Projetando o futuro

Luz de Luma, Yes party!

Quando passamos por momentos de dúvidas, a tendência é projetar o futuro numa brincadeira de adivinhação - O que irá acontecer daqui um tempo? Não precisa ser gente grande pra ter esse desejo.

Quem pequeno não olhou as nuvens do céu prevendo qual objeto seria formado? A adivinhação não era fechada, pois a cada movimento das nuvens, era mudada a adivinhação. Um exercício interminável, por assim dizer. Gente grande prevê o futuro e erra na maioria das vezes, pois o futuro não é uma caixa fechada.
Luz de Luma, Yes party!
As projeções para o futuro, principalmente para nós brasileiros parecem castelos de areia. O futuro nos parece inacessível, por isso discutimos os problemas e tentamos identificar as probabilidades, porque além dos imprevistos, as nuvens não param de se mover.

É preciso ter um parâmetro fixo, uma base ou quem sabe contar com a sorte. Tempos atrás as pessoas procuravam respostas nos grandes filósofos e pensadores. Atualmente os historiadores cumprem esse papel. É necessário saber da história do mundo para saber entendê-lo. E porque não começar lendo um livro do maior historiador de todos os tempos? Um historiador que cumpre o papel de filósofo e pensador?
Luz de Luma, Yes party!
Eric J. Hobsbawm é um historiador Marxista, de origem hebreo-polaca, sua vida entrecruza-se com a História da Europa; infância em Viena dos anos vinte, adolescência na Alemanha durante a República de Weimar, estudos universitários na Cambridge de Keynes. Homem e tempo que se misturaram. Fatos históricos marcaram sua vida. A ascenção de Hitler traz-lhe à memória uma tarde de Inverno em Berlim; um passeio com a irmã mais nova; faz lembrar-se do ritmo de Duke Ellington ou o cinema de Eisenstein na vanguardista Charing Cross.

«A Era dos Extremos, o breve século XX», terminei de ler hoje. Não vou me estender muito e gostaria de deixar aqui gravado alguns trechos. Um que se refere a uma juventude imediatista, que só vive o presente e que não compreende a importância de saber o passado.
Luz de Luma, Yes party!
“A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens da atualidade crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca...”

Destaco esse trecho, porque acho importante, as raízes históricas, principalmente as lembradas por nossos pais e avós. O jovem, de uma maneira geral, aquele que não tem vínculo afetivo, não cria estrutura emocional e consequentemente desvaloriza as relações e torna-se materialista. Seria essa a causa da crescente violência?

Sobre o Terceiro Mundo, desigualdade social e corrupção no Brasil
Luz de Luma, Yes party!
"Como atestará qualquer um com um mínimo conhecimento de Brasil ou México, elas produziram burocracia, espetacular corrupção e muito desperdício – mas também uma taxa de crescimento anual de 7% nos dois países durante décadas: em suma, os dois conseguiram a desejada transição para economias industriais modernas. Na verdade, o Brasil se tornou por algum tempo o oitavo maior país industrial do mundo não comunista."

"...para não falar do candidato a campeão mundial de desigualdade econômica, o Brasil. Nesse monumento de injustiça social, os 20% mais pobres da população dividiam entre si 2,5% da renda total da nação, enquanto os 20% mais ricos ficavam com quase dois terços dessa renda."

Luz de Luma, Yes party!
"O Brasil, um monumento à negligência social, tinha um PNB per capita quase duas vezes maior que o Sri Lanka em 1939, e mais de seis vezes maior no fim da década de 1980. No Sri Lanka, que subsidiara alimentos básicos e dera educação e assistência médica gratuitas até a década de 1970, o recém-nascido médio poderia esperar viver vários anos mais que o brasileiro médio, e morrer ainda bebê mais ou menos na metade da taxa brasileira de 1969, e num terço da taxa brasileira de 1989. A percentagem de analfabetismo em 1989 era quase duas vezes maior no Brasil que na ilha asiática."

