Grafite, o negro

Em um capítulo dos insultos, negro safado, negro de merda, macaco, ocupariam um bom e infamante lugar. Que nos perdoem os que não são negros. Não sabem. Ao que um dia foi desonra ser negro, ter a pele escura, os lábios grossos, cabelo "ruim", nariz chato, uma desonra que vinha menos dessas características físicas, mas da história de escravos, de escravidão, de gente submetida à condição de animais de duas pernas, quis a condição de sobrevivência da desonra no século vinte e um o acréscimo desses adjetivos, safado, de merda, filho da puta, e essa pérola do insulto, que faz de um substantivo uma qualificação, a palavra macaco. Os brancos, os não-negros, não sabem. Gostaríamos de ter uma pequena ajuda da sua imaginação.

Uma coisa é dizer-se de alguém que é um negro. Os não-negros vêem nisto um chamamento óbvio, uma evidência da pele, da raça. Uma característica genética, biológica, digamos assim. Uma característica histórica, deveriam saber, e sabem, em momentos de raiva, sabem: esta é uma característica de séculos de servidão. Mas em circunstâncias de paz, de amor e concórdia entre os homens, dizer-se de alguém que é um negro é dizê-lo um ser qualificado, e bem qualificado, se o adjetivo vier antes do nome.

O negro Machado de Assis. O negro Cartola. O negro Leônidas. Dizendo melhor, tamanha é a força desse negro, que ele se torna um substantivo, adjetivado pelo nome da pessoa que lhe segue. O negro Padre Antonio Vieira. Percebe-se, pela posição da palavra, o grau de excelência e originalidade do indivíduo, que assim é saudado como se recebesse um tapete vermelho diante e antes de si. Em uma terra de brancos, em tempos de paz, a maior distinção de alguém seria ser recebido como O Negro. Um ser muito raro.

Uma qualificação diferente é o negro simplesmente adjetivo, vindo depois do nome. Aqui ele é uma caracterização rebaixadora, quase a desqualificar. Carlos Gomes, o negro. Padre Vieira, o negro. Cervantes, o negro, se assim fosse possível desqualificá-lo. Isto quer dizer que certo homem tem essa mancha, que ele não é tão grande assim, que ele não tem sangue bom, vale dizer, que ele não é da corte e do reino do sangue azul. Se o seu próprio nome, isolado, tem valor, pelo adjetivo descobre-se o ferrete, a marca do servo, de coisa, de bem semovente. Diz-se, pelo adjetivo posposto: não passa de um negro. Esse alguém será na melhor das hipóteses um homem que furtou o seu lugar na sociedade. Ou assaltou, por violência, ou não passa de um farsante, um dissimulado, que deseja estar onde não pode nem deve. Machado de Assis, o negro. Isto diminui para Machado, o negro. Que no final é Machadinho, um negro. Um gênero comum de cavalo baixeiro.

Se assim é, se assim se faz com pessoas de reconhecido valor, em momentos de intenção malévola, mas de serena má intenção, o que dizer, o que fazer com pessoas, digo, negros, de menor feito? Em momentos de raiva, de ódio, de explosão de instintos que pedem sangue, como ofender a pessoas, digo, negros?

Para estes casos o engenho humano criou o reforço, o pleonasmo da condição histórica: negro de merda, negro filho da puta, acompanhado de cuspes na cara. Ou então macaco, macaquito, uh! uh! uh!, que melhor se faz se acompanhado por gestos simiescos. Em peso, nos estádios de futebol da Europa, ou até nas deslocadas Londres no Hemisfério Sul. Não digam por favor que isto são coisas do futebol, que são coisas da adrenalina, que no calor da partida fere-se, quebram-se pernas, insulta-se e mata-se e depois se esquece. Não digam por favor que isto é coisa restrita ao mundo da partida, do jogo, ou como diria algum súdito da Rainha na América Latina, que esto es fair play.

