Muito prazer pelas conquistas, mas eu quero muito mais!
Neste meio tempo a mulher saiu do Bunker doméstico atrás de respeito, emprego, salários justos e melhora na qualidade de vida. Com brigas concretas e o estresse da combinação: casa + família + trabalho, lamentamos um país que parece funcionar melhor para eles.
Temos pouca representação no congresso, porque mesmo constituindo 49,8% do eleitorado do país, apenas 24% deste eleitorado votam em mulher – nos tornamos vulneráveis quando não cultivamos nossas lideranças – o mais curioso, mesmo com número reduzido de deputadas e senadoras, temos força política, justo porque as mulheres mais escolarizadas, possuem importante representação nos setores mais progressitas de nossa sociedade.
É isto, rompemos a barreira cultural mas a política, por ser um reduto machista com desequilíbrio de gênero, continua fechada a nossa participação conforme gostaríamos. Participamos da redemocratização, mas não nos oferecem muitas pastas no governo.
Por essa questão, esse desencantamento político, preferimos andar desatreladas das falsas promessas e procuramos realizações na vida privada. Podemos dizer que demos um salto, uma sapatada nas velhas culpas.
Em oposição ao debate bizantino das religiões que governam em paralelo o país; passamos a fazer uso de métodos contraceptivos, mesmo as esterilizações e 80% das mulheres atualmente são favoráveis ao aborto legal atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O pior de tudo nessa nossa evolução é que a Aids se propaga entre a população feminina - a cada três novos casos, um é na mulher. Crescem também os casos de lesão por esforço repetitivo (LER) e o consumo de antidepressivos, no total de 80% dos casos.
Sabendo administrar a própria vida; a satisfação com o sucesso profissional, repercute no sucesso também da harmonia familiar.
Nos tempos de Chiquinha Gonzaga, ela afirmou: “Mesmo o mais imbecil dos homens considera-se semideus diante de uma mulher”
A cada nova década, essa frase mereceu ser reformulada, porém a mesma opinião as mulheres têm dos imbecis, quando a estes faltam argumentos e respondem com o braço forte do espancamento. A nossa opinião sobre o que é ser um verdadeiro homem, passa longe da força que eles demonstram nos braços.
Se o passado convive com o futuro dentro do processo da afirmação feminina, não podemos nos declarar “vítimas do sistema”, pois isto faz esvaziar todo o discurso de libertação e de sermos donas de nossas vidas. Somos vítimas de nós mesmas quando não revolucionamos, não colocamos em prática nossos pensamentos.
Em contrapartida, o que antes era natural passou por transições. E hoje, homens e mulheres, se perguntam: - O que é ser uma mulher?
E a resposta vem a seguir, quando também nos perguntamos - O que é ser um homem?

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Este post está programado, então desde já parabenizo todas as mulheres pelo dia 08 - Dia Internacional da Mulher - e em especial três mulheres sensíveis, inteligentes, maravilhosas...elas possuem muitos mais adjetivos, que não caberiam aqui. Parabéns pelos aniversários: Beti Timm, Georgia Aegerter e Jaqueline Sales.
Deixo para vocês as palavras de António Lobo Antunes: "Esquecer uma mulher inteligente, custa um número incalculável de mulheres estúpidas"
Continuem únicas! E felicidades!
Feliz dia!!
Beijus,

