Hobsbawm entende bem de Brasil, ele foi mediador do debate sobre a questão social do Brasil, no último dia da conferência "Brasil: Rumo ao Século 21", no Centro de Estudos Brasileiros, em Oxford, na Inglaterra e também foi participante ativo do movimento historiográfico 'History From Below", no anseio de escrever a História para além dos muros das universidades, com orientação na cultura popular, dos excluídos, dos marginalizados, da massa anônima renegada ao silêncio, por uma historiografia real que não valorize somente os "grandes vultos", grandes homens ou grandes feitos...

Nós, a massa, fazemos a História e, que vergonha um povo que se diz "gigante",  fazer uso de uma poderosa ferramenta que é o direito de votar com tamanha leviandade...
Luz de Luma, Yes party!

Fica a pergunta: O Brasil é tão bom quanto o seu voto ou o seu voto é tão ruim quanto seus candidatos?

"Faço parte do mundo e, no entanto, ele deixa-me perplexo"
Frase e imagens de Charles Chaplin.

Consciência faz pensar livre e sem culpa.
Frase com sete palavras, uma delas "consciência" para participar do encontro semanal "Vamos Brincar?". Valeu Chica!! 

P.S. À pedidos, aumentei a fonte do blogue. Está bom pra você ou quer maiorzinha? :) Quem tiver problemas de visão, pode também aumentar a fonte no navegador.

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50 comentários :

  1. Só conhecendo a história podemos entender o que acontece hoje e saber o que esperar do futuro, apesar dos giros surpreendentes da vida. E os caminhos políticos tomam forma, possibilitando-nos fazer escolhas. O povo não se interessa em conhecer a vida dos candidatos, seus pessoais interesses, e vota para agradar alguém , para retribuir favores, por indicação de conhecidos... e depois reclama. Você mencionou "consciência" com propriedade. Só seu uso poderá evitar a culpa, realmente. Uma excelente postagem. Bjs.

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  2. Tua pergunta é instigante,Luma! Lindo teu texto e post.

    Tua frase sobre a consciência, linda! Que todos a tenhamos, a usemos bem, pois andamos precisados dela na hora das escolhas...

    Obrigadão por brincar junto.Fico feliz! beijos,tudo de bom,chica

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  3. Querida luma
    É bom mesmo que ninguém se esqueça do passado! Principalmente de certos erros,para que não voltem, em hipótese alguma a ser repetidos.
    Felicito-a pelo extraordinário texto sobre o que se passa no Brasil,ou melhor, vem passando,porque não é de hoje o que se vive actualmente.
    As conjunturas sociais de agora derivam de anos de má gestão e... afins!
    Quanto ao voto,que alguns dizem ser a arma do povo,talvez não seja bem assim,porque a população ,se não estiver informada devidamente,corre o risco de ser levada! A ignorância convém,infelizmente,a muitos,não acha?!
    é fácil convencer um ignorante.É tudo uma questão de pura demagogia! E os políticos são hábeis nesta matéria.
    Continuação de um feliz 2014,com muita paz,sobretudo agora que se preparam para receber meio mundo,por causa do Futebol.
    Um beijinho
    Beatriz

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  4. Luma,
    vc me instigou ainda mais a consciência sobre o tempo presente e o tempo passado, seus incontestáveis vínculos e as consequências enredadas na aproximação ou no afastamento entre eles.Tenho me perguntado muito acerca destas questões que cada vez mais caracterizam o estado dos fatos que se avolumam ante nossos perplexos olhos.A meu ver o materialismo crescente, fortemente alimentado é sim, co-autor das insuficientes consciências juvenis que grassam nos dias atuais, e nessa esquina se encontra a questão que vc tão oportunamente colocou: qual o real tamanho do nosso voto.
    Entre o real e o possível se faz necessária conscientização sobre o que hoje há e como deve amanhã vir a ser.
    Teu brilhante entrelaçamento das questões aviva a consciência e traz importante reflexão.Grata!
    Boa semana.Bjos,
    Calu

