Ser criança é padecer no paraíso


Para as crianças, o mundo sempre será dividido em duas partes básicas: sua casa e o resto. Por mais humilde que seja essa casa. Os pais querem compartilhar com seus filhos de coisas que curtiam na época que tinham a mesma idade. A tendência de todos é achar que a "sua época" foi a melhor de todas, assim foi também com os pais de nossos pais e os pais de nossos avós - a cada geração, o discurso era e será o mesmo. Daí fico pensando que os nossos filhos acham bom demais a vida que levam (ou não) e que a nossa tendência de achar que a nossa vida no passado era melhor que a deles, chega a ser chato para ambas as partes, para não dizer que, para eles, é visto como uma espécie de "fuga da aceitação" do que hoje se apresenta.

Enfim, não quero considerar a saudades que todos um dia sentem, principalmente daquilo que era mais simples (a vida tá complicada?). Não estou escrevendo nada que vocês não saibam... É que nessa volta ao passado, os pais têm a impressão que tiveram mais sorte e que as facilidades que dão aos filhos é como se fosse uma recompensa por não terem vivido as mesmas coisas. 

Minha mãe me mandava tomar leite o tempo todo e para não haver discussão quando ela vinha com o copo de leite, eu tomava sem retrucar. Era mais fácil! E cada vez que eu tomava, ela dizia a mesma frase: "Toma que leite faz bem para os ossos". Agora, até isso mudou - o leite virou vilão - e engraçado, não tive rejeição, overdose... Tanto leite que a minha mãe me deu nessa vida... e eu sinto saudade até daquele momento chato de ter que tomar o leite contrariada. Hoje eu tomo leite de livre e espontânea vontade e dou um toco para os volúveis fazedores de dietas. 
Em meus olhos, a minha infância pode ser resumida em uma palavra - idílica. A família passava pelos problemas e juntos saboreávamos o cotidiano sem que precisássemos fazer diferente da maioria ou com a necessidade de demonstrar tamanha felicidade para o mundo, como acontece nas famílias atualmente. Culpa da margarina? Pode ser... 

Lembro um dia em que o meu pai saiu para o trabalho com uma camisa debaixo do Costume que havia ganhado de aniversário uma semana antes. Esse fato foi marcante, pois eu estava com minha mãe na hora da compra da camisa - No dia que usou a camisa pela primeira vez, chegou em casa sem ela - A minha mãe questionou e ele disse que havia dado para uma pessoa que a tinha achado bonita. Como assim? Ele olhou para o meu irmão e disse: "Vai lá na esquina e leve um prato de comida para um senhor que está ali sentado no chão. Vai ser fácil identificá-lo, ele está com a camisa que sua mãe me deu". 

Pouco tempo depois meu pai morreu repentinamente e a minha mãe teve que se desfazer de todas as suas roupas. Se a camisa recém presenteada estivesse ali, também entraria na leva. Engraçado que todos os sonhos que tenho com o meu pai, ele está com essa camisa. 

Também foi em um passeio que encontramos uma mulher na rua segurando um cartaz que dizia "Estou sem comer. Por favor, me ajude". Na minha mente, em uma fração de segundo, eu pensei sobre nossas bênçãos e acho que minha mãe também pensou a mesma coisa, assim como meus irmãos. Foi um tempo para lições de vida e eu tenho certeza que a minha mãe só segurou a barra por ter perdido o meu pai, por causa dos trabalhos sociais que começou a fazer.

Olhei em volta e vi outras pessoas paradas na mesma calçada olhando para a mulher sem manifestar qualquer atitude. A situação pareceu incômoda para nós se não fizéssemos nada. A minha prima abriu sua lancheira e disse: "Hoje eu comi todo o meu lanche". A minha mãe se aproximou da mulher e lhe deu dinheiro - Sei que é errado, mas foi isso que a minha mãe fez e com um sorriso lhe disse: "Eu espero que isso ajude."