Que jogo limpo? Há muito o futebol deixou de ser somente um jogo, uma partida. Há muito ele é um teatro vivo, uma representação em que todos são atores, dos jogadores ao público, que interferem e mudam os dois atos, em noventa minutos. O autor desse novo drama passou a ser a própria sociedade. Há muito que esse jogo deixou de ser o encontro de duas equipes ideais, de jogadores ideais, que amam o esporte como uma fruição. Aqui, em lugar da confraternização, da comunhão de pessoas, dos ideais olímpicos, mais que nunca, vale tudo: roubos, furtos, assaltos, mutilações, mortes, pela razão mui simples que o importante é ganhar, de qualquer forma e jeito. Ou melhor, de preferência pelos expedientes mais sórdidos. Envenenamento, suborno, água suja, armadilhas, ciladas, agressões que ponham ferimentos no corpo e alma do adversário, do inimigo, daquele que deve ser destruído. Esta é a regra do fair play do novo drama, do novo futebol: ganhar. Se possível sem futebol.

Quando o jogador Grafite, da equipe do São Paulo, foi chamado de "negro de mierda", de "mono negro", os dirigentes do Quilmes, time argentino, nada viram nisso que merecesse uma denúncia policial. Qué pasa? "Si Grafite se va a ofender porque alguien le dice una grosería, entonces que vaya a jugar con las muñecas. No es para el fútbol". E para esse espanto, para essa estranheza, compreendemos-lhes alguma razão. Ora, desde a Guerra do Paraguai, no século XIX, que argentinos chamavam às tropas brasileiras, fortalecidas por negros bons de morrer, então escravos, de "macaquitos". A alcunha pegou, e mais voltava e volta nos conflitos, sempre que se desejava e deseja ressaltar as diferenças entre latinos miscigenados, negros, e os latinos menos misturados, os argentinos, que Jorge Luís Borges dizia serem os únicos europeus conhecidos em sua vida. Para não ir muito longe, lembramos que em 1996, ao saber que a seleção de futebol argentina iria jogar contra a seleção do Brasil ou da Nigéria, assim anunciou os adversários o periódico Olé: "Que venham os macacos". Ora, é natural. Negros, macacos, tudo a ver. Tão natural quanto primos pobres que se insultam, que não se reeducam nem na desgraça, nem mesmo quando a RAF lhes mostra que todos são macacos. Daí que compreendamos que chamar a um atleta negro, que leva o nome de Grafite, de negro de mierda, de negro hijo de puta, e temperar tais naturalidades com cuspidas em seu rosto, nada é demais, para alguns periodistas argentinos. E que completem, mui britanicamente, que faltou a um simples negro o low profile.

É histórico. Daí que não entendam o escândalo formado, a polícia, a prisão do jogador argentino, afinal um pobre rapaz, da província, do interior, que somente fez o que todos fazem, há mais de dois séculos. Que pasa? Então os negros deixaram de ser negros? Então deixaram de ser negros de merda, negros filhos de uma puta, monos, macaquitos, como sempre o foram há décadas?

"Fueron expresiones que son comunes en un estadio cuando hay fricción e semejante nível de adrenalina", explicou, pensou em justificar uma autoridade do governo argentino, o Ministro do Interior Aníbal Fernández. Mirem, uma autoridade, um indivíduo que por mais de um motivo deveria ter respeito para com os demais povos e nações. Mas nada achou nos insultos que causasse espanto ou indignação. É cultural, do ministro ao ignorante jovem: nada há de criminoso em maltratar alguém em razão da raça, se este alguém, por supuesto, for um negro em um estádio de futebol.

Infelizmente, a hora enviar este artigo já vai longe. Jesús pensa que me farei ausente. Luanda, minha filha, reclama, e diz que hoje eu me atrasei muito, porque não sabe que muito a humanidade vai e está atrasada. Então por aqui terminamos. Mas não saio antes de te dizer, Grafite, que este artigo foi escrito com o coração apertado no espírito, para que do teclado brotassem apenas palavras isentas, ponderadas, serenas. No entanto compreenderás o quanto me segurei, se souberes que o tempo todo ouvia uma composição de Pixinguinha, o chorinho 1 x 0. O que em letras convencionais quer dizer: Um a zero fizeste para nós, Grafite. Que belo gol, homem, os negros de todo o mundo se levantam nos estádios.