    Obs:vc me lembrou que dei este livro de presente a meu filho no Natal de 2012 e ele não fez a gentileza de mo emprestar.Irei cobrá-lo :)

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  5. Luma, de fato Hobsbawm foi um grande historiador e suas análises são muito inteligentes e nos fazem pensar. A juventude é imediatista, não vê necessidade de História e creio que essa desvalorização do passado contribui muito para a situação ruim que vivemos no presente! Um excelente texto, eu adorei te ler! bjs,

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  6. Muito interessante este texto!!
    E a frase final superou! Meu voto é péssimo por culpa dos eleitores... não tenho opção! Me omito a votar e anulo.

    Bjus!!

    Aline Laitarte - www.bomboneca.blogspot.com

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  7. Que pena que nosso sonhos brasileiros , tem que ter muita garra pra
    por em prática, se não ficamos a ver navios.
    beijinhos tenha uma boa semana.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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  8. Desigualdades sempre vão existir, pq tem gente que se beneficia com isso.
    Assim como tem gente que se beneficia com crianças fora da escola, se não estudam não vão desenvolver habilidades, e para ser um ser pensante elas precisam ser desenvolvidas. Ou seja fica mais fácil manipular.

    Para cada caos, sempre há beneficio para alguém.

    bjokas =)

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  9. Luma, vejo a grande maioria de nossos jovens totalmente imediatistas e futuristas.
    Ditaduras disfarçadas vêm ganhando proporções assustadoras numa era tão moderna, tão livre. Será mesmo que temos essa liberdade? Anotada a dica do livro.

    Gostei também da tua participação com a palavra consciência para brincar com a Chica e aproveito para convidá-la a dar a sua opinião nesta postagem onde lhe citei. Beijo!

    http://ladodeforadocoracao.blogspot.com.br/2014/05/os-blogs-estao-morrendo.html

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  10. Texto muito bom e que desperta a consciência!
    A frase do Chaplin gosto muito... E a frase na Brincadeira da Chica ficou ótima, Luma!!!

    Beijos

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  11. Oi, Luminha!

    Tenho dois livros do Hobsbawm: 'Sobre História' e 'Tempos Interessantes' e gosto de ambos. É muito importante que a gente conheça a história, porque, como diz a máxima: "Quem não se lembra da história está condenado a repeti-la', rsrs. É necessário realmente que os jovens saiam do casulinho confortável em que se encontram e enfrentem os desafios da vida, a começar pelo conhecimento de sua história pessoal e - pelo menos - da história do seu pais. Só assim eles poderão atuar com conhecimento de causa e contribuir para alguma melhoria. Por outro lado, os avanços de um país dependem de muitas coisas, inclusive da NÂO intromissão de outros países em suas políticas internas (se esta não é prejudicial ao povo, nem abusiva, nem injusta... enfim) mas não é isso que acontece.

    Beijo

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  12. Oi Luma! Bons tempos de faculdade quando estudei essa obra de Hobsbawm. Infelizmente, o cidadão vota mal, muito mal. Se a maioria se conscientizasse do poder que tem o voto nulo, podendo cancelar eleições, convocar novas e sem a participação de nenhum candidato anterior, isso sim transformaria o país. De todas as angústias, a que mais me aflige é a falta de educação dos brasileiros. Beijo!

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  13. Olá, Luma.
    Excelente texto; creio que é natural da maioria das pessoas agir de forma imediatista, o que acaba diminuindo seu futuro em prol de uma efêmera vantagem no presente.
    Muito do que citastes pode ser visto no excelente livro (e filme) 1984, de George Orwell, onde o presente é literalmente reconstruído e o passado é reformulado instantaneamente, o que é feito para controlar a população, evitando que se preocupem com o Estado.
    Estive por um bom tempo sem acesso à internet, mas agora isso foi resolvido.
    Abraço, Luma.