"Mãe. Ela nem sequer disse obrigado", escutei meu irmão dizer e a minha mãe respondeu algo assim: "Não, filho, ela não o fez. Eu não dei dinheiro para ela para receber agradecimentos. Se ela está precisando, então o nosso dinheiro será uma bênção. Se ele não for, então talvez ele não vai ser. Mas isso não é sobre mim ou sobre nós. Demos. Fim da história"

A história não acabou. Noutro dia encontramos Isaura em casa - Esse era o nome da mulher - Ela começou a trabalhar para a minha mãe e morava em casa. Foi a melhor pessoa que Deus nos enviou. A mulher não era velha, mas aos meus olhos de criança, vinte anos era demais. Isaura era surda-muda. Foi ganhando confiança e nos ensinou a linguagem dos sinais. De noite, quando estudávamos, ela ficava com a gente e esperta, aprendia rapidinho. Ela não gostava de sair e aos meus olhos de criança, imaginava que ela tinha medo de na volta, não achar a nossa casa ou encontrar a porta fechada. O mesmo medo que eu tinha... rs. Passou um tempo, começou a estudar no período noturno. Logo quis apresentar um rapaz para minha mãe. Isaura namorou, noivou, casou e teve seu primeiro filho. Minha mãe foi madrinha. Infelizmente Isaura não viveu muito.

Aprendi cedo que pessoas e seus bens têm tempo de validade.
Na jornada com minha mãe, foram inúmeras as oportunidades para criação de memórias, mas talvez as mais importantes foram as entregas de mensagens de vida. Eu sei que a minha infância e a maneira como eu fui criada, é o que me deram forças para superar o mais escuro dos meus dias. Depois dela, também procurei oportunidades para trocar mensagens de vida com as pessoas que passaram pelo meu caminho. A vida assim se resume.

Fonte das imagens:
Para constar: Nada contra quem realmente precisa restringir o consumo de certos alimentos por indicação médica.

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59 comentários :

  1. Que delicia começar meu dia com essas suas palavras e lembranças de infância.
    Não sei se a questão de acharmos que no 'nosso tempo' era melhor é mero saudosismo. Talvez seja questão também uma apreensão. Queremos dar o melhor aos nossos filhos, materialmente e moralmente...mas esquecemos que talvez foi o que nos faltou que ajudou a construir quem somos. Um paradoxo.

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  2. adorei ver toda doçura de tuas palavras e saber detalhes de tua infância que teve o mais importante:amor,. carinho, até no copo de leite...

    E adorei o gesto do teu pai com a camisa...Sonhar com ele a vestindo é sinal que te muito marcou! Adorei tudo, palavras, imagens...beijos,tuuuuuuuuuuuuudo d bom,chica

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  3. Gosto de "ouvir" / ler suas histórias assim que acordo. Sinto um prazer imenso , sempre. E dessa vez foi igual . Só teve a minha lembrança criança falando no meio !!!!!!! Quantas coisas vivemos ! Mas carregamos conosco só aquilo que impressionou nossa alma ....os instantes sagrados.... É como os chamo.
    Sejamos Felizes! Adorei vir aqui hoje. Deixo beijos agradecidos ....

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  4. Creio que você teve mesmo uma infância maravilhosa, pelos pais que teve e pelos valores que lhe transmitiram. E que bom que você repassou isso para nós. Abraços.

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  5. Luma, Luma... que post lindo!
    Como se os seus outros não estivessem à altura, hein! rs
    Mas, puxa vida... que lindo!
    Todo ele; o post todo - embora eu confesse que (pode me chamar de chorona! rs) parei na passagem em que vc fala sobre "a história do seu pai e a camisa" e chorei. Me emocionou mto, amiga...

    Sabe pq seu blog é irresistível?
    Pq vc fala com inteligência e sensibilidade!!!
    Parabéns por tudo - e especialmente por ser quem é, como é!
    Bjs cheios de carinho e admiração!
    Deus abençoe!

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  6. Luma! Também era feliz e não sabia... Acho que a minha infância foi a melhor fase da minha vida, (Como eu era um menino sonhador...) Depois veio a "aborrecência" (adolescência) então nunca mais fui o mesmo. Mais consegui guardar 10% daquela felicidade e espero que ela dure para o resto de minha vida.

