A dor humana é inevitável. Qual a sua droga?

Os anos 90 foram a década do Prozac, quando uma classe de antidepressivos chamados ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina) passou a dominar os tratamentos psicológicos e a psiquiatria passou a medicar o mundo redefinindo e popularizando a depressão, expandindo o uso de drogas psicotrópicas e incluindo na diagnose a "reparação da personalidade".

A psiquiatria tornou-se a "Big Science", pela eficácia dos novos fármacos e velocidade dos tratamentos e os psicoterapeutas perderam para as drogas a liderança na área da saúde mental.

Instituído o "Império Serotonina", veio a contrarrevolução de terapeutas, sociólogos e humanistas. Não apenas por causa de suas perdas em prestígio e renda, mas por causa do modelo mecanicista em que a psiquiatria biológica baseava o cérebro - bloquear um neurotransmissor aqui, cortar um tumor lá - O que por definição é irracional e que ignorava totalmente a consciência humana, oferecendo a ilusão de domínio sobre os pensamentos. 

Todas as novas pílulas cerebrais afetam apenas quatro neurotransmissores e sem a certeza de mapeamento - é como uma partida de xadrez sem a clareza dos movimentos dos peões. Muitos livros de terapia atuais, como "Felicidade Artificial" de Ronald W.  Dworkin - pregam humildade diante da complexidade da mente humana (e da própria depressão). Entre outras sugestões, há uma maior aceitação da infelicidade comum como um fato temporário, mas inevitável na vida.

"A prescrição de antidepressivos para crianças rouba delas uma experiência psicológica importante: estar infeliz às vezes "

Eric Wilson, em seu livro "Against Happiness: In Praise of Melancholy" defende a tese sincera do "estar melancólico". Ele lembra repetidamente que vida também significa dor e morte, e que devemos abraçar esses momentos para encontrar a nossa "alegria triste". Mas a maioria das pessoas estão muito aflitas e ocas para entender isso, distraídas por pílulas da felicidade e shopping centers. Provavelmente nunca com tempo para percorrer "um túnel de folhas multicoloridas de Outono com o coração irremediavelmente rasgado".  

É preciso entender nossas tristezas para viver as nossas alegrias. O que Eric Wilson pretende em seu livro é dizer aquilo que vemos em nosso dia a dia, mas que muitas pessoas precisam ler para crer. Ele ataca a busca pela felicidade através da alegria forçada do consumismo contemporâneo e defende a necessidade de uma tristeza normal.

Lesley Hazleton fez os mesmos argumentos, pré-Prozac, em 1984, em "The Right to Feel Bad" (O Direito de se sentir mal). Barber e Dworkin, entre outros, também citam a nossa auto absorção, isolamento e materialismo como fatores contribuintes para a depressão. 

A Depressão age como uma doença multissistêmica, que danifica o cérebro, mas seria o caso de tratar todos os transtornos de humor com antidepressivos? Um país não pode gastar mais dinheiro com antidepressivo do que com detergente... é o que vem acontecendo. Você pode não estar usando um antidepressivo, mas muitas pessoas estão.

A depressão pode ter causa bioquímica, mas não são todas as depressões tratáveis com drogas, mas nós gostamos de soluções rápidas. Nós gostamos de drogas. Afinal, depressão passou a ser apenas um desequilíbrio químico? Esse jeito de pensar, também fez a depressão mais acessível. Estão todos depressivos?

O ponto crucial veio em 1980 com a terceira revisão do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais", coordenada pelo Dr. Robert Spitzer, da Universidade de Columbia. Para contornar a guerra de territórios escalada entre psiquiatras e médicos para o controle da saúde mental, ele escolheu o termo "teoria neutra" e o que já havia sido identificado como "doenças" ou "reações" passaram a ser tratadas como "transtornos". 

A timidez passou a ser tratada por "transtorno de ansiedade social"; uma das muitas condições comuns para a qual já estão prescritos os SSRIs - Se fosse chamada "doença de ansiedade social" - como muitos de nós conversaríamos sobre a timidez em festas?

As empresas farmacêuticas e os médicos começaram uma cascata, uma indefinição de categorias entre a depressão e a ansiedade, raiva, preguiça ou baixa auto estima. Tratá-los representou um enorme mercado em expansão "Questões de estilo de vida" e como resultado, milhões de pessoas são prescritas - ou seja, tratadas como se o mal estivesse instalado, quando estariam apenas se sentindo bem tristes. 

As drogas no tratamento da depressão leve não são melhores do que placebos e sua lista de possíveis efeitos colaterais começa com disfunção sexual e estende-se para ansiedade, agitação, pesadelos e sentimentos suicidas - os mesmos problemas que eles deveriam resolver. No entanto, quase todas as grandes empresas estão sendo investigadas criminalmente ou civilmente por supostamente tentar promover os seus medicamentos para além dos seus usos aprovados.  

Mesmo com todos os seus lucros, a indústria farmacêutica não se incomoda de pesquisar novas drogas maravilhosas, pois estão ordenhando as vacas de dinheiro que eles têm. Consequentemente, o mercado se tornou especialmente competitivo e desagradável: As empresas têm ajudado a transformar a FDA em um tigre sem dentes, e eles pagam os médicos para subestimarem produtos rivais em revistas médicas. 

A depressão precisa ser definida de forma mais rigorosa, informando os pacientes sobre o que eles estão se metendo e combinando antidepressivos com aconselhamento, tornando a terapia mais eficaz. 

Se alguém lhe perguntar "Oi, como vai?", pense duas vezes antes de responder "Não, não está tudo bem". Responda rapidamente: "Está tudo bem", mesmo que na verdade, não esteja totalmente bem. Explicar que não está tudo bem, dá muito trabalho. Mais fácil responder que "Está tudo bem". Talvez por isso tornou-se mais fácil tomar uma pílula do que explicar/entender o que você está sentindo.

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114 comentários :

  1. Bom Dia!

    Minha droga tem sido Filmes e Séries. Ando com preguiça de ler. Estou com alguns livros na cabeceira da cama, parados há meses. Sair de casa também me distrai bastante. Como também telefonar para uma amiga em especial, por ela me fazer rir.

    A distração também vem como não pensar na dor física. No qual só tomo algum analgésico quando já esgotei tudo para conseguir dormir. Boas horas de sono pesado é revigorante!

    E sim! Quando alguém me pergunta se está tudo bem, eu respondo que sim. Mesmo tendo motivos sérios para que não esteja tudo bem. Porque do contrário passamos por chatos.

    Beijos,

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    1. Oi, Lella!
      Quando o nosso cérebro não produz algumas substâncias ou elas são insuficientes, o médico pode receitar drogas para ele funcionar direito ou se aproximar da normalidade. Mas se não é necessário, porque vamos nos apoiar na conduta errada? Você faz o certo, que é distrair a tristeza. Todos nós temos a tristeza em nós, que é ativada quando alguma coisa acontece fora do nosso controle. A aceitação da tristeza como uma normalidade, nós faz mais capazes de reconhecer alegria nos momentos. Quanto à dor física, essa é bem mais difícil de burlar. Mas já observou que quando pensamos muito na dor, ela piora?
      A questão é de responder que está tudo bem, é que as pessoas já estão saturadas com os seus próprios problemas e nem sempre é do interesse delas saber dos nossos problemas. Existe a medida, a quem dizer e o que expor.
      Beijus,

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  2. Eu sou da liga anti remédios.

    Detesto e faço minhas tramóias para não tomá-los. Fico muito melhor sem eles e enquanto der! Não pretendo ficar pra semente, portanto, acho que saber que a dor existe e saber suportá-la sem ficar grogue é importante ! Enquanto puder, farei assim, Mais uma vez a advertência: Não façam o que eu faço, pode não ser o melhor e mais acertado,rss.

    E quando moei na Itália, ao passar pelas pessoas e perguntar :
    Oi, tudo bem?
    Vinha a resposta que me irritava sobremaneira>/

    - Se tira avanti@! ( uma espácie de vaamoooooooooooooooooooooooooooos iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo, vai de levaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaando>>>

    Putz, aquilo me irritava e eu dizia: Não é assim! Se diz. tá tudo indo e vamos que vamos sempre!