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  14. Texto maravilhoso para nos fazer refletir e a pergunta que vc deixou no final "o brasil é tão bom quanto o seu voto ou o seu voto é tão ruim quanto os candidatos?" eu não saberia responder, mas meu coração está aqui com uma grande tendencia para a opção dois. sad but true. beijos.

    http://mahjestic.com/blog

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  15. Eu uso a fonte bem pequena no blog, então nunca poderia reclamar. Acho muito mais estético. E os míopes (e olhe que eu também sou míope) que aumentem a fonte o navegador. Rs

    Bem, sobre o post: eu poderia passar o resto do dia aqui debatendo e comentando tudo o que você escreveu. História era a minha matéria preferida na escola, e não parou por aí. Apesar de já ter ouvido falar dele, nunca li o autor que você citou, então, shame on me.
    Sobre o Brasil, me parece que estão tentando tapar o sol com a peneira, sério. "Não acredite em números que dizem que a desigualdade diminuiu no Brasil", é fato, a mais pura verdade.
    Post de conteúdo, e muito bem escrito. Meus sinceros parabéns, dona Luma.

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  16. Muito bom post! Concordo: os jovens cada vez menos têm contacto com o passado, nem sequer vivem lutos, não visitam a família mais idosa, não estudam a História. Que geração vazia se está a criar!
    Beijinhos

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  17. Olá, Luma!
    Senti sede deste livro... Quando preparo as aulas de história e geografia para meus miudinhos (Ciências Humanas), sempre tenho consciência de sua imensa importância na formação de cidadania junto a eles.
    Jovens que queimam ônibus com gente dentro, sequer possuem consciência sobre seu próprio processo sócio-histórico: de onde seus avós são oriundos; em quais circunstâncias sua família se instalou naquele local; o que o move a cometer o ato e quais as implicações.
    Quanto ao voto, a escolha, por mais consciente que tentamos que seja, sempre recairá sobre os poucos "iluminados" que se candidatam aos cargos. Não podemos antepor alguém de fora, à revelia dos partidos políticos. Começamos engessados desde aí.

    Remetendo-me à história, envio-lhe três beijinhos.

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  18. Minha querida

    Um texto muito bom e para despertar consciências, que infelizmente andam muito longe da realidade.


    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  19. Oi Luma,
    Sabe que até agora eu realmente não sei em quem votar.São tantas mentiras,tanta gente que não se importa de verdade com a gente,tanta coisa pra resolver e tanta falta de preocupação por falta dos governantes que fica difícil.É como se estivéssemos num labirinto,pelo ou menos é assim que me sinto com relação a política brasileira.
    ótimo texto,citei-o no facebook.
    Abraço

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  20. Olha, Luma, me despertou interesse. Mais até pela introduçao do seu texto, que traz boas reflexões. O livro deve ser mt bom. Sobre votações e coisas do tipo, não vejo esperança e acho que os votos são tão ruins qt os candidatos. O Brasil evoluiu sim, mas evoluiria independente de quem estivesse no poder. Só que roubam tanto e está tudo tão ruim que a evolução não é sentida por nós. Enfim, tá complicado. bjs

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  21. Votar um dia fiquei feliz em fazer isso
    Hj nem gosto quando chega as eleições, um texto
    bom valioso , e que fica fora das realidades, a fonte está boa
    e eu estou com saudades de vc no meu cantinho

    Abraços
    Rita!!!

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  22. Muito me interessa esse assunto...estou com umas pendências nas leituras...mas com certeza vou atrás desse autor!