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  7. Pô Luma! Acabou? Poderia continuar lendo este a manhã inteira rsrsrsrs, senti até o cheiro do anis... Como tenho os ingredientes e a loja está vazia vou já correr na cozinha e preparar...
    Por falar em infância, inocência e família, lembrei da seguinte história, estou em dúvida se já contei por aqui, a memória as vezes dá um apagão da "cegueira branca", enfim, quando morava em Altamira - Pa, nos idos dos anos 70, nas escola dos funcionários do antigo D.N.E.R (hoje DENIT), estudávamos juntos com alguns índios, um dia voltando da escola encontro na rua um menino/índio (estava vendendo banana) com a testa sagrando de uma pedrada que levou, peguei na mão do índio e o levei para casa p/ meus pais cuida-lo, era nova tímida do tipo que quase não abria a boca rsrsrsrs, deste incidente cresceu uma grande amizade entre minha família e a dele, visitar a aldeia passou a ser um grande programa.
    Amiga, tenha um dia maravilhoso!
    Bjoooooooooo

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  8. Que relato emocionante repleto de doçura, Luma
    Simplesmente amei, querida
    Tenha um ótimo dia!
    Beijinhos de
    Verena e Bichinhos

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  9. Sabe texto que não deveria acabar?
    Esse seu não deveria... tão bom de ler, tão doce...
    E tocante você sonhar com seu pai sempre com a mesma camisa...
    Memória afetiva, quem a pode explicar?

    bjssss

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  10. Por enquanto não nutro saudades do meu passado, lembro dele de um jeito mais abstrato, até por estar relativamente bem registrado no blog. Ainda não cheguei naquela etapa de romantizá-lo e torná-lo melhor do que foi, como a mente costuma fazer ("sem nossa autorização", rs) assim que vamos nos afastando, temporalmente, de algumas fases do que vivemos. Foi um tempo legal, e longe do que podemos chamar de paraíso. O resultado daquele tempo, em cada um dos 4 filhos e da minha mae, considero bem satisfatório. Nos tornamos boas pessoas, no sentido basico do termo :)... também fomos educados com a cultura de fazer o bem "sem olhar a quem", não com uma promessa de retorno, mas como uma consequencia natural de oferecer do que lhe sobra para quem falta, e de dispor o melhor para quem escolhemos. Cada um está envolvido com a "gestão de pessoas", dentro de suas especialidades profissionais e fora deste dia-a-dia também... escrevi recentemente sobre isso de achar que o que vivemos é melhor do que o que os outros vivem; são apenas tempos diferentes... ótimos dias, bjo!

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  11. Emocionante esta história, Luma.
    Lamento pelo teu pai.
    Tua mãe além de bom coração é uma guerreira. Mande um abração para ela.
    Bjs

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    1. Oi, Cláudio!
      Infelizmente a minha mãe também faleceu...
      Vou mandar o abraço pra ela, podexá!
      :)
      Beijus,

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  12. Como é bom ler o que escreve, é tão suave (:
    E que lindas lições.
    beijinhos Luma

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  13. Oi Luma querida
    Vim te responder ao seu comentário lá no blog e me deparei com esse texto lindo e emocionante. Lembrei da minha infância de coisas que eu também amava e pensava. Que pena que a Isaura não viveu muito. Sua mãe! que pessoa especial!
    Vim para te dizer que o comentário não estava lá, mas não importância querida, você me respondeu pelo Face sobre o post.
    Que bom que gostou dos bolinhos na latinha de atum, não ficam fofos? o post da pintura da porcelana sai hoje.

    Conselho do dia: escreva um livro Luma!!!!!
    Um grande bjo

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  14. Fico sempre encantada como seu dom descritivo.

    As palavras fluem mágicas e transmitem uma grande vivência e bondade. Fruto decerto de uma família unida e cheia de valores. Parabéns por ser assim.

    beijinho
    F~e

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  15. Acabei de ler e o post aqui no blog e continuei a ouvir você minha cabeça ...
    Um beijo Luma!

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  16. Luma, que texto lindo,menina! Recordar essas coisas todas de sua infancia e ainda passar pra gente foi especial,gostei demais! Seus pais lembram os meus:sempre ensinando as coisas pelo exemplo! Dá pra entender porque vc escreve com toda essa alma! bjs,

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  17. Passei por aqui e acabo de ver esta publicação, cheia de luz e cor.
    Um abraço especial desde o Algarve - Portugal

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  18. Oi Luma, como gosto de passar por aqui. Sempre textos maravilhosos e comoventes. Parabéns por esse dom , da escrita. Eu nunca fui "das letras", rs e sim dos "números". Você já pensou em escrever livros? Tem muita facilidade... quem sabe?
    Fiquei aqui a pensar na minha infância, muito boa, minha adolescência...já com responsabilidades. E não é que acho que vivi num tempo melhor que minhas filhas, rs.
    Um beijo!