    Não sei o que pensavam. Eu reclamava em casa e dizia que os italianos de lá são depressivos. Hoje vejo aqui no Brasil essas mesmas respostas.

    Pena! beijos,chica

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    1. Chica!!
      Dependendo do remédio, você não pode deixar de tomar, principalmente aqueles que você precisa tomar, tais como para diabetes, hipertensão, cardiopatia, hipotiroidismo...
      As pessoas andam tomando muito relaxante muscular, analgésicos, moderadores de apetite... por conta própria. O exagero provoca a reversão da doença, ela volta com mais força. Assim um remédio para dor de cabeça, também poderá ser o causador desse tipo de dor.
      Chica, não somente os italianos, mas aqui no Brasil, lembro que as pessoas respondiam "Vai indo". Os milanenses sao os mais tristes da Itália, mas não à toa. A cidade já é bem triste!
      Beijus,

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  3. Ótimo texto, como sempre...

    Bom dia, amore!!!

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  4. Luma, bom dia!
    Sempre são muito interessantes os temas que escolhe para postar.
    Aprendi ao longo do caminho que é muito útil fazer a seguinte pergunta todas as vezes que lidamos com receitas para melhorar a qualidade de saúde ou de vida: "é natural?"
    Não sendo natural provavelmente tem alguém ordenhando vacas de dinheiro por trás.
    E concordo com o comentário da Chica.
    Devemos ser como as crianças pequenas, que riem e que choram sem levar nada para o próximo momento...
    Beijão

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    1. Oi, Astrid!
      Você é muito boazinha comigo! :)
      Tem muita gente brincando de médico e não sabem o risco que correm ao administrar rémedios sem necessidade. Tenho saudade do médico de família, aquele que se responsabilizava por seus atos e sabia receitar um remédio. Atualmente está difícil médico que saiba diagnosticar e passar o remédio certo. Diante disso, a medicina natural e preventiva é o mais indicado.
      Eu amei o seu conselho!! :)
      Beijus,

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  5. Como um sentimento pode ser calado com um remédio?
    Em um trabalho missionário no Piauí eu conheci uma mulher com depressão, ninguém sabia explicar o motivo de ela estar triste mas bastou elogiarmos os seus lindos olhos verdes para ela começar a sorrir e se sentir melhor.
    Os remédios simplesmente derrubavam ela com um sono, não faziam a tristeza passar mas um elogio, a admiração de outro ser humano, fez ela sorrir e ver ela sorrir me fez sorrir também pois eu estava um pouco desanimado naquele dia.

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    1. Oi, Pedro!
      O sentimento só vai ser anestesiado para retornar quando a droga não estiver fazendo mais efeito.
      Existem muitas pessoas solitárias que não optaram pela solidão, mas porque não encontram alguém que as compreendam.
      Somos passíveis de sentir tristeza, mas se essa se torna constante, vira uma doença da alma. Acredito na terapia do sorriso, do abraço, da amizade... toda terapia que existe troca de calor humano!
      Beijus,

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  6. Música e oração . Esses remédios sao inimigos , eles apenas camuflam a dor da alma , cabe a nos saber viver como disse Roberto na canção . Obrigada pela visita Luma
    Beijo

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    1. Oi, Yasmine!!
      Muito bom ter você por aqui!
      Acredito no poder da oração, pois ela como uma ladainha funciona como um mantra fazendo vibrar energias e atrair para nós as energias positivas e afastando as negativas.
      Saber viver é fundamental, mas até lá precisamos de apoio de quem já sabe viver!
      Beijus,

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  7. Oi Luma!

    Parabéns pela matéria!

    Quando meu pai faleceu, queriam que eu tomasse remédio para ficar calma, para parar de chorar, para dormir. Recusei. Eu queria chorar toda a minha dor. E chorei. E foia melhor coisa que fiz. As pessoas confundem tristeza com depressão.

    Há dois anos uma tia estava sem querer comer. Só queria dormir. Todos afirmaram que era depressão pela morte do filho. Levaram pra psicólogo e este a encaminhou para um psiquiatra. Depois de quase um ano descobriu-se quero verdadeiro problema dela era na Tireóide e com o tratamento adequado ela ficou curada.
    Temos que ter cuidado com os diagnósticos e se realmente o problema tiver a necessidade de fazer uso de medicamentos, que seja.

    Beijos!

    Selma

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    1. Oi, Selma!
      Assim como fez a sua tia, precisamos procurar pelo profissional sério, mas tá difícil encontrar responsabilidade aliada a competência.
      Que bom que você conseguiu dar à volta na depressão causada pela perda. Quando a minha mãe faleceu, eu não fiquei depressiva, porque eu tive um tempo para me despedir dela - fiquei ao seu lado no hospital enquanto estava em coma - e fui percebendo que o fim era inevitável. A aceitação foi o que me salvou. Não podemos ir contra os propósitos de Deus. Sinto falta dela, choro quando a saudade aperta, mas não me deprimo.
      Temos que ficar atentos!!
      Beijus,

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  8. Quando tive um Avc, resolveram que eu iria deprimir e dá-lhe antidepressivo. Não deprimi, mas fiquei obnubilada. Parei de tomar, sofri, chorei mas voltei a pensar como gente.

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    1. Oi, Lili!!
      Aprendi uma palavrinha nova: "obnubilada". A recuperação de uma AVC necessita do uso de remédios para controle emocional para que o quadro do paciente se mantenha estável. A preocupação por ter um AVC pode atrapalhar a recuperação. Passada a fase de confusão mental, o uso do medicamento deve ser descontinuado. Em geral, algumas pessoas que apresentam hipertensão, somente o remédio e dieta para controle da pressão não funcional, precisando também de um ansiolítico. Ainda bem que conseguiu recuperar seu controle emocional!!
      Beijus,

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  9. Boa tarde, Luma! Como vai?

    Olha, este tema rende... aqui em minha região, um daqueles psiquiatras de fama, mudou tudo.
    Agora as depressões passaram a esquizofrenia, diversas vertentes, muitas mesmo.
    Uns pacientes adoraram, outros abandonaram todo o tratamento.
    A neurociência ainda engatinha, e a nutrição. Estilo de vida e alimentos corretos podem fazem milagres.

    Parabéns por tema tão necessário,
    Beijos.

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    1. Oi, Cristina!
      Um neurologista é melhor capacitado para diagnosticar o problema causado no cérebro por uma química ineficiente. A esquizofrenia só pode ser diagnosticada com exame clínico, apesar de não existir exames que a confirmem, mas isso não significa que os que existam sejam dispensáveis. Por meio deles, é possível descartar outros quadros, o que reforça o diagnóstico da esquizofrenia. Não tem como confundir uma depressão com esquizofrenia - saber os níveis da dopamina e como ela está agindo no cérebro. O tratamento errado de uma depressão pode caminhar para uma esquizofrenia.
      Realmente, a vida com melhor qualidade evita estresse e alimentação equilibrada faz o corpo todo funcionar direito.
      Obrigada!!
      Beijus,

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  10. Bem, de 1994 a 1998, eu sofri de um quadro de depressão bem intenso, algo que me deixava incapacitada para a vida mesmo. Mal conseguia sair para trabalhar, chorava o dia todo e quando não estava no trabalho, que fazia tudo muito mal, estava sentada em uma cadeira de balanço chorando e querendo morrer. Não sabia de onde vinha tanta tristeza e falta de esperança. Tomei doses cavalares de antidepressivos que me fizeram bem na época, me tirava das crises, mas era só baixar a dose que tudo voltava. Um belo dia a depressão não voltou logo depois do médico suspender a medicação. Nunca mais tive um quadro de depressão igual aquele. E te digo que nesses casos a medicação é muito bem vinda, mas só nesses casos intensos. Para curar infelicidade normal da vida não se deveria dar esse tipo de medicação como se faz hoje em dia, sou contra isso. Acho que devemos saber lidar com nossas tristeza. Há muitos anos que não sei o que é tomar antidepressivos ou qualquer um desses medicamentos e espero ficar assim.