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  23. Oi Luma! Conhecer o passado é importante para que não repitamos os erros cometidos! E eu percebo que as pessoas que ~"não tô nem aí" para o passado, não projetam nada para o futuro, vivem no "deixa a vida me levar"! Sua participação na brincadeira da Chica está muito boa e, ela sim, precisava estar em letras maiores! Bjks Tetê

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  24. ‘O povo que esquece sua história esta condenado a repeti-la’. Jorge Santayana, O Brasil com uma distância de 200 milhas náuticas (370 km) do litoral, não come peixe não possui memoria, e seus políticos se encarregam de apagar o resto. Já não exite "um projeto para o futuro" um ideal a ser seguido, estamos todos assistindo a chegada do dragão Chines de frente à uma TV de 60". Made in... "All eat the Brazil"

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  25. Que maravilha de texto Luma.
    As reflexões e analises estão perfeitas com relação ao desleixo com o conhecer o passado e perda de ligação. Lembrar que a historia se define por estudo do passado com olhos no presente e olhando para o futuro.Se nas escolas muito se perdeu com relação a esta definição, isto estende para a própria formação.
    Ah o Brasil, já nao sabemos se é o povo que nao sabe ou se os políticos não prestam. Lembro que alimentei grandes esperanças com FHC pela sua formação e o que vi foi um tiro no pé com seu processo mal fadado de privatização gerando corrupção nos estados com as concessionárias de energia elétrica e mineração. Ai depois vem a politica que se cria do trabalhador e mais uma vez um tiro no pé.
    Em quem acreditar?
    E saber que tanto nos expomos e lutamos para sair de uma ditadura e ver esta coisa estranha no país.
    Sinceramente nao sei mais o que fazer sem que se mude as leis de responsabilidade e uma reforma profunda na política.
    Perfeita sua frase na participação e este livro me deixou curioso.
    Grato pela partilha.
    Meu carinhoso abraço amiga.
    Beijo de paz.

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  26. Luma eu assino embaixo do comentário do Toninho, realmente a tua postagem mais que lúcida no esclarece, nos faz pensar, eu adoro história, sem ela não entendemos o presente, aliás minha amiga não sabia que Rui Barbosa fez este ato indigno, nossa um ser tão lúcido que tanto bem fez, estraga tudo com um ato que não acredito ser impensado, não, talvez tenha sido acuado ou chantageado para manter sua posição no quadro político da época, não sei, mas sei que precisaria entender saber do conteúdo todo da questão, para então sentir não julgar o porquê, também quando reverenciam Getúlio Vargas eu abomino, sei que ele entregou alguns judeus a navios nazistas, por pura vingança, este eu sei procurou glória terrena quando fez bem aos trabalhadores, conseguiu, seu ego foi satisfeito, não acumulou valores no banco do céu, a paga foi aqui, beijos Luconi

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  27. Bom dia querida!
    Lembrei-me de quando eu tinha 10 anos que ficava imaginando como seria a minha vida e o mundo no ano 2000! Logicamente que eu pensava que seria como o desenho "A família Jackson" - que decepção - hehehehe!
    As raízes históricas são mesmo importantes e vejo como os italianos valorizam e isso e são preparados nesse ponto!
    Estamos sempre lembrando as histórias que a nonna nos contava sobre a guerra, que destruiu a Itália e matou muita gente. Do nonno que foi preso e por um número não foi fuzilado. Pelos nazista que pegaram minha sogra bebezinha e jogaram no chão na neve e tantas outras histórias que nos faziam viajar num tempo que parece muito longe, mas que na verdade não é tão longe assim!
    Infelizmente nunca escutei nenhuma história dos meus avós paternos ou maternos e sempre me pego pensando: "Se pudesse voltar na minha infância, com a cabeça que tenho hoje, faria mil perguntas para meus avós sobre o passado deles e de seu pais" :-(
    Nunca acreditei nesses números sobre a desigualdade social e econômica do Brasil, mas infelizmente a mídia mostra sempre tudo como não é e, ao menos os italianos, tem uma visão de um Brasil que se tornará em breve a maior potencia mundial e que o Lula e a Dilma serão canonizados!
    Como posso confiar numa política onde compram-se votos até mesmo com cesta básica? Deprimente amiga.
    Bjo grande e tenha um ótimo dia.
    Léia

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  28. P.S. Está ótimo!