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  19. Oi Luma tu escreves tão bem , babei na sua postagem, sua mãe era mesmo especial!
    Com certeza cada tempo foi o melhor tempo, uma vez disse ao meu marido eu tenho muita história para contar , mas e o meu neto que só vive da escola pra casa , e pro computer , e ele me respondeu essa é a época dele e isso que vai ficar na memória, vai ser feliz e sentir sds da infância também , assim como nós.
    cada tempo é um tempo...o importante é o amor de família e o dom da caridade ...assim como sua mãe!

    bjsssss

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  20. Luma,
    Sinto aromas, revejo lugares, cores, ouço sons que me levam de volta à infância. Isto é tão reconfortante.
    Sua mãe era o anjo a conduzi-la e continua com você.
    Obrigada por compartilhar as imagens e links amigos. Que bacana isso!
    Um ótimo fim de semana!
    Beijo, menina

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  21. Luma! Que depoimento! Você sempre sensível em sua escrita! De fato penso muitas vezes que aproveitei e tive oportunidades melhores de brincadeira - por exemplo - do que minha filha tem hoje.

    Você sabe. Eu morava em casa. Tinha quintal. Tinha terra pra mexer, tinha arvore para subir, tinha bicicleta e rua calma para andar com os amigos e sumir por um tempo. Voltar assim pro almoço...Minha filha não tem.. e acho sinceramente que isso foi uma vida surpreendente como criança... Eu sinto por ela não ter isso hoje e viver "trancada" em apto. Se sentirá saudades de alguma coisa assim, ficarei feliz... mas não terá conhecido outras coisas...

    A sua vida foi rica! Linda! Cheia mesmo de mensagens de vida... Apertos sempre passamos, o que não nos deixa ter uma infância triste. Obrigações que os pais nos impõe também. E é verdade. Sentimos saudade até disso.. Hoje não os temos para nos forçarem a comer alguma coisa, ou tomar leite, ou mesmo não andar descalço porque se não iremos resfriar..

    Concordo! Cada infância sua beleza. Seja em apto, ou casa, com terra ou muita pedra... desde que seja vivida com amor, dignidade, atenção, limites e muitas mensagens que os pais nos deixaram - como os seus - terá sido sim uma linda e grande infância..

    A sua foi rica!

    Um beijo Luma!

    (adorei a mensagem da camisa... lembrando da mãe falando - Mais vale um gosto do que um vintém no bolso - no caso do seu pai, mais vale seu coração feliz por ter dado a camisa do que tê-la nova dentro de casa)

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  22. Gostei tanto de te ler menina. :):)
    Beijo grande. D

    http://acontarvindodoceu.blogspot.pt

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  23. Gostei das suas memórias. Sua mãe era um pessoa muito sábia, e uma mãe coragem que criar e educar filhos sozinha, não era pera doce. A minha infância não se parece em nada com os tempos atuais. Lembro que meu filho nasceu em 1980. Nessa época Portugal tinha dado um passo de gigante, em relação aos anos 40 quando nasci. Lembro que um dia, levei o Pedro, então com 5 anos, ao sítio onde nasci e lhe falei de que tinha nascido ali e lhe falei do que foi a minha vida de menina naquele local. Ele não acreditou em nada do que lhe disse, encaixou tudo como se fosse uma história. Era inconcebível para ele que vivia numa casa que não tendo luxos era num prédio, com água, luz, gaz, frigorifico,telefone e TV, que o que eu lhe contara existisse. Dias mais tarde, quando lhe fui dar um beijo e contar uma história para dormir, ele disse-me. "Essa não. Conta aquela de quando vivias no barracão ao pé do rio." Foi só nessa altura, que eu percebi o que ele pensava do que lhe tinha dito. Minha neta tem 5 anos agora. Imagine se eu tenho coragem de lhe falar de quando eu era menina.
    Um abraço e bom fim de semana

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  24. Oi Moça...