    Beijocas

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    1. Oi, Dama!
      Precisamos de tempo para viver a tristeza profunda gerada por um sentimento de perda - nem sempre provocada pelo luto de alguém que morreu, mas de algo que queremos sepultar. Acredito no direcionamento do nosso pensamento e nesse meio tempo, você deve ter feito sua própria cabeça, num linguajar mais rude. Isso propicia a reação - Alguas pessoas não acreditam no pensamento positivo que sempre vem acompanhado do amadurecimento emocional e o encontro de novos caminhos.
      O texto que escrevi, falo de sintomas de tristeza que os médicos estão tratando como depressão, mas isso não é culpa deles. Muitos pacientes vão ao consultório somente para pegar receita. Se o médico que trata não dá, o paciente procura outro médico que nao conhecendo o histórico anterior, prescreve o que não deve. Sou a favor da comercialização de um placebo... rs. Mas o FDA não permitiria. Pelo menos assim, a pessoa carente estaria se sentindo tratada!
      O auto conhecimento só acontece com muito esforço, mas as pessoas estão muito preocupadas com vitrines para pensar em si mesmas.
      Beijus,

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  11. Sei não! Tenho repetido muitas vezes, que já passei da metade do ciclo biológico, e que me falta, eu não tenho pressa, que é ENVELHECER E MORRER. A despreocupação com a seriedade da vida me chegou pelo que passamos, e vemos, que desde muito antigamente, certo estava quem disse: "quem é que, por mais apreensivo que esteja, seja capaz de aumentar meio metro de vida em sua existência?" ...

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    1. Oi, Adão!
      Eu acredito no destino e sei que Deus nos dá a chance de viver muitas experiências, mas outras são experiências direcionadas para vivermos, como se assim fosse para amadurecermos a nossa alma. Um aprendizado para a eternidade. Precisamos aprender a ter basicamente paciência e com ela a aceitação. A tristeza é consequência, mas devemos confiar em Deus! Ele estará apoiando todas as nossas ações se essas forem do bem! Essa fé, de certa forma, nos deixa mais confiantes e a depressão fica mais difícil de se instalar.
      Beijus,

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  12. Oi, Luminha,

    Acho que grande parte da depressão do nosso tempo resulta de coisas como, por exemplo, o encasquetamento da idéia de que a infelicidade e a frustração não são naturais. A tolice de achar que as tribulações devem ser evitadas a qualquer custo, a expectativa de que a vida tem de ser como mostrada nas peças publicitárias e, de quebra, o enfraquecimento da igreja e das instituições que - de um jeito ou de outro - informavam às pessoas que a estória não é bem assim, rsrs. E isso sem falar na busca da felicidade em coisas materiais e nas sensualidades, quando a vida é uma jornada espiritual. Então, de repente, quando a pessoa é confrontada com a realidade, com as contradições existentes entre o que ela acredita e o que acontece de fato, ela entra em depressão. Diante disso, a indústria médica e farmacêutica se posicionam como podem. Mas o alívio só virá quando as questões fundamentais da existência humana forem compreendidas como são. Pessoalmente sou tão contra as drogas que o meu marido e filhas dizem que eu só tomo remédio (analgésicos, antibióticos, etc.) se me forçarem, rsrs.

    Um beijo!

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    1. Oi, Marly!!
      É isso mesmo! A comercialização do sorriso está custando caro para a nossa sanidade mental. Não é possível alguém ser feliz o tempo todo, assim como é impossível ser triste o tempo todo. Precisamos de medida para encarar a realidade do que é viver, pos se não for agora, essa será cobrada na vida adulta.
      No passado era mais fácil viver, tínhamos a família por perto para apoiar, tínhamos fé e também amigos de fé! Ah, e essa disputa pelo melhor corpitcho. Mulheres com mais de 60 colocando silicone... povo sem noção!
      Infelizmente o comércio vale mais que a vida humana. É preciso ter bom senso!!
      Está certa! Só devemos tomar remédio quando temos alguém que se responsabiliza pela sua receita!
      Beijus,

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  13. Olá, amiga!

    Por anos passei sem entender minha intensa instabilidade de humor. Já fazia tratamento para a depressão, até que minha psicóloga decidiu me encaminhar p/ um psiquiatra: "Transtorno bipolar", disse ele, enfático.
    Desde então, passei a me intoxicar com psicotrópicos terríveis - entre eles, o lítio, que dentro de uma semana resultou num distúrbio da minha tireóide. Desenvolvi hipotireoidismo. Que susto! Mas bastou suspender esse medicamento pra tudo se estabilizar, graças à Deus!

    Foram anos, Luma, tomando medicamentos, fazendo terapia, passando deste p/ aquele psiquiatra... Deus sabe como sofri!
    Até que numa noite orei, dizendo à Deus que não queria mais ficar dependente de medicamento nenhum e que queria ser curada.
    Da manhã segte em diante, nunca mais coloquei um remédio sequer na minha boca, deixei de fazer terapia e de ir ao psiquiatra e de lá pra cá tenho me sentido mto bem.

    Por outro lado sei que se Deus criou os médicos, foi pq eles têm importância em nossas vidas. Em outras palavras, sei que errei suspendendo uma medicação repentinamente, deixando de me consultar, etc... Não recomendo a ninguém. Mas por outro lado penso que talvez tenha sido msm minha hora.

    Luma, amiga, é fato: minha fé me curou!
    Bjs e maravilhoso post. Como sempre!

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    1. Oi, Karin!
      Sabe que quem tem problemas na tireoide não pode tomar nada que contenha litio. Algumas pessoas fazem consumo abusivo do "lazix" que é um remédio para retirar o excesso de líquido do organismo, provocado por inchaços quando a pressão arterial sobe muito. Não sabem o quanto estão mexendo com o metabolismo. Quem tem problemas de tireoide também tem problemas com o humor e muitas vezes é confundido com outras doenças. Em Portugal, nesse último mês, foi baixada uma portaria, que exige que a mulher ao engravidar, faça a dosagem do hormônio da tireoide no pré-natal. Ajuda a prevenir doenças como a eclampsia e a tal febre puerperal, além dos próprios problemas da tireoide que são desencadeados pela gravidez.
      Veja o comentário da Selma, logo acima. Ela relata que a Tia foi diagnosticada com depressão e na realidade também estava com problemas na tireoide.
      Mas é bom que procure um médico para saber como está a sua tireoide. Muitas mulheres na gravidez e um pouco após adquirem doenças transitórias, mas um problema na tireoide não é para ser deixado de lado!
      Beijus,

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  14. Oi Luma,
    Já tive uma fase de profunda tristeza que durou alguns anos, q eu aliviava com grandes caminhadas, ouvindo música, no calçadão dos jardins da praia em Santos. Caminhei muito na chuva, chorando e rezando.
    Outras vezes, em q não se podia caminhar, mergulhava nas séries de tv. Distrair a mente me ajudou bastante.
    Remédios só tomo qdo é absolutamente necessário, e protelo ao máximo a toma do mesmo. Mas tenho amigos e conhecidos q de alguma maneira, num determinado momento, precisou ou precisa deste tipo de fármaco.
    Penso q palavras curam mais q este tipo de medicamento.
    Bjs.