    Luma, sempre aprendo com você. Grata!!!

    Desacreditada da política brasileira me define atualmente.

    Bjoooooooo.

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  29. A politica parece que anda mal e não é só no Brasil.

    beijinhos

    (para mim, está tudo ótimo)

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  30. Parabéns por nos dar um texto muito inteligente e reflectivo sobre os problemas actuais da nossa sociedade. Infelizmente aqui em Portugal também a corrupção e
    as desigualdades sociais imperam.
    Cabe a cada um de nós tentar mudar este rumo para bem do futuro dos nossos filhos.

    beijinho

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  31. Que maravilha esta série de rflexóes que aqui nos expões querida Luma
    Agora, fala-se muito - de mais - no momento presente, usufruindo-o até à exaustão. Se ssim for, onde está o fruir sem a qualidade da paciência, sem a acalmia do nosso interior?
    Num mundo cada vez com mais sofreguidão de resolver tudo na hora, não há tempo sequer para o Agora. E os políticos prometem para já, todas as mudanças com o conforto que elas proporcionarão. Engano se a principal mudança se faz dentro de nós. E as discrepâncias sociais continuam sem um mínimo de recato, de pudor. Mas parece que é vírus para o qual já não há remédio nem defesas...
    Vale uma mesa redonda? Que belíssimo chá, Luma!
    Muitos beijinhos, querida amiga

    PS: aqui à farinha de milho não chamamos sucrilho...tal como a farinha de trigo, há a farinha de milho. Não será o fubá daí só que mais refinada'

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  32. Um abraço bem forte, bem verdadeiro,
    abraço longo, cheio de sentimento.
    Venho deixar meu abraço pelo dia do abraço
    com muito carinho.
    Evanir.

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  33. Oi Luma,
    Eu nasci em 1947, minha mãe nunca tinha ido a escola. Ela mãe fez questão que eu estudasse. Lembro que nós tínhamos que fazer uma prova de admissão para entrar no ginásio, se não passasse não estudava aquele ano, muito desistiam. Eu passei e fui a melhor colocada, só que era pobre- como comprar os livros, atlas, etc? Quem era pobre e tinha vontade de estudar se submetia a uma prova dificílima para ganhar uma bolsa estudo( enfim era uma ordem de pagamento que retirava no banco para comprar os materiais). Eu fiz e ganhei.
    Eram quatro anos de estudo e todo ano tinha que fazer a dita prova, se não passasse perdia a bolsa. Eu sempre passava.
    Daí para frente era mais fácil, pois de tanto estudar que me tornei uma professora super exigente com meus alunos, apesar da mordomia do ensino( progressão continuada, sempre fui contra) e, não obedecia esse sistema.
    Hoje os alunos têm quase tudo de graça, que perderam a vontade de estudar e se escorregam para as drogas.
    Trabalhar pra que, as esmolas advindas...são tantas e ainda sobra pra comprar uma pedrinha de crack.
    Nós estamos num mundo de salve-se quem puder e eu até hoje sou enérgica com minha cria que tem 31 anos e sempre foi muito bem no estudo.
    Onde estão os exemplos, se perderam nos que vêm do alto.
    Obrigada pelo carinho
    Beijos
    Mundo dos Inocentes
    Desculpe os erros tentei arrumar , mas não dava certo o foco

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  34. Ola luminha,
    Eu penso que quem não revê o passado não tem com avaliar
    as escolhas, os caminhos, os acertos os erros. Penso que o passado é o alicerce do hoje e do futuro.Quem se esquece do passado esta a merce de repetir os erros.
    Meu marido é judeu e eu sou catolica.Tenho dois enteados e vi que os colegios judaicos todo ano manda uma turma para polonia, alemanha(holocausto) para nunca esquecerem daquela tragedia. Nem sei se estou falando em cima do que vc postou, mas me sinto tão a vontade nesse cantinho que vou escrevendo e contando minhas historias. É isso minha linda, acho que vc ja pode fazer umas poesias, haahahaha pois tem se inspirado la no meu cafofo.E eu adoro.
    Beijos, boa sexta com muita paz e luz no coração.