    Nossa me emocionei lendo teu texto, teus pais me lembraram meu avô... eu era criança e isso já foi próximo dele falecer também... naquela época ele fez uma grande viagem pelo nordeste! Em algum momento, em uma cidade, ele parou para comer algo... e viu quando uma moça, com sua escadinha de crianças se aproximou e pediu algo ao dono do restaurante.

    Este prontamente a tocou do lugar, sem maiores cerimônia...
    Meu avô se levantou e pediu que fechassem sua conta, o dono então, "desesperado" quis saber o que não estava ao gosto do meu avô... Ele então falou que se ela a moça não podia comer lá, então provavelmente ele também não podia...

    O dono do restaurante ainda tentou amenizar dizendo sobre o povo preguiçoso e tudo mais... mas meu avô mostrou-se irredutivel. Então mandou chamar a moça e a acomodou em uma moça e mandou-lhe servir café, leite, pão e o que mais eles quisessem.

    Por fim, mandou que embrulhassem um daqueles bolos que estavam no bacão e entregou a moça que lhe desejou as melhores coisas...

    Lembro que era criança quando ouvi meu avô contar isso.. nunca me esqueci... eu texto me lembrou dele! Obrigado!

    Que a gente também possa ser boas lembranças para as crianças de hoje não?! quem sabe é por isso que o passado sempre tem um gostinho bom para nós!

    Beijo Grande.

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  25. Ser criança é a melhor fase de uma pessoa , mas não nos damos conta , mesmo que tenham coisas que na época não gostassemos , como vc com o leite,curti bastante meu tempo, tenho lembranças muito boas.
    bjs
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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  26. Olá minha querida! Paz e bem ♥
    Que postagem mais linda e emocionante!
    Por isso vc é assim cheia de luz, foi criada em uma família
    generosa e abençoada.
    Fiquei emocionada com a história da camisa do seu pai e da
    Isaura tbm.
    Quanto aprendizado, saí rica daqui.

    Bjs, ótimo fds ♥

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  27. Oi:)

    Temho saudades do meu tempo de infância mas tenho mais ainda do tempo do meu filho.
    Tempo bom e fantástico mas que infelizmente não volta.
    Adorei o post:)

    Bom fim-de-semana!
    Beijinhos

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  28. Sua história sobre tomar leite contrariada, fez-me lembrar de quando fui obrigada por uma amiga da família a fazer isso... e por educação, minha mãe a incentivou a me obrigar ainda mais... chorei muito no dia, pois do leite eu gostava, mas café, até hoje, eu não gosto... enfim, em seguida a esse episódio, essa senhora nos convidou para um churrasco e eu também não sou muito fã de churras... mas minha mãe não me obrigou a comer a carne e fez até bem, pois no final do evento, ela trouxe uma conta para os meus pais e disse: esse é o valor que vocês me devem pelo churrasco! Daquele dia em diante, nunca mais minha mãe me obrigou a comer ou tomar nada que eu não gostasse em casa de visitas. beijinhos

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  29. Que texto bom de ler Luma,
    Tão bom quando temos lembranças boas,que nos trazem amor e leveza.
    E que exemplo de vida foram teus pais.
    Obrigada por compartilhar conosco.
    Abraço =)

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  30. Em casa era comum ter uma "isaura". Meu pai levou muita gente de rua pra casa e muitos se tornaram da família. Coisas que aprendemos e tentamos ensinar.

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  31. Querida Luma
    Que bom ler o relato de uma infância«idílica» e saber que tantas lições aprendeu com os seus pais!
    Como devem sentir-se orgulhosos,onde quer que estejam!
    Oxalá eu possa deixar aos meus descendentes um legado igual!
    Gostei muito do seu texto.
    Um beijinho
    Beatriz

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  32. Lendo seu post, me lembrei de uma conversa que tive com marido e enteada, e comentamos que a 'nossa geração' foi a última que realmente viveu uma infância de 'verdade', no sentido de brincadeiras de roda, de pega-pega, subir em árvores, andar de carrinho de rolimã (fiz isso) livremente pelas ruas (olha o perigo que seria hj em dia).
    Culpa da tecnologia, da internet?
    E que belo gesto o da sua mãe. Pessoa humilde e iluminada.
    Bjns
    :)

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  33. Uau! Que postagem! Me emocionou e me levou à infância, onde passamos dificuldades, mas as lições de vida ficaram marcadas.
    Seus pais deram belos exemplos de amor verdadeiro que é a essência da vida e é o que perdura com tantos anos passados.
    Abração esmagador e lindo final de semana.