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    1. Oi, Luciene!
      Eu imagino a dor que estava em seu coração e espero que ela tenha ido embora pra nunca mais voltar. Lógico, temos dias de tristeza, mas nada que se compare a uma tristeza imensa como a depressão.
      Distrair a mente é muito bom, mas um outro exercício é, na impossibilidade de falar com alguém, justo porque fica complicado saber por onde começar e só falamos com alguém dos nossos problemas quando estão quase resolvidos... é você tentar coordenar as ideias e falar com você mesma. Se achar melhor, alinhe os pensamentos através da escrita, mas o exercício consiste em "falar", assim como fazemos com um psicoterapeuta.
      As palavras curam...
      :)
      Beijus,

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  15. Luma

    Alguns remédios sao necessários quando o diagnostico é
    Dado corretamente. Vi amigas tomando prozac, lexotan, com prescrição medica , mas se acabaram . Eu evito remédios, so quando necessários, e nao abro nenhuma porta para a depressão , mas sei de pessoas que nao conseguem controlar, so com o uso de remédios.
    Eu sigo na paz,
    Bj
    Zizi

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    1. Oi, Zizi!
      Eu não disse que eles são desnecessários, mas que estão usando sem critério. Tentar manter a sanidade não depende somente de nós, infelizmente. Devemos lembrar sempre dos conselhos das nossas mães "cuidado com as más companhias". :)
      Beijus,

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  16. Luma mais uma vez você acertou em cheio, é muito importante sim tomarmos todo o cuidado no que se refere a estas drogas, parabéns pelo alerta, beijos Luconi

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  17. Um assunto intenso, hoje há remédio pra tudo, basta reclamar para o médico que lá vem as ditas drágeas, e muitos confundem depressão com tristeza, e até mesmo preguiça...kkkk
    Sempre fui contra tomar remédios por qualquer coisa, qdo perdi meu filho fiquei em tal estado que me baixaram por dias em um hospital e me diagnosticaram com depre, mas era apenas tristeza pelo fato ocorrido enquanto permaneci no hospital tomei remédios que me deixaram sem sentir a dor...mas qdo saí remoí toda a dor que uma mãe tem direito de sentir, e nunca mais tomei remédios...e não tomo , as vezes fico triste mas passa , levanto rapidinho , sacudo a poeira, afinal a vida é mto curta, e gosto de senti-la!
    Mas há casos que os remédios são necessários!
    Tenho uma amiga que toma soníferos há 10 anos , e não dorme sem eles.
    Cada caso é um caso!

    ainda recuperando a visão
    bjss

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    1. Oi, Lena!
      Você está certa, mas preguiça pode ser sintoma de muitas doenças, como por exemplo anemia, problemas da tireoide, como também da própria depressão, entre outras.
      Acho que você passou pela pior dor que deve existir nesse mundo... se passou por ela, passará por qualquer outra!
      Os remédios são necessários quando o nosso cérebro não produz algumas substâncias para pensarmos direito.
      Atualmente a terapia do sono tem ajudado pessoas com insônia, mas é necessário ser encaminhada primeiro para um exame de polissonografia. Até mesmo um simples bruxismo pode causar insonia por anos, sem que a pessoa tenha consciência. Peça para a sua amiga consultar um neurologista. Um clínico não especializado não pode receitar calmantes.
      Beijus,

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  18. Querida Luma
    Todos, mas todos os teus posts são belíssimos. Mas vou-te contar. Este arrasa!
    E arrasa porque mordes tantas coisas ao mesmo tempo que nem dás tempo para pensar na anterior...E depois é tudo sopa no mel. Conheces este ditado?
    Agora se não vai prozac vai outra fluoxstina qualquer.
    Mas a trsiteza de uma depressão Luma, não é um pedaço de vida triste, não. É não ter vontade nem força de morrer!
    Mas que esta indústria prolifera e enchem-se bolsos , não se duvide. Tanto esta como a do colesterol, ultimamente. mas nem em tudo se pode acreditar. A psiquiatria é um campo mais difuso, daí mais abragente ou não esteja relacionado com a mente. E tanto se poderia aqui dizer
    Mas gostei dessa. "Esta tudo bem" Não vale a pena explicar até porque às vezes até nem ligam a essa dor!
    Aquele grande abraço querida!

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    1. Oi, Manuela!!
      Obrigadão!! Não conhecia o ditado, aqui se diz: "Mosca na sopa" é a mesma coisa? Senti essa tristeza somente uma vez na vida e mesmo assim tive forças para retroagir. Se vamos viver, vamos viver com menos tristeza e como fazemos isso? Pensando nas alegrias. Se não as temos, vamos procurar por elas.
      Hum... ainda não tinha pensado sobre a indústria do colesterol. Procede, Manuela... há muita coisa acontecendo fora da nossa compreensão ou que manipulam para que não as enxerguemos.
      O desânimo de explicar é que nesse momento não confiamos as nossas emoções a qualquer pessoa.
      :)
      Beijus,

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  19. Olá, Luma..:)
    Humm...quer dizer que "depressão" gera "dindin" neh..:-))
    Consumismo=dá uma sensação de felicidade artificial; não consumismo=infelicidade..? Depende muito de pessoa, mas, são consequências de efeitos da lavagem mental diária que estamos sujeitos através de meios de comunicações :)
    Acho que os conceito de valores estão errados..=^..^= O que precisamos é ser mais seletivos e ter senso crítico; filtrar com muito "bom senso"os pós e contras, capisce?
    Música:
    1. Love is on the Air

    Ps. Prestem muita atenção na letra, ser imperfeito é normal..(*ë_ë*)
    Ótemo e ótima semana!!
    A big Hug and Tchauzinho

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    1. Oi, Elena!!
      Rende, não é mesmo? Não precisamos de "satisfação garantida". Ser 100% feliz não existe. Vender a felicidade como produto. Ela está no lugar errado quando associada a coisas que podemos comprar. Compra-se e depois? A felicidade acaba para dar lugar a um novo desejo. Você está certa, precisamos ter bom senso, ser mas seletivos e desenvolver o senso crítico.
      Ah, essa música é ótima! É hino de uma geração!
      Beijus,

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  20. Já tomei anti-depressivos uma época, receitados, inclusive, mas não me causaram nada de diferente. Fiquei dependente mas não senti muitas mudanças. E esse seu texto é exemplar. E nós somos mais preparados para sermos tristes do que felizes... Esse trecho final é perfeito: sempre dizemos "tudo bem", mas na verdade quase nunca tá. Só que explicar dá trabalho, toma tempo e muitas vezes a pessoa nem tá interessada em ouvir. bjssss

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    1. Oi, Sérgio!
      Ruim ficar dependente e não ter melhora alguma. Pelo menos quem usa, imagina que o está fazendo por algum benefício. Vejo pessoas dizendo a mesma coisa, talvez algo como qualquer outro vício. Você sabe que tem algo errado no que está consumindo, mesmo assim continua e os efeitos colaterais são piores que tudo!
      Verdade, Sérgio! Na maioria das vezes as pessoas não estão interessadas em nossos problemas.
      Beijus,

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  21. Luma:
    Num mundo que estimula o consumismo desenfreado, quem não consegue acompanhar, acaba se sentindo infinitamente fracassado e triste.
    Resultado: recebe o rótulo de ser uma pessoa com depressão.
    Creio que a dor humana não é inevitável.
    Todavia, ela faz parte da nossa existência e serve de aprendizado.
    Sendo assim, é normal ter dias tristes e isso não é razão pra ficar tomando remédio.
    Bjs.:
    Sil
    http://meusdevaneiosescritos.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Silvana!
      A febre do consumismo é o grande causador das frustrações e consequente depressão. Temos que aprender a conviver com a tristeza como um sentimento bom que se contrapõe a alegria. Uma não vive sem a outra, ou melhor, é preciso existir tristeza para podermos reconhecer os momentos felizes.
      A droga é um paliativo, não ajuda se não existir a terapia. Ela é apenas coadjuvante.
      Beijus,

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  22. Minha linda,
    Te indiquei à um selinho.
    Espero que goste!
    http://meudocelarbykarinfilgueira.blogspot.com.br/2013/09/selinho-versatile-blog-award.html
    Bjs!!!

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    1. Eu vi!! Obrigada, Karin!! Daqui a pouco vou lá!! Beijus,

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  23. Oi Luma! Bom dia.
    Vim te agradecer pela visita.
    Então, quanto ao blogger eu edito pelo painel mesmo.

    Beijo

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    1. Oi, Vanda!
      A pergunta que fiz não tem a ver com edição do blogger. O webmaster é uma ferramenta para aperfeiçoar a visibilidade do seu site/blogue nos resultados de pesquisa Google.
      Beijus,

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  24. Tomar uma pílula realmene é mais facil que buscar as causas da depressão. Principalmente com a ajuda de laboratorios que desenvolvem soluções mágicas para todos os gostos, como Você relata em seu texto. Drogas são muletas e não nos damos conta de que andar de muleta não é nada cômodo.