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  35. Esqueci de dizer que depois da viagem a polonia e alemanha eles vão pra israel conhecer a terra deles, dos costumes etc...

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  36. Oi Luma
    visitei a Ana e digo que os blogs não morrerão, enquanto existirem blogs assim como os seus, onde venho aprender o que a escola negligenciou ou até eu negligenciei. Sempre aprendo, e quando vejo os comentários bem escritos, debatendo algo que não conheço, sinto um pouco de vergonha. Mas fazer o que, não conheci o historiador citado, tampouco o livro.
    Concordo que a historia não possa ser esquecida, mas creio que nossos jovens estão sem expectativa de vida beirando a uma selvageria num país caótico.
    , O voto é encarado como um vilão. Mas vilão mesmo é a representatividade escolhida por nós. Qual opção? Sinceramente, não vejo saída. Observei que são os piores tempos . E tudo se repetirá, fará parte de uma história que muitos querem ver esquecida.
    bjo
    Zizi

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  37. Bahhhhhhhhhhh... a pergunta final é matadora, Luma! Acho que vou usar o finde pra refletir sobre o caso... hehehe! E tipo assim: tô querendo provar já esse JägerBomb... uia! Bjos, querida!

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  38. O futuro está muitas vezes inscrito no passado (e depende dele em larga medida), mas nós não o conseguimos decifrar...
    Magnífico post. Para ler e meditar.
    Tem um bom fim de semana, querida amiga Luma.
    Beijo.

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  39. A letra para mim esta ótima...terminaste com uma bela pergunta afff...
    Gostei do post.

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  40. Luma, amei as ilustrações com o Chaplin. Penso que se o povo tive consciência na hora do voto, depois não precisava ficar manifestando contra as irregularidades que acontecem.
    Fico feliz que tenha gostado do meu novo layout, eu amei.
    big beijos

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  41. O nosso maior problema é que nem todos conseguem refletir sobre esses temas, por isso estamos assim.
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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  42. Luma,
    uma análise estupenda! Infelizmente, o passado deveria ser a lição para no presente decidirmos o futuro...mas...

    Beijinho

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  43. Oi Luma :)
    Conhecer o passado, nos possibilita projetar melhor o futuro...
    É uma pena o povo tratar com leviandade, o ato nobre de votar,
    a maioria das pessoas não tem consciência do poder que tem o voto.
    Muito bom seu post. Como sempre inteligente, reflexivo e instigante.
    Bjs!

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  44. Extremamente oportuno este texto. Sempre gostei de História e continuo a acompanhar os acontecimentos, nacionais e mundiais (parece que os problemas no Brasil são muito idênticos aos de Portugal, atualmente). Sempre me admirava quando muitos alunos me diziam que não gostavam nada de História (eu não sou da área, lecionava Português, mas havia tantos assuntos que tinham que ser entrosados com a História, Geografia, enfim, com as ditas áreas da humanidades), No entanto, ficavam presos às minhas palavras quando, nas aulas, fazia toda esta interação/integração de saberes. Na verdade, não se pode ser um ser humano completo se não conhecer (para compreender o mundo em que vive) o passado.
    Por cá, dia 25, realizam-se as Eleições Europeias... E sempre votei, nunca deixarei de exercer um dever/direito que tão difícil foi de conquistar.
    Gostei imenso!
    Bjo, Luma :)

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  45. O povo reclama da política, dos políticos, mas tb não se interessa em se informar, buscar conhecimento, seja no presente ou pelo que ocorreu no passado. Reclamar é mais fácil do que agir, né!
    Adorei a pergunta... acho que as duas colocações estão corretas, infelizmente.
    Bjns
    :)

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  46. Esse seu texto me fez lembrar uma "reflexão" de um amigo meu, ele postou algo assim no Facebook dele:

    Frase de um determinado povo: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas sim, o que você pode fazer pelo seu país!"
    Resultado: grande potência!