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  34. Luma
    quanta sensibilidade na escrita que até me comove!
    você teve pais amorosos , deixaram saudades e belas historias
    Que bom ver a Isaura na tua casa, mas triste saber que se foi muito cedo.
    eu creio que será sempre assim, as crianças de hoje falarão para seus filhos de como foi boa sua infância, e assim sucessivamente. Não importa os brinquedos ,se tecnológicos ou não, a criança amada perpetuará sua lembrança
    A base de tudo é o amor , que é a liga das histórias.
    Tenha um lindo domingo Luma
    bjs
    Zizi

    ResponderEliminar
  35. Luma
    Com um texto tão pequeno e com tantas memorias vivas.
    Meu pai também me deu muitas lições !
    com carinho Monica,

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  36. Oi Luma! Eu também tenho muitas lições de vida que aprendi com meus pais e é verdade, levamos este aprendizado pra vida toda e passamos pra nossos filhos se tivermos ou então para as pessoas mais próximas. O problema é que em cada geração as coisas vão mudando e nem sempre pra melhor, por isso a eterna saudade dos tempos idos. Adorei ler seu post! Ane

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  37. Que belas memórias Luma. Sua criação, com piedade e amor ao próximo, é que a tornou esta pessoa especial que é. Tenho comigo esta certeza, somos o espelho. Nossos filhos terão atitudes parecidas com as nossas. Não com o que falamos. Sim, a vida assim se resume, nas lições que se tornam memórias. A camisa dos sonhos? Talvez tenha sido a primeira tatuagem no coração que você conseguiu entender, por ser criança... Um beijo!

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  38. Que linda história de vida de seus país, nada dura para sempre e objetos são apenas objetos...
    Grande beijo Lisette.

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  39. Oi Luma, eu gosto dessas lembranças todas que carregamos, elas são as coisas daquilo que somos feitos, até mesmo as ruins são necessárias.
    Beijo e bom começo de semana!

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  40. Luma que postagem linda, momentos tristes, alegres, rotina e a tua mãe com esta alma generosa, fraterna e sábia, nossa Luma leria muito mais, bjos Luconi

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  41. Confesso, Luma: comoveram-me as suas lembranças; uma felicidade ter pais como os seus, amiga. Bem sei do que falo, porque também me considero feliz pelos meus! Boa semana.

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  42. Tenho muitas lembranças da infância!
    Como me faz bem reviver esses momentos mágicos com meus pais e irmã!
    bjus
    http://www.elianedelacerda.com

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  43. olá flor ... vim aqui para te convidar para conhecer meu blog http://imperiofashionn.blogspot.com.br/ e se puder se inscrever lá obrigada

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  44. Oi Luma! Voltei para dizer que hoje está em meu blog tb. Se quiser dar uma espiadinha,deixo o link:

    http://asasdosversosereversos.blogspot.com.br/2014/07/entre-beijos-e-alfaces.html

    bjs e boa semana!

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  45. Que belo relato, Luma. Bacana saber um pouquinho da sua vida. E nossos pais sempre diziam, vc sentirá falta da infância. É verdade. Queríamos crescer logo, mas agora queremos voltar aos tempos de criança. Éramos felizes e sabíamos. Quando uma grande aporrinhação era um bela obrigação de tomar leite... Depois fica tudo tão menos simples... bj

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  46. O teu magnífico texto dava para ficarmos aqui toda a tarde a conversar...
    Retenho-me apenas no gesto do teu pai, que deu a sua própria camisa a outro homem que mais precisava. É um gesto único, porque nunca ouvi falar de tamanha dádiva.
    Boa semana, querida amiga Luma.
    Beijo.