Texto de Urariano Mota, autor do romance "Os Corações futuristas", que remete à brava e sofrida geração de jovens na ditadura militar no Brasil.

Como não deixaria de citar um refrão de uma música composta por Braguinha e Alberto Ribeiro:

"yes, nós temos banana/banana pra dar e vender"

29 comentários :

  1. Estava tendo uma aula de criminologia na faculdade e a professora nos chocou com a colocação de que vivemos num mundo de subculturas. A coletividade, através de comportamentos desviantes, dervituam a cultura geral, criando subculturas contrárias aos paradigmas axiológicos da sociedade. Passamos a ser concernentes a determinados tipos de atitudes "ilegítimas". Pois é, nesse contexto, tenho observado que o ser humano está perdendo o receio de se dizer preconceituoso. É uma pena perceber que ainda não sabemos conviver com as diferenças. Muito degradante o que aconteceu com o Grafite. Obs: Realmente os poemas da minha filha têm esse poder de mexer com a gente. Na sua ingenuidade acaba por atingir pontos, muitas vezes, inertes dentro do nosso ser. Boa noite para você também. Beijão

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  2. Queiroz23:33

    Eu falei sobre isso no meu blog, vou colar aqui p/vc Luma e o pessoal daqui ler:
    "Hoje eu vi uma reportagem num noticiário esportivo sobre o caso que por uma atitude racista um jogador argentino foi preso após ofender verbalmente o jogador do time do São Paulo, o Grafite, e o argentino será liberado após pagar 10.000 de fiança. No art.5°,inciso XLII, da Constituição Federal/88, diz que RACISMO é CRIME INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL. Ainda falando sobre reações racistas de torcidas de futebol, no exterior torna-se uma prática comum. Ainda esse ano, jogadores que jogam em equipes no exterior, foram alvo de provocações dessa natureza e os clubes acabaram pagando multa pela atitude imbecil."

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  3. Afonso23:34

    Olá,
    Um dos melhores textos, senão o melhor, que li sobre o assunto. Obrigado pela visita e volte sempre. Vou te colocar ali na minha lista de links, assim fica mais fácil vir aqui, se me permites, é claro. bjs

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  4. Marco Aurelio Brasil23:41

    Diferentemente do meu, o teu atraso em tocar nesse assunto foi plenamente excusado pelo teor magistral deste texto. Aliás, uma feliz coincidência. Também menciona Kant no meu poste de hoje. Mas, de novo, sem a classe e mesmo a utilitariedade do teu post de ontem. Naice tchu mit iu, Luma!

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  5. Nanda23:42

    Século XXI e ainda sofremos com preconceito... Será que algum dia, o ser humano aprende a ter respeito: Tomara que sim. Beijos.

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  6. Patty23:43

    Sem comentários sobre isso Luma...aff...não suporto esses argentinos se achando os melhores...então prefiro ficar quietinha...mas o texto é muito bom...bjus...
    Obs: O feriado ta chegando...rs...

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  7. Viva23:43

    "Tristes tempos em que é mais fácil destruir um átomo do que um preconceito" - frase atribuída a Einstein, que este ano completaria 100 anos.
    Maravilhoso post, Luma!

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  8. Nei Costa23:44

    Luma o texto diz tudo. Essa é uma questão cultural que deve ser mudada, repensada. Racismo é foda. Sobre o texto abaixo, perfeito. Kant é um dos filósofos de minha preferência. Estou meio sumido, mas... Ah, durante a feira de livros eu e o Edgar vamos montar um blogue e espero que você seja uma das primeiras a comentar os posts. Vamos enviar o endereço em breve. Beijo!!

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  9. AdéliaTheresaCampos23:45

    Que maravilha! Um dos melhores textos que li sobre o caso. Beijos, carinho.