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    1. É meu amigo, as pessoas procuram sempre pelo caminho mais fácil que nem sempre é o melhor caminho. Desconfie do médico que receita drogas com facilidade. Bom te ver por aqui!! Beijus,

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  25. Luma: Melhor sem remédios.
    Bom dia!

    Anny

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    1. Bom dia, Anny!
      Poder ver o sol é melhor que olhar a escuridão!
      As drogas tapam os nossos olhos!
      Beijus,

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  26. A moda é ser feliz, acho que vai ser para sempre assim. Se alguém fica um pouquinho diferente disso, apesar de ser normal não está alegre e contente o tempo inteirinho, é um depressivo ou não sabe aproveitar. Mas na tristeza também se aproveita algumas coisas.
    http://doisquintos.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Marcelle!
      Você tem toda a razão, o modismo é ser feliz. Vendem a felicidade de todo modo em produtos, em atitudes e conceitos errados. A tristeza também favorece a criatividade, principalmente quem escreve ou canta :)
      Beijus,

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  27. Acho aue já atravessei algumas crises que chamam"depressão",
    todavia superei-as(?)por mim própria sem tomar anti-depressivos.
    Este texto merece uma reflexão. Obrigada por o partilhar.
    Bj.
    Irene Alves

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    1. Oi, Irene!
      Todos nós passamos por algum momento de tristeza profunda, que parecem que não vão passar, mas passa. Temos que policiar os nossos pensamentos e desviá-los para coisas boas.
      Beijus,

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  28. Apesar de toda tecnologia o homem nunca esteve tão só...basta olhar ao redor todos com celulares na mão, conversando sozinhos em redes sociais pq a maioria posta pro nada e as pessoas que estão na sua frente e que precisam de ti ninguém percebe. Eu tomo alguns remédios por vários problemas mas tento sempre dar um tempo para não ficar dependente só qdo vejo que vou explodir faço uso, ou quando percebo que as manias já estão tomando mais tempo que o necessário.

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    1. Oi, Patrícia!
      Para tudo temos que ter medida e o uso da tecnologia não foge desse critério. Se você precisa realmente dos remédios, tem que fazer sua terapia, mas existem pessoas que não necessitam realmente.
      Beijus,

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  29. As depressões são um flagelo da sociedade.
    Ao ler este magnífico texto, dei comigo a pensar que se deveria fazer prevenção (nas escolas, por exemplo), de modo a tornar as pessoas menos vulneráveis.
    Luma, minha querida amiga, tem um bom resto de semana.
    Beijo.

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    1. Oi, Nilson!
      Muito bem colocado o seu ponto de vista. Eu acredito que quase todos os problemas veem da infância. Se todos tivessem carinho e atenção quando estivessem em formação, não existiriam tantos adultos carentes e deprimidos. Os pais nem sempre amam direito ou têm tempo para aplicar esse amor!
      Beijus,

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  30. Que tal vencer a depressão ganhando dinheiro? Acesse -->> https://www.frpromotora.com/44955089 e descubra essa ótima maneira de ganhar dinheiro online, ganhe mais de 1.500,00 por mês em pouco tempo, também temos ganhos semanais, vc ganha apenas divulgando o site...

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    1. Josiel, já me disseram para que eu parasse de rezar. Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece! Só não deleto o seu comentário para que as pessoas vejam a que ponto chega a falta de noção.

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  31. Oi Luma, é a Vi, é uma banalização dos medicamentos,sem informar seus efeitos colaterais, dia desses uma medica recomendou um medicamento ao meu irmão, eu falei para ele ler a bula antes de comprar, quando leu os efeitos colaterais, inclusive que não podia ser tomado por pessoas que já tomavam outra medicação( que era o caso dele), ele não comprou e foi reclamar com a medica..
    Dá impressão que certos médicos recebem porcentagem para indicar certos medicamentos.
    Muitos beijos,Vi

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    1. Oi, Vi!
      Mas os pacientes precisam confiar em seus médicos, se isso não for possível como será confiarmos a nossa vida na mão de um ser humano que vai nos avacalhar essa mesma saúde que ele deveria tratar?
      É grave, mas isso é bem possível!!
      Beijus,

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  32. Oi Luma! Depressão deve ser terrível... às vezes, um desânimo passageiro é ruim! E o pior é que existe gente que ainda acha que depressão é "falta do que fazer"... depressão é uma doença e uma doença muito séria! Querida, obrigada pela dica do template, eu tentei! Tentei tudo o que parecia possível... eu sou tinhosa: vou continuar mexendo lá naquele até descobrir e, se acontecer de novo, saberei arrumar! Bjks Tetê

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    1. Oi, Tetê!
      É verdade, já ouvi gente falar assim sobre outra gente - é falta de humanidade não compreender os sentimentos dos outros.
      Se precisar de qualquer coisa é só falar!
      Beijus,

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  33. Luma,infelizmente eu creio que nem os psiquiatras sabem direito como tratar essa série de transtornos da vida moderna.Os paciente,na minha opinião, são cobaias.Prescrevem um remédio e, se não dá certo,mudam a dose ou o próprio remédio até acertar um.Aprendi com a vida que o melhor a fazer é não deixar chegar no fundo do poço,porque fica dificil voltar,mas uma tristezazinha faz parte de estar nesse mundo louco!Conviver com a gente não é facil,mas estamos aqui pra aprender justamente isso!Bjs,

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    1. Oi, Anne!
      Pois muitas vezes pensei sobre esse mesmo ponto. Não entendo a essa troca de remédios, pois certo que um organismo é igual ao outro, mas responder de formas diferentes.
      Precisamos aprender a ter um olhar mais otimista para a vida. Em alguns dias evito o noticiário ou conversar com pessoas que sei, vão me deixar para baixo. Vamos aprendendo a conviver, a viver em harmonia e alegria!
      Beijus,

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  34. Oi, luma! Acordou em cem por cento. A minha droga são clássicos: cafeína do café, o álcool, a nicotina. Do ar e da água. Não comprimidos. Uma aspirina talvez. Beijos

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    1. Eu tento, meu amigo!! Todos os dias olho para o céu e agradeço poder ver o azul, poder sentir o vento batendo no meu rosto e poder falar com as pessoas. Talvez com o pensamento infantil por saber que, se eu morrer não vou ver o azul do céu, não vou ter mais sensações na pele e não terei mais uma voz.
      Dizem que um vício é preciso ter para não pirar!!
      :)
      Beijus,

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  35. Querida amiga

    Em um mundo
    tão solitário,
    todos fingem não ser dor,
    a dor que muitas vezes
    nos habita...

    Que a alegria dance
    em tua vida apaixonadamente.

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    1. Oi, Aluíso!
      Pois esse fingimento está custando caro às pessoas! Se fóssemos mais verdadeiros, na alegria e na tristeza, seríamos melhor compreendidos. As relações seriam mais fáceis, pois saberíamos o que o outro sente. Tudo seria tão mais fácil, se fossem às claras!!
      Beijus,

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  36. Muito bom reler o que fui "aprendendo"...Sempre houve "modas", geralmente acompanhadas de interesses económicos.
    Importante é aprender a olhar para dentro de nós, percebermo-nos e consciencializarmo-nos que a solução está em nós mesmos. Demora? Claro que sim, mesmo que o digamos a outrém (somos geralmente bons a aconselhar).

    Realço algo muito importante: há que reconhecer que estar triste, faz parte da vida (ou outros estados emocionais).

