Ainda sonhamos com "paz e amor"

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imagem de Shelly Rusten, fotógrafa oficial do festival.

Entre os dias 15 e 17 de Agosto de 1969, 400 mil pessoas experimentaram por três dias uma reedição do Festival Summer Love, realizado em 1967, em São Francisco. O sonho de paz e amor foi preconizado pelo movimento hippie, usando do rock como prerrogativa para se espremeram em um pasto, na pequena cidade de Bethel, estado de Nova York, sem qualquer infra-estrutura, para a defesa de um comportamento “do-it-yourself”.

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imagem Life

"Woodstock Music & Art Fair", nome original do Festival de Woodstock, que reuniu astros como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana e The Who, foi uma utopia de que dias melhores viriam, com o nascimento de uma sociedade anticompetitiva e apolítica. Não, não era só modinha! Apesar de que...

Foram três dias de música, paz e amor, como previam os produtores do evento, temperado com sexo e drogas. A loucura se estendeu para os bastidores. John Entwistle, baterista do The Who, afirmou que até inocentes sucos de frutas servidos para os artistas estavam cheios de LSD.

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imagem Life

Apesar da farta oferta - e procura - de drogas, o festival não foi marcado pela violência. Três mortes foram registradas: uma overdose de heroína, um apêndice supurado e um atropelamento por trator.

O maior espetáculo da contracultura teve como patrocinadores quatro jovens cheios de idéias e dinheiro. John Roberts, de 24 anos e Joel Rosenman, 26, publicaram em um grande jornal americano um anúncio procurando oportunidades de investimentos. O produtor Michael Lang e o executivo da indústria fonográfica Artie Kornfeld demonstraram interesse e, juntos, tentaram viabilizar a construção de um estúdio perto de Woodstock, onde vários roqueiros, como Bob Dylan, tinham se refugiado.

Para badalar o projeto, organizaram um concerto de rock, mas a menos de um mês do evento, a prefeitura vetou o festival. Foi quando o fazendeiro Max Yasgur aceitou alugar seu sítio em Bethel para sediar os shows.

Woodstock foi planejado para 50 mil pessoas inicialmente. Mas a uma semana do festival, milhares de jovens estavam acampando no sítio, impedindo a construção de cercas ou de roletas de entrada. Logo as primeiras vias para Bethel ficaram tomadas por automóveis, vindos de todas as partes dos EUA. Resultado: quase ninguém pagou para ver as memoráveis apresentações de Joe Cocker, Joan Baez, Ravi Shankar, Sly and the Family Stone, entre outros.

Mas se o evento não rendeu o esperado, seus subprodutos, dois álbuns ao vivo e filme, foram sucessos financeiros. "Woodstock, 3 dias de paz, amor e música" (e lama), Oscar de melhor documentário, rendeu uma bilheteria capaz de tirar a Warner do buraco financeiro em que ela se encontrava.

O festival foi coroado pela antológica apresentação de Jimi Hendrix, que estilhaçou o hino nacional americano, "Star-Spangled Baner", numa tempestade de fúria contra a Guerra do Vietnã. Depois da lição pacífica de Woodstock, tentaram repetir a dose em Dezembro do mesmo ano, no Festival de Altamont. Mas o clima era outro: quatro pessoas morreram durante um show dos Rolling Stones.
"A música que é feita hoje é muito pesada, está atingindo um nível insuportável" Jimi Hendrix

"Talvez eu não dure tanto quanto outras cantoras, mas você pode destruir o seu presente se preocupando com o amanhã" Janis Joplin

Woodstock, você iria?

12 comentários :

  1. Me permita uma palavra do meu vocabulário comum: Phodástico o post.

    Sim, phodástico, fantástico. Eu deveria ter nascido em 69. E as frases do final, especialmente a de Janis sao... putz, phodásticas.

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  2. Oi, Luma,

    Prazer muito grande receber tua visita lá no Cris.Pra variar, pegamos a rabeira de Woodstock um pouco mais tarde: 73,74.. Eu, na universidade , fazendo arquitetura (imagina ...)Eu era hipponga pra caramba . Pensando bem, ainda sou...de alma e coração (livres!)

    beijo, garota. Apareça mais!!!

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  3. É...eu nasci em 67 e continuo acreditando que a paz e o amor se não são possíveis, são a solução para os males da humanidade :o)
    Bjs

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  4. Oi Luma! Eu iria sim sem sombra de dúvidas, sou louca por Jimi Hendrix e Janes Joplin entre outros que lá tocaram.Pena que na época eu ainda não estava nem no ventre de minha mãe!
    A paz neste planeta ainda está bem longe de ser alcançada.
    Beijos carinhosos para ti e tenha um Domingo de muita felicidade...

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  5. Eu sonho sim... sonho todos os dias... paz e amor!

    Jah!

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  6. Muito bom seu post, Querida. como sempre!! Se eu iria? Uma pergunta difícil de responder... Acho q iria SIM, por ideologia e pela música de excelente qualidade.
    P.S. Nunca imaginei q a falta de estrutura era tamanha!!!
    Bjinhos.

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  7. Claro que iria, na época tinha 9 anos, não lembro de nada, mas sei como marcou minha juventude os anos que seguiram.
    Paz, amor, sexo, drogas e rock and roll.
    Bjs

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  8. Eu sou totalmente fora da época de Woodstock, mas queria muito ter vivido nessa fase! Acho incrível! E com certeza eu iria ao Woodstock hoje!
    Então, a soja não é cara não! Passa as receitinhas, se puder! Beijão
    Mi

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  9. É... momento histórico!
    Eu estava nascendo, portanto, só vi através de filmes, documentários,etc.
    Acho que foi um movimento único, tanto que ao tentarem revivê-lo foi um fiasco!
    Ficará na lembrança.
    Bjus

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  10. mesmo que ainda digam que o sonho acabou...


    bj


    >¨<

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  11. O mais engraçado e espetacular nesse festival é ver hoje o pessoal que esteve lá. Vi entrevistas incríveis e destaco a do hippie que disse: "Se você conhecer alguém que diz ter estado lá e se lembra de detalhes do que aconteceu; ele está mentindo".

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  12. Arthurius era muita droga!! Será que alguém se lembra? Ver os filmes hoje pode dar um refresh, mas ó, dizem que foi uma nojeira!! água não tinha, então todos bebiam as bebidas alcoolicas, sem banho, sem banheiro (as necessidades feitas ao ar livre) - chuva e lama...eu não gostaria de ter participado disso. Sou como o Milton Toshiba "Conforto em primeiro lugar" hehehe beijus,

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