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  10. Henrique23:45

    Os 'brancos" usam a palavra com tom de xingamento. É como se exist6encia dos negros fizesse eles mais brancos. Acreditam eles mais brancos e assim superiores. Lembrei de uma música: 'branco se tu soubesse o valor que o preto tem. tu tomava um banho de pixe e ficava preto também' Uma música diz isso.
    Serie a harmonia entre etnias diferentes uma utopia?
    Mudando de assunto e ao mesmo tempo não mudando; a vitória é um objetivo realmente importante? sendo assim sempre vai ter que existir um perdedor certo?

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  11. Doidivanas23:45

    Quanto vamos deixar de nos julgar pela cor da nossa pele, pelas nossas crenças, significamos o que temos dentro de nós. Nossa alma, que não tem cor.

    Beijocas

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  12. Nanda23:46

    Oi ....
    fechei sim...mas qdo a poeira baixar eu volto
    bjus

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  13. Lulu on the sky23:46

    Luma,
    Acho um absurdo o preconceito que as pessoas tem por ser de uma determinada raça ou outra. Será q se esquecessem q antes de ser negro, ser vermelho, amarelo ou branco é um ser humano como todos nós?
    Big Beijos

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  14. Betsy23:47

    Putz,depois não querem que os outros tenham bronca de argentino.
    Cara,se um dia algum infeliz falar qualquer merda que seja pra qualquer um dos meus primos eu eu estiver prasente,a critura fica cega dos dois olhos.Graças a Deus minha família é composta de gente de toda cor:negros,brancos,vermelhos,amarelos.Preconceito nunca teve espaço.

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  15. Abel23:48

    Muito bom o texto... E o blog todo também! Vou até linka-lo.

    Obrigado pela visita, (ah, não revelei minha idade não, rs... Não se tem idade pra se gostar de ABBA :p)...

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  16. Edgar Borges23:48

    dá-lhe, tia Luma!!!bom texto o do Urariano (que nome exótico).

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  17. Pernambaiano00:00

    Esse post foi uma verdadeira aula. Aliás, teu blog é todo bom, conteúdo riquíssimo. Agora eu fiquei até com vergonha de vc ter visitado o meu, que limita-se a dar manchetes e pequenas notas. Beijos e boa semana!

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  18. Manoel Carlos00:00

    Fiz parte da Comissão Executiva do Comitê Anti-Apartheid do Brasil, evidentemente, combato o racismo.
    Contudo, este tema é complexo e polêmico, pois em nome do combate ao racismo estamos implantando o segregacionismo, tão combatido por todos nós.

    Em tempo: creio que a foto foi tirada do Hotel Fênix. Tenho muitas outras, posso disponibilizar para você. Como você conhece Pouso Alegre?

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  19. Thainá Cavalheiro00:01

    "O bom chefe é aquele que, presente ninguém percebe, mas ausente, todos
    sentem sua falta".

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  20. ribs00:06

    dureza é ser argentino...

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  21. Edgar Borges00:07

    Luma, tenho uma proposta para vc participar da apresentação que o nei e eu vamos fazer feira de livros. Me escreve assim que vc puder dizendo se topas ou não.
    Seguinte: que tal vc gravar em mp3 e me mandar um pequeno depoimento sobre a questão dos direitos autorais na net? seria como uma palestra de dois ou três minutos com as leis e as melhores formas de citar as obras dos outros.
    Topas?
    vou convidar a Rah também.
    bjs.

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  22. Júnio00:08

    Luma texto bonito, impecável , mas não muda muita coisa. Se os não brancos são racistas o negro também é. E as vezes racista com sua própria gente. Tenho medo até de pronunciar negro etnia tão bonita.
    Preto não gosta de preta se puder escolher prefere a loirinha branca assim se sentirá menos preto e quando tiverem um filho branco este será em muitos casos rejeitado, preterido com relação a outros filhos pretos. Isto aconteceu com minha mãe, só pra citar um exemplo próximo.
    Se Alexandre, O grande - fosse o Grande Alexandre, seus feitos não se tornariam menores e nem sua estatura seria abalada.
    Vi cenas de um jogador de um time que não me lembro o nome insultar um outro com as mesmas ofensas racistas e olha que o insultante não estava muito longe da cor do insultado, e aí como fica?
    Tenho dois amigos casados, brancos, que se tratam de preto e preta, o dia que eles brigarem se tratando pelos apelidos carinhosos, configurará racismo?
    Lembra do moleque negro ou negro moleque Gibi novela livre pra voar? Uma geração inteira de menos da raça negra incorporaram esse apelido, é racismo?