    Bjos :)

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    1. Oi, Odete!
      Muito bom ser lida por quem entendo do que está escrito. Por favor, discorde de mim :)
      Tudo que é bem feito, demora mais para ser feito. A pressa no encontro da felicidade está custando muitos desacertos e tristezas. A falta de vivência nos relacionamentos deixam as pessoas frágeis. Atualmente os enamorados entram em jogos que de início complica o relacionamento, seja nos que envolvem a paixão, amizade...
      Faz bem em ressaltar, pois estou a frisar isso no texto. Algumas pessoas talvez não compreenderam que não estou condenando os remédios, mas sim o consumo sem necessidade.
      Beijus,

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  37. OI LUMA!
    POIS É, NÃO EXISTE ESTA VIDA PERFEITINHA COM TUDO NO DEVIDO LUGAR, SE LIDAMOS COM OUTROS SERES HUMANOS NÃO TEM COMO TERMOS SEMPRE O CONTROLE DE TUDO, ENTÃO, FICAR INFELIZ OU TRISTE DE VEZ EM QUANDO FAZ PARTE E É SAUDÁVEL, NEM SEMPRE É DEPRESSÃO.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani!
      O normal da vida é saber entrar e sair dos estados de alegria e tristeza com a cabeça erguida. A tristeza sempre nos renderá mais aprendizado do que a alegria, mas as pessoas não se ativeram à isso e por isso, não sabem usufruir. Vamos ao fundo do poço, vamos! Mas vamos aprender a sair. Além das drogas, precisamos aprender a pensar.
      Beijus,

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  38. Mais do que amei a imagem, antes de dizer qq outra coisa.
    Sofro do que se nomeia "depressão leve" desde a infância. Há 41 anos ninguém se incomodava muito com o comportamento "tímido", "arredio", "melancólico" de uma criança. Minha mãe começou a se preocupar quando, aos 10 anos passei a subir no telhado do terraço que havia no quinta de casa para olhar o sol e, vez por outra, pedir para meu pai (falecido desde meus 2 anos), me levar para morar com ele. Por ser "leve" dá para conviver com ela sem maiores traumas uma vidinha sem sal - não a minha. Aos 25 começou a primeira sensação de que "aquela" tristeza era diferente das outras. Cinco anos depois a bomba explodiu e comecei a peregrinação 1. para saber o que tinha e 2. qual remédio daria conta de mim? Muito sofrimento depois, mudança de vida, de cidade e de estado civil ainda tomava remédio para dormir - anrram, a grande armadilha: nunca havia dormido bem, mas depois que descobri os ansiolíticos...ai, que maravilha, enfim, dormia! Comecei namorar novamente 1 anos após o divórcio e PÁ engravidei e parei os ansiolíticos. Gravidez perturbada, pós parto complicado e 4 anos depois de minha filhota nascida retomei os antidepressivos, ansiolítico p/ compensar a insônia que o anti depr dá (né possível que nenhum cientista fdp consiga colocar um grama de ansiolítico na p#hh@ do antidepressivo!) + Reiki + psicoterapia + dança do ventre. Quem sofre da doença sente que as dores da depressão são diferentes de tudo o mais e não imagino como um ser humano não-doente consiga tomar os remédios e ficar bem pq os efeitos colaterais para quem é doente já são terríveis então imagina p/ quem está com os neurônios no lugar? Sinceramente, acho que há um pouco de exagero nesse discurso de que pílula da felicidade, ainda que fosse o Extase, mas o remédio p/ depressão deixa a pessoa mega-mal de 15 a 21 dias para depooooooois disso vc perceber que consegue sair da cama sozinha, consegue até ler e que o barulho do liquidificador do vizinha não te irrita TANTO quanto antes.

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    1. Oi, Patrícia!
      Eu quero dizer que li o seu comentário assim que recebi o toque pelo celular. Como estava no carro, seria difícil responder. Cá estou para lhe dizer que somos irmãs gêmeas. Que coisa!
      Eu perdi meu pai um pouco mais "velha", com 4 anos. Também subia no telhado para conversar com ele, ou em qualquer lugar mais isolado e que estivesse longe dos olhares alheios. Eu tinha um esconderijo no "estuque" da casa - fica entre o telhado e a laje - Ali eu falava, falava... mas nada via, apenas achava que ele estaria me escutando.
      Cheguei a conclusão que a infância não é uma fase tão feliz como os manuais dizem e quando chega a pré-adolescência, toda a estrutura desaba - foi a época que você subia no telhado.
      Sabe que as estatísticas sobre os números de suicídios não são veiculadas - não existe uma proibição taxativa, mas por bom senso não veiculam - um amigo que tem acesso disse-me que a pior idade é por volta dos onze anos.
      Quero dizer que, se você não começar a reagir nessa idade, a depressão vai te acompanhar a vida toda. E terá que aprender a conviver com ela. Não pode se sentir diferente. Eu diria que você é mais sensitiva e reage com mais particularidades às emoções. Será fácil para as pessoas da sua convivência, você sempre dizer o que sente. Se trancar é pior, pois o problema aumenta.
      O que me salvou foi a música e a dança. Estive tão envolvida com esse meio que de certa forma me distanciei de mim. Hoje pensando, acho que foi melhor meu pai não ter convivido com a minha família. Minha mãe sempre foi uma mulher animada e festeira. Meu pai podaria pois sabemos que ele era muito sério, apesar do senso artístico bem aflorado. Sinto hoje pelo meu filho que se absteve de ter um avô, mas para mim não. Ele não me fez falta. Às vezes, penso sobre isso e não me sinto bem com o meu desamor pelo meu pai, afinal, uma criança com 4 anos, que troca teve com seu pai?
      Você canalizou a sua tristeza por ter perdido o seu pai, mas pode ser uma falta de química no cérebro. Você já fez uma polissonografia? Eu espero que melhore, que você mantenha um bom diálogo com sua filha. Eu aprendi que conversar com criança é muito mais fácil que falar com adultos.
      Beijus no coração!

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  39. Ol Luma como você está? Ontem eu indiquei um selinho para seu blog, espero que você goste. O link é esse: http://kacylda.blogspot.com.br/2013/09/tag-12-livros-em-12-meses.html
    Beijos

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    1. Oi, Kacy!!
      Estou bem, mesmo!! :D
      Daqui a pouco vou lá pegar o meu selinho!!
      Beijus,

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  40. Olá, amiga!
    Que maneira bacana e funcional de organização! Protege as peças, otimiza espaço, enfim... Gostei demais e, com sua autorização (rs*), vou aderir! Não embalo desta maneira e achei sensacional - "Tchau mofo!!!"
    É, o desapego é tão difícil... mas necessário não?
    Mto obrigada por contribuir, me ajudando na busca da autoria da imagem. Corri pra creditar! Veja aqui:
    http://meudocelarbykarinfilgueira.blogspot.com.br/2013/09/desafiando-nosso-guard-roupa.html
    Bjs e lindo dia!!!
    Meu Doce Lar

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    1. Oi, Karin!
      Sou bastante organizada em casa, apesar do post. Eu aprendi que sendo organizada, eu evito perder tempo com arrumação. Tirar e por sempre no mesmo lugar, faz com que você encontre as coisas no escuro, se ficar sem energia elétrica. Também tenho um cuidado muito especial com roupas brancas, que uso muito por que moro perto do mar.
      O desapego é um exercício quase que espiritual. Pois o maior dos desapegos é da nossa própria vida.
      Muito bacana você colocar a autoria. Estou adiconando o nome do autor nas imagens, pois muitas pessoas chegam aqui, copiam a imagem, mas não copiam a autoria. Foi a forma que encontrei para burlar os plagiadores.
      Beijus,

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  41. Olá, amiga!
    Não era, não, graças à Deus.
    Fico pensando no qto minha mãe é guerreira, sabe, tão idosa e de saúde tão frágil... Pra vc ter uma ideia, amiga, pra ela conseguir fazer suas necessidades fisiológicas, precisa de fazer lavagem semanalmente. Assim como meu pai tbm. Imagine o que é isso... Mas deus tem sido mto misericordioso com eles, sabe?
    Obrigada por se preocupar, viu.
    Trocamos a placa de rede e espero que ela não dê mais problemas... aff!!! rs*
    E que Deus retribua em bençãos sem medidas, suas orações, viu, amiga?
    Vc e sua família tbm estão nas minhas. com carinho e fé.
    Bjs!

