Temos um compromisso terça-feira

justiçaA Blogosfera conhece a tragetória de Flávia e para quem está chegando agora, Flávia está em coma vigil a mais de 10 anos, desde quando estava brincando, sofreu um acidente e seus cabelos foram sugados pelo ralo da piscina do condomínio onde morava, interrompendo assim uma infância saudável.

Durante este tempo, foram dois julgamentos com resultados aviltantes, do ponto de vista das seqüelas causadas pelo acidente.

Recebi essa semana o seguinte e-mail da Odele, mãe de Flávia e gostaria de compartilhar com vocês:

"Amigos,

Mais de 10 anos após o início desta batalha judicial, onde tento responsabilizar a empresa Jacuzzi do Brasil pelo acidente que deixou Flavia em coma vigil irreversível, o Diário Oficial publicou hoje que o processo de Flavia entrou em pauta de julgamento lá em Brasília, (última instância) para ser iniciado o julgamento no próximo dia 03 de março. Cinco ministros de justiça estarão participando do julgamento. Texto completo neste post do blog FLAVIA, VIVENDO EM COMA.

Esperamos que finalmente Flavia veja seus direitos respeitados e que este ano de 2009 seja o inicio da anunciada celeridade da justiça para milhões de brasileiros que há anos esperam por justiça. E que a justiça não seja apenas célere mas também justa, é o que também esperamos.

Um abraço,
Odele Souza
Flavia, Vivendo em Coma"

Jacuzzi® :: Faz tudo para você relaxar. Essa é a descrição inicial da empresa, nos sistemas de procura por informações sobre a mesma. Do meu ponto de vista, as leis foram feitas para serem observadas e cumpridas pelos homens de boa índole. Mas o que vemos é ser interpretada de maneira intencionalmente conveniente pelos espertos e burladas ou desobedecidas pelos mal intencionados.

Agora em Brasília, em última instância, o processo será julgado e clamamos para que os Ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça em Brasília façam valer suas cadeiras e condenem exemplarmente os culpados pela vida vegetativa que hoje se encontra Flávia. O quadro clínico de Flávia é irreversível.

O caso Flávia se arrasta para mais de 10 anos. Se é longo para nós, imagina o que esse tempo significa para a Família Souza?
"Tão longe e tão perto: a filha ali, ao lado, alheia, parada, inconsciente enquanto a vida continua a produzir histórias alegres, tristes, indiferentes na engrenagem pontual dos dias. São 10 anos ou 126 meses ou mais de 3,8 mil dias sem falar, saber o que ocorre à sua volta, expressar carinho, praticar atos voluntários. É a metade de sua existência de 20 anos: de criança, entrou na adolescência, na juventude submersa num mundo à parte, impenetrável (...) Tantas coisas você perdeu nestes 10 anos, um tempo que não dá para recuperar"(palavras de Odele para a filha Flávia no último Dia das Mães e publicada em seu blogue)
Maiores informações no Blogue "Flávia, vivendo em coma", blogue este mantido por sua mãe Odele.

Para nós, só nos resta ficar na torcida para que esse processo finde satisfatoriamente e que seja dado o exemplo de justica. Para quem é de rezar, reze! Também se alguém puder postar no blogue para ajudar a mostrar em Brasilia que estamos acompanhando, melhor ainda!

JUSTIÇA PARA FLÁVIA!!



E hoje é aniversário da Grace Olsson e da Jo Angel! Parabéns meninas!! Felicidades!! Não sei se vocês se conhecem - estejam apresentadas - Será que é coisa de signos? Percebo muita afinidade. Um abraço de quebrar costelas!

Boas comemorações!
Bom fim de semana!

De volta à ditadura?

Quem viveu a época da censura, tem péssimas lembranças.


Alex Polari, em "Os Primeiros Tempos"

Não era mole aqueles dias
De percorrer de capuz
A distância da cela
À câmara de tortura
E nela ser capaz de dar urros
Tão feios que nunca ouvi

Havia dias que as piruetas do pau-de-arara
Pareciam ridículas e humilhantes;
E, nus, ainda éramos capazes de corar
Ante as piadas sádicas dos carrascos.

Havia dias em que todas as perspectivas
Eram para lá de negras
E todas as expectativas
Se resumiam à esperança algo cética
De não tomar pancadas nem choques elétricos.

Havia outros momentos
Em que as horas se consumiam
À espera do ferrolho da porta que conduzia
Às mãos dos especialistas
Em nossa agonia.
Houve ainda períodos
Em que a única preocupação possível
Era ter papel higiênico
Comer alguma coisa com algum talher
Saber o nome do carcereiro do dia
Ficar na expectativa da primeira visita
O que valia como um aval da vida
Um carimbo de sobrevivente
E um status de prisioneiro político
Depois a situação foi melhorando
E foi possível até sofrer
Ter angústia, ler
Amar, ter ciúmes
E todas essas bobagens amenas
Que aí fora reputamos
Como experiências cruciais.

ditadura

A imagem acima em que você reconhece alguns artistas brasileiros, participou da exposição fotográfica "Direito à Memória e à Verdade - A ditadura no Brasil: 1964 a 1985" período da História Brasileira conhecida como "Os Anos de Chumbo". Exposição organizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) em comemoração aos 28 anos da promulgação da Lei da Anistia no Brasil (LEI Nº 6.683 - de 28 de Agosto de 1979) ocorrida em Julho de 2007, na Galeria D. Pedro II, Caixa Cultural SP.

Ontem recebi da amiga Enoisa Veras, o seguinte e-mail:

Intelectuais lançam manifesto de repúdio à Folha de S.Paulo

Manifesto protesta contra um editorial publicado quatro dias antes pelo jornal, que minimiza os crimes da ditadura militar e classifica o período como "ditabranda". O texto também presta solidariedade aos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victória de Mesquita Benevides, cuja indignação ao editorial foi classificada como "cínica" e "mentirosa" pela Folha.

Redação - Carta Maior

SÃO PAULO - Um grupo de intelectuais lançou sábado (21) um abaixo-assinado na internet em repúdio à Folha de S.Paulo. O manifesto protesta contra um editorial publicado quatro dias antes pelo jornal, que relativiza as atrocidades da ditadura militar (1964-1985) e classifica o período como "ditabranda".

O texto condena "o estelionato semântico manifesto pelo neologismo 'ditabranda' e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964". Segundo os signatários do manifesto, "a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do pais".

Outra motivação do abaixo-assinado foi prestar solidariedade aos professores acadêmicos Maria Victória de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato, cuja legítima indignação ao editorial foi tachada de "cínica" e "mentirosa" pela Folha. "Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro", diz o texto.

A íntegra do manifesto é a seguinte:

REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

"Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica “revisão histórica” contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro último. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país.

Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.

Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a “Nota de redação”, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta às cartas enviadas à seção “Painel do Leitor” pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante às insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.

Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro".

A minha assinatura já está lá e é de nº1784. Agora é com vocês!

Não vamos deixar que o desrespeito e a intimidação retire de nós a nossa liberdade civil, duramente conquistada. Aqueles que acham que o Brasil não tem História é porque não leram ou não participaram. Participe daqui pra frente!

Se puder, divulgue o Manifesto!

Beijus,

...em quietude, sem solidão

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Algumas coisas não têm preço

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