camille Lemonnier

Aproveitem que ainda dá tempo...
Beijem muuuuito!

...em quietude, sem solidão

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