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    1. Poxa, Karin! Tem mesmo que ser forte! Taí, tem gente que tem saúde e disposição e reclama de tudo. Pessoas amargas deixam a vida amarga! Seus pais são valentes!!
      + Beijus,

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  42. Amiga, indiquei vc à tag "12 Livros em 12 meses". Espero que goste!
    Bjs!!!
    http://meudocelarbykarinfilgueira.blogspot.com.br/2013/09/tag-12-livros-em-12-meses.html

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  43. Luma,bom dia e um fim de semana especial pra ti!
    Texto bastante rico de informação sobre um assunto tão atual quanto complexo na forma como se apresenta e por isso mesmo a farmacoterapia precisa e deve ser acompanhada de psicoterapia para aqueles que sofrem de depressão.Uma coisa ainda mais comum e absurda é a automedicação,e aí entram outros elementos como a falta de bons serviços de atendimento em saúde mental.Veja só pra ilustrar ainda mais a sua reflexão esta notícia fresca aqui da Itália em que um paciente(em fase de tratamento) mata a sua psiquiatra dentro do centro de saúde:
    http://www.agi.it/cronaca/notizie/201309042039-cro-rt10303-orrore_a_bari_psichiatra_uccisa_a_coltellate_da_paziente

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    1. Oi, Bergilde!
      Obrigada queridona!! A questão é bastante complexa. Se para os médicos é difícil acertar o remédio, imagina quem se automedica?
      Que tragédia! Nessas clínicas, a primeira coisa que fazem quando alguém entra em internamento, é vasculhar sua bagagem para certificar que não tem material cortante. Quando surtam, atacam quem primeiro aparece em sua frente. Infelizmente a falta de segurança contribuiu para esse acontecimento.
      Beijus,

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  44. Minha querida

    Adorei este texto que mete o dedo numa ferida que é de toda a humanidade e que infelizmente apenas o lucro interessa às grandes farmaceuticas, o ser humano fica sempre em segundo plano.
    É realmente mais fácil os médicos receitarem drogas e não irem ao fundo do problema. entretanto a pessoa fica sem pensar e vai-se arrastando nessa dependência.

    Um beijinho com carinho e bom fim de semana
    Sonhadora

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    1. Oi, Rosamaria!
      Que bom que gostou! Eu sempre levo em consideração aquele médico que primeiro quer investigar o que o paciente tem antes de dar-lhe remédios. Eles recebem todos os dias representantes de laboratórios que oferecem para eles uma porcentagem no aumento da venda do medicamento. Ele primeiro lhe dará amostras gratis para depois fazer com que compre. É certo o que diz, muitos pacientes são mais dependentes do médico, do que do remédio em si, pois alguns fazem com que os remédios comprados por via de receita faz o paciente retornar ao consultório todos os meses.
      Beijus,

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  45. A busca da felicidade mitas vezes traz a depressão quando se observa que o que se deseja não se está conseguindo.O que fazer , creio que viver entendendo que isto faz parte da vida e que todo mal resultado traz um conhecimento quando se que analisar o porque.
    A indústria farmacêutica infelizmente olha muito mais para o lado comercial.
    Beijos.

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    1. Oi, Élys!
      Uma empresa sempre irá olhar para o lado comercial e por isso os médicos tem que fazer o lado humanitário. Muitas pessoas vivem num mundo de ilusão e a sociedade capitalista não ajuda muito. Ter bons amigos ou pessoas que nos ame por perto, é um caminho para não se deixar cair em tristezas vazias.
      Beijus,

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  46. Minha droga é blog. E outras não publicáveis neste horário, claro!!! Mas na real sou daqueles que prefere ir na benzedeira ou fazer simpatia ante de ter que tomar qualquer "remédio" desses! Hehehe! Ótimo texto, guria! Bjs!

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    1. Sim, Fred! Eu fiz um selinho em que escrevi "Meu blogue, minha almofada virtual". kkkkkk
      Nada como um chazinho da avó - um carinho de mãe... antes de procurar o médico. Nunca fui em uma benzedeira :P
      Beijus,

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  47. Já tive depressão e é horrivel.
    Big Beijos

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    1. Lulu, não sabia que havia tido depressão. Cuide-se!!

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  48. Luma
    E verdade, quando a gente diz que está tudo bem. Tudo fica realmente bem. Eu convivi com papai e mmamae tomando remedio pra dormir toda noite. Eu nao tomo mas tomo um de manha. Tem poucos anos. Mas sou muito ansiosa demais da conta e o remedio diminuiu a minha ansiedade.
    Mas tomo assim mesmo!
    com carinho Monica

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    1. Oi, Monica!!
      Imagino como deve ser a sua ansiedade :)
      Já pensou em fazer yoga?
      Beijus,

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  49. Sabe Luma tive uma depressão grave no inicio dos anos 70. Naquele tempo ninguém falava ainda em depressão. Dizia-se que eram nervos. Aconteceu quando descobri que nunca seria mãe. Foram tempos muito difíceis eu vivia em Moçambique, apenas com o marido que sendo militar e estando em guerra, passava semanas sem ver. Deixei de dormir, tinha um sonho recorrente que me aterrorizava, e o medo do sonho era superior ao desejo de dormir.Cheguei a perder a noção do tempo, deixei de andar, enfim estava como se dizia na altura, passada da cabeça. Depois de algumas consultas de psiquiatria, fui internada para uma cura de sono. Quando melhorei o médico aconselhou o meu regresso a Portugal imediato, (faltavam 3 meses para o meu marido acabar a comissão e não esperei por ele) Em Lisboa o psiquiatra analisou e desmontou o sonho. O simples facto de saber o que o originava, fez com que o subconsciente o matasse.
    Depois inscrevemo-nos na lista de adopção e melhorei imenso. Depois que o Pedro nasceu a 30 de Setembro de 1980 para mim, ( a verdadeira data de nascimento dele foi 28 de junho de 80) nunca mais tive depressão alguma, e olhe que a minha vida não tem sido fácil.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Oi, Elvira!!
      Obrigada pelo comentário. Gostei de saber mais sobre essa fase da sua vida. Assim se estreitam laços. Quem sabe se naquela época, com toda a pressão da guerra, o medo do futuro desconhecido, você tivesse alguém com quem conversar e expor toda a sua dor, não seria diferente. Mas penso que, há males que vem para o bem. De tudo, voltou antes para Portugal e foi bem tratada. Muitas vezes o nosso subconsciente trabalha e outras vezes fica adormecido para vir nos falar em qualquer tempo. Ele se aproveitou da sua solidão para se manifestar. Depois dessa, você se fortaleceu e por isso agora consegue passar por tantos desafios.
      Um beijo no coração!!

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  50. Uma postagem maravilhosa com todas as criticas que temos sobre estas drogas,bem como os caminhos tomados em tratamentos das coisas da mente. Quando a psiquiatria passou a ser taxada de ciência falida, talvez por trás estava o uso destas drogas, como saída emergências e que no final se mostravam ineficientes. No final há uma reflexão perfeita, quando cita o exemplo de se dizer estar bem, ainda que não. Talvez assim como corrente o que não estava bom, torna-se bom e não se engula mais uma drágea destas por ai.
    Gostei Luma, grato pela partilha.
    Lindo de semana a você.
    Meu carinhoso abraço de paz e luz.
    E que saibamos acordar e dizer que tudo vai dar certo.
    Beijo.