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  23. Júnio00:09

    (Continuação...)
    E Pelé, pelezinho, é quase o negro adjetivado é por sinal é motivo de orgulho para os Pelés da vida.
    Será que o problema está na entonação do chamamento? Só pode ser, na policia se descrevo um homem que é gordo e digo que ele é fortinho, estou insultando esse indivíduo da mesma maneira que descrevo um negro de moreninho.
    Se digo que um deficiente visual passou aqui, porque não dizer cego? É a mesma coisa.
    Ele passou desta pra uma melhor, e daí ele morreu mesmo, porque a “florear” com expressão de sentido igual.
    Onde começa e termina o racismo? Onde começa e termina a injúria?
    Porque do apelido Grafite? E a grafite é de que cor mesmo? Preto fosco, ora bolas!
    O negro é tão racista que não reconhece a data da abolição da escravatura no dia em que a princesa Isabel (branca) deu a “penada” no papel, reconhece sim o Dia a da Consciência Negra, dia em que Zumbi (negro) morrera. Palavras que ouvi de um membro desse movimento.
    Acho que racismo está na conveniência ou na entonação da ocasião.
    Acho até que partes desse comentário serviriam até para o blog do Idelber, mas enfim quis coloca-lo aqui, não defendo causa nenhuma e tento me afastar de polêmicas.
    Pra terminar de vez, nos EUA os rappers e negros tratam os brancos de branquelos e tem uma expressão equivalente a negro, que só negro trata o outro por essa expressão e se um branco pronunciar tal palavra se vê em apuros. Mas lá é outro mundo e com problemas diferentes.
    Beijos.

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  24. Pedro Xavier00:09

    Eu, particularmente, adorei a prisão do Desábato!!! Quem ele pensa que é para falar assim do jogador Grafite? Eu, hein! Ele que vá falar mal do Maradona!

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  25. Afonso00:11

    Não querendo ser muito Chato, mas só para uma pequena observação sobre uma informação dada num dos comentários: Einstein não estaria fazendo 100 anos este ano. Cem anos está fazendo da publicação dos seus cinco grandes trabalhos em 1905, dentre eles a famosa Teoria da Relatividade e a equação mais conhecida da física: E=mC2. Einstein nasceu em 1879.

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  26. Glau00:12

    Ola Luma, estou aqui, depois do puxão de orelha que levei.. *r*
    A vida está um pouco corrida e cansativa, mas hoje resolvi dar uma passadinha no mundo blog.
    Sobre o post, meu comentário se alinha a um que está por ai. Constituição Federal, artigo 5º, XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível[..]". Eu só não aprendi na escola que inafiançável não vale quando se tratam de 10.000 reais!
    Legião Urbana (grande Renato Russo): "QUE PAÍS É ESTE?"

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  27. Estou com o Afonso: o melhor texto que li sobre o assunto. E um parênteses: não sou negro, mas sou homossexual. Então sei, sim, mais ou menos o que é isso. Mulheres também deveriam saber.

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  28. Viva00:13

    Afonso, obrigada pela correção.

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  29. Tesco00:14

    Concordo com os comentários do Júnio e, creio, com o do conterrâneo Manoel Carlos. Penso que na verdade estão fazendo apologia ao racismo, com essa gritaria toda, por um simples xingamento que faz parte da psicologia do jogo do futebol: desestabilizar emocionalmente o jogador adversário.
    Se me chamam "branco de merda", significa isso que consideram-me um indivíduo que não tem a categoria suficiente para ser um branco, digamos "normal". A mesma interpretação deveria ser para o caso de negro ou qualquer outra cor. Tecnicamente, gramaticalmente, semanticamente, não há nenhum xingamento à cor da pessoa, mas sim à própria pessoa.
    Abraços incolores.

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