    Frase de um país de terceiro mundo, onde a grande maioria é pilantra e rouba pra todo lado: "O que o meu país pode fazer por mim? Onde consigo mais, fazendo menos ou nada?"
    Resultado: Só tem rato se matando pra roubar mais!

    Acho que a mudança não está, apenas, nas mãos do governo, mas de toda a população que habita um país. É claro que o governo contribui, mas todos são responsáveis pelas melhorias.

    beijinhos

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  47. Oi Luma,
    Seu texto e sua frase, ótimos, não apenas serve ao Brasil. Por aqui cai como uma luva!
    Hoje pela manhã marido saiu para votar (não é obrigatório) para o Parlamento Europeu. E antes viu na tv que era alta a possibilidade de haver uns 63% de abstenção. Dá para acreditar?
    A soberania de um país passa necessariamente pela prática das eleições. E muitos ainda não enxergam isto. Pena!
    Belo início de semana.
    Bjks.

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  48. Tem muita gente que nem sabe direito em quem está votando,quanto mais avaliar o passado do candidato e de sua nação.Quanto a sua pergunta as pessoas não sabem votar e pra completar os candidatos são ruins.Passei muito tempo votando nulo,agora estou tentando votar no menos ruim...

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  49. Luma querida,
    belo texto, ótimo p/ refletirmos!
    Gostei da sua pergunta, ótima colocação, mas infelizmente
    é difícil confiar em algum candidato, o Brasil precisa de uma
    mudança geral e os candidatos a presidência são terríveis.

    Fique com Deus!
    Beijão ♥=♥

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  50. Mas existe a desvalorização das relações porque os jovens são criados por adultos que também não sabem a essencia desta cultura. E cada geração repete este ciclo, com outros termos e em outros contextos: vamos piorando em algumas coisas, e melhorando em outras. Mas estamos sempre numa cultura de alta concorrencia e baixa consciencia. "O ontem serve em prol do que posso usar a meu favor hoje e amanha, fora isso, é dispensável.", esse é o pensamento recorrente. Um exemplo basico disso é que a maior nação do planeta "acabou com a discriminação racial oficialmente ontem", mas praticamente todos os seus maiores astros do esporte (exceto, e por enquanto, na natação) possuem a pele negra. Essas pessoas realmente estão livres, ou foram migradas do mercado de serviços para o mercado de entretenimento? Mas sempre é curioso quando falamos "dos jovens" como se não tivessmos "sido eles" um dia, heheh...

    O materialismo em si não é uma "praga de uma geração", mas uma cultura que literalmente vem sendo vendida desde a geração dos nossos pais. O Brasil é o que é porque tem uma cultura de que "tudo pode, e se não pode, damos um jeitinho". Vai da politica àquela burladinha num sistema de comentários pra ele funcionar no nosso site como não funciona nos demais. Do "eu, imagina! eu jamais faria isso" ao "é, tem gente que merece isso mesmo". O país é tão bom quanto o nosso voto, pois fazemos todos parte da mesma panela corrupta, incoerente e levemente inconsciente. O convivio com tais atos / erros não nos torna melhores simplesmente pq não os praticamos... talvez somos melhores quando olhamos para a historia e procuramos entender como acontece hoje, para fazer diferente amanha. Mas não chegamos a ser tão melhores assim. Beijos :)

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