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    1. Oi, Toninho!
      Acho que podemos nos induzir a sentir paz, amor, alegria e tristeza. Basta que o nosso pensamento sempre procure um conforto naquilo de bom que nos acontece. Dizer que está bem, sempre que possível, mesmo não estando, ajuda nessa indução.
      Obrigada pelo carinho!!
      Beijus,

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  51. Luma, a minha droga sempre foi a literatura. Ler e escrever é o meu refúgio. Vez por outra preciso de um calmantezinho... sou muito ansiosa! Queria tanto não ser! Agora mesmo me chega o perfume de um chá calmante que preparei: maçã, maracujá, cravo e canela... Atualmente os seriados têm roubado meu tempo de leitura - estou viciada neles! rs. Só por isso - fazendo referência ao cartoon que vc comentou em meu blog - meu maior problema com os livros tem sido comprar mais livros do que consigo ler.
    O problema que vc mencionou, não ter com quem conversar sobre tb é dolorido!
    Sobre o resultado do teste der apontado 2 livros para vc... eu tb não sabia que era possível, mas houve gente que disse ter saído com 3!
    Abraço!
    Jussara - minasdemim.blogspot.com

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    1. Oi, Jussara!
      Muitas vezes a ansiedade não tem controle e somente os remédios dão conta de acalmá-la. Meu vizinho rói tanto a unha por conta da ansiedade que está quase ficando sem as pontas dos dedos. Distrair a mente com ações boas e bons pensamentos é o que há. Não ter com quem conversar é complicado. Às vezes até podemos ter alguém, mas colocamos pedras no caminho do diálogo, imaginando que não seremos compreendidos ou não achamos esse caminho para iniciar o assunto da conversa. Alguns atores fazem uso do espelho. Não é uma brincadeira! É sério... você conversa com si mesma em voz alta, pois assim os pensamentos se alinhavam sem ir e vir do passado ao presente. O grande problema nem sempre está no presente, mas em uma mágoa do passado. Esse é o trabalho do psicanalista. Ele alinha o seu pensamento. Precisamos aprender a pensar!! :)
      Um chá sempre bem-vindo para ler ou assistir tv. Estou seguindo 3 seriados... não quero mais não! :D Estou com filmes gravados para assistir, livros me esperando... bom que a cabeça se ocupa com coisas boas.
      O teste é uma brincadeira, mas acho que o robozinho fica indeciso. Ele me passou dois livros completamente diferentes entre si :)
      Beijus,

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  52. Bastante interessante o tema que abordou, Luma e os comentários dos amigos também.
    Eu, pela primeira vez na vida, estou tendo um ano complicado em termos de saúde, nunca tinha baixado hospital e tomado tantos medicamentos fortes. Mas, já vi que chega um dia que acontece com a gente, já que não somos postes e sim de carne, osso e mente, esta, inclusive, a que mais apanha da vida e por onde entra a maioria das doenças. Só sei que se eu pudesse não gastaria dinheiro com remédios, pois eles curam dali e machucam acolá. Tomei tantos antibióticos de primeira geração este ano (na Alemanha) e depois no Brasil, que de lá pra cá outras coisas ficaram machucadas em mim, reflexos, claro, dessas drogas todas e desta experiência ou, quem sabe, inexperiência, desses médicos atuais.
    um grande abraço carioca e bom fim de semana!



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    1. Oi, Beth!
      Não imaginamos que os nossos amigos tenham passado por tantos problemas. Depois desses comentários, passei a compreender e conhecer melhor essa nossa turminha. Choro e me alegro por saber das experiências. Como não formar um vínculo afetivo? São almas se expondo!
      Quando viajamos o nosso metabolismo muda e ficamos mais propensos a ficar doentes. Não sei o que teve, mas deve agora fazer uma dieta alimentar bem rica para fortalecer sua flora bacteriana. Muito iogurte, vitamina c e pelo menos 10 minutos de caminhada por dia para tomar um solzinho (vitamina D). Vai se sentir mais resistente daqui um tempo.
      Bom fim de semana!!

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  53. Este teu texto, um belo texto por sinal, me lembrou aquela reportagem longa da piauí(como longas são a maioria das reportagens da piauí) sobre, veja só, "a epidemia da doença mental" (infelizmente só para assinantes, se bem que parece que alguém colocou o texto completo nesse outro linque).
    Enfim, remédios para depressão podem ser bons, e aliviar o sofrimento de muitos. Infelizmente podem ser alvo de abusos e má indicação também.
    Abraços!

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    1. Oi, Zé Alfredo!!
      Gostei demais da matéria! Quem está em um estado depressivo leve confia no médico e dependendo do médico escolhido, ele escolhe uma armadilha. Tem um trecho do texto que indicou que diz:
      "Antes do tratamento, os pacientes diagnosticados com depressão, esquizofrenia e outros transtornos psiquiátricos não sofriam nenhum "desequilíbrio químico". No entanto, depois que uma pessoa passa a tomar medicação psiquiátrica, que perturba o mecanismo normal de uma via neuronal, seu cérebro começa a funcionar... anormalmente"
      Caramba!
      Obrigada pelo link!!
      Beijus,

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  54. Minha droga ultimamente tem sido joguinhos online.
    Luma, cada vez que venho ao blog fico muito curioso, acho muito bons seus textos. Não sei por que mas seu jeito de escrever me lembra um pouco os autores russos.
    Boa semana!

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    1. Oi, Humberto!
      Viu que estão fazendo experiências com pessoas idosas, utilizando os jogos de vídeo? Tomara que dê bom resultado, pois somente assim os mais velhos respeitarão os nossos gostos por essa diversão. Talvez assim, o Ministério da Cultura pare de tratar os jogos como "excentricidade" e os inclua na lista do vale-cultura.
      Ah, alguém já me falou também a mesma coisa! :)
      Beijus,

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  55. Que texto maravilhoso Luma! Sou a prova viva de alguém que era tratada apenas mentalmente com antidepressivos e afins e nada adiantava.

    Hoje já não tomo nenhuma droga. Todas as respostas e as pistas para retornarmos ao caminho do equilíbrio interior está dentro de nós. Nenhuma droga é capaz de fazer com que fiquemos bem.

    Eu penso que é preciso tratar a alma da pessoa, antes de tratar o físico. Eu penso no tanto de gente que está internado em casas de repouso ou manicômios que só precisavam de alguém que os escutasse e os compreendessem.

    Muito rico de informações este artigo!

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    1. Esqueci de responder a pergunta.
      Agora, a droga para as minhas dores da alma é a conexão com meu próprio interior e com as coisas da natureza e do universo.

      E funciona melhor do que que as drogas farmacêuticas :)

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  56. Oi Luma,

    Lendo seu post, lembrei-me de outro que a Silvia, do Blog Longevidade postou a algum tempo, sobre 'os remédios da vez'. A indústria farmacêutica determinando quais seriam as 'doenças' e remédios mais utilizados no ano.
    Devido ao tratamento que faço, infelizmente (ou felizmente) vivo enfiada em hospitais. Sempre me assusta a pressa dos médicos em diagnosticar algo na gente.
    E não se pode mais ser triste, não se pode mais queixar.
    Como disse, é sempre mais fácil responder que está tudo bem do que explicar todo o porque. Mesmo porque as pessoas não tem mais tempo ou vontade para ouvir as outras, nem mesmo os médicos.
    Eu tenho minhas fases de tristeza, melancolia, mas hoje trabalho melhor isso. Aprecio o silencio, converso comigo mesma, até em voz alta quando estou sozinha. E sabe qual é minha droga: escrever ou chorar. Sim. Eu tenho um tipo de diário e naqueles momentos que não sei o que fazer com aquela dor (não física), não quero compartilhar, eu pego meu livro da Tribo do fundo do armário e escrevo tudo. É meu livro das lamentações. E depois disso, raciocino melhor.
    Um beijo

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    1. Oi, Lu!
      Muitas pessoas ligadas à área da saúde e conscientes, alertam os pacientes sobre o uso indiscriminado dessas drogas, assim como existem médicos também responsáveis. Mas muitos médicos são comissionados de laboratórios e se a pessoa não procurar por um segundo diagnóstico, acaba a mercê desses crápulas.
      A tristeza é um sentimento que também nos pertence. Temos que aprender a não freiá-la, mas se a tristeza começa a durar muito tempo ou se tornar mais profunda, melhor procurar distrações ou conversar com alguém. Em último caso procurar por médico, pois esses só querem tratar com pílulas, pouco se importando como é o seu dia a dia.
      Escrever é um exercício maravilhoso, assim como ler o que escreveu em voz alta. Algumas pessoas conversam consigo mesmas olhando para o espelho. Isso é ótimo!
      :)
      Beijus,

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