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  47. Luma que delicia de post.
    Nao tenho esse saudosismo todo da minha infancia mas as vezes me pego dizendo para meu filho a terrivel frase: "na minha epoca" como se isso tivesse acontecido ha' seculos atras.
    Vivi bons momentos mas nao otimo, nao excepcionais. VAlorizo todos eles e estamos tentando viver e construir memorias boas com nosso filho. Brigo que estamos fazendo uma poupanca de lembrancas com e para ele porque no final e' isso que importa (pelo menos para mim, para nos> minha familia) viver bem dentro do possivel.
    Abracos.
    Gra'

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  48. Que bela reflexão... Minha infância foi ótima; e acho que a infância de hoje tb é ótima - não dá pra comparar tempos tão diferentes, né? Aaaaah, sim, se fizeres moletons, não deixa de mostrar! Reciclá-los é ótimo. Vários dos que a minha irmã fez, foi isto mesmo! E - não tens nada de "enxerida": isto é a delícia dos blogs - compartilhar opiniões, ideias... Abs.

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  49. Oi Luma,
    Que emocionante seu texto...
    O que aprendemos e vivemos na infância, levamos pra vida toda.
    Achei comovente o relato da camisa do seu pai...
    Beijos!

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  50. Owwwwwwwwwwnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn... Luma!!! Ler esse post me fez revisitar algumas boas memórias! De um tempo bom (e pessoas ótimas) que não volta mais!!! Lindossáurico teu texto! E de quebra me fez (mais uma vez) temer pela infância que as crianças têm hoje em dia... affffffffff!!!! Beijocas!!!

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  51. Oi, Luminha,

    É maravilhoso ter boas memórias da infância, isso realmente ajuda a gente a enfrentar os períodos mais desafiadores, rsrs. Algumas das passagens mencionadas me lembraram o meu pai, que tinha também o hábito de ajudar pessoas carentes. Mas, no caso do meu pai havia um certo exagero, porque ele costumava acolher as pessoas em nossa casa e uma vez isso deu briga com minha mãe, porque ele acolheu uma família que passou meses conosco (pai, mãe e duas crianças), rsrs. Minha mãe acabou perdendo a paciência, por achar que já havia perdido muito do controle da casa, rsrs.

    Um beijo

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  52. Tenho tantas lembranças de infância e hoje dá muita saudade.
    big beijos

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  53. Oi Luma! A vida é um processo de mudança. E o que mais me encanta na memória é a capacidade que ela tem de se desapegar do que não serve e ser cuidadosa ao falar do bem. Tenho muito prazer na convivência da Laura com os meus pais, meus exemplos de leveza ao coração. Beijo! Renata

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  54. Um dos seus posts que mais gostei, li tudo e qdo acabou queria mais..rs
    Nossa seu pai deu um exemplo e tanto e sua mãe nossa.....amei nem sie o que dizer.

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  55. Ola Luminha,
    Voce é a recordista de comentaristas, benza a Deus! Ahaha é que demorei para chegar nessa caixinha. Um texto que dar pra viajar pela infancia. Lá em casa, aprendemos cedo a solidariedade, todo domingo minha mãe obrigava a ir no asilo, distribuir sabonetes, biscoitos, agasalhos e ficar pelo menos 10m dando atenção aos velhinhos, era muitos. Confesso que quando demorava eu ficava muito p da vida porque tinha a domingueira no clube e quanto mais demorava mais eu chegava atrasada.Nunca teve assim uma obrigação de tomar leite ou não tomar refrigerante...mas o Domingo era sagrado. Essa é uma das passagens da minha infância que eu trouxe pros dias de hoje. Hoje não é mais obrigação mas aprendi que era dando que se recebe. Tambem passei por poucas e boas começando aos 15 qdo meu pai se foi e hoje penso que tudo isso me deu alicerces para minha vida.( na infância foi velhinhos e hoje são bebes...) que engraçado pensei nisso agora.
    Beijão, fica com deus.

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  56. Luma, não tem como não se emocionar com uma história tão forte como essa.
    Você me levou a re-ver que existe vida em qualquer pessoa e que cada uma que cruza o nosso caminho não é mera coincidência.
    A vida de criança é mesmo uma maravilha, com um olhar de aprendiz.
    Xeros

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  57. Às vezes penso que as pessoas do interior carregam mais historias pela vida.
    Penso mesmo, que carregamos este embornal de brim caqui cheio de lembranças, para nos afagar e mantê-las vivas.
    Lindo ler estas passagens ilustrativas educativas de sua vida.
    Carinhoso abraço amiga.
    Bjus

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  58. A-D-O-R-E-I...Tenho dito!

    BJOS de luz :) :)

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Algumas coisas não têm preço


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