Chorinho e chorumelas musicais


Não conheço tudo da música brasileira e acho que ninguém conhece! Mas vou lhes contar algo, que talvez até saibam, mas que descobri há pouco tempo em minhas andanças comparativas sobre música ao redor do mundo. Coincidência? Talvez.

Coincidências demais a gente desconfia (rs*). Mas talvez seja a convergência de processos históricos semelhantes. Mas posso afirmar que seja um milagre para explicar o surgimento dos três dos maiores gêneros musicais do Novo Mundo e que eles tenham florescido ao mesmo tempo, em 1917: a primeira gravação de samba, no Brasil; de jazz, nos EUA; e do tango de Carlos Gardel, na Argentina.

Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, não era o primeiro negro elegante no vestir e no falar, a cantar samba, rítmo que começava a sair do morro e conquistar os salões do Rio de Janeiro. Mas foi o primeiro a imprimir em disco uma música que não era maxixe, nem foxtrote, nem tanguinho. "Pelo Telefone", dizia assim: "O chefe da polícia pelo telefone mandou avisar, que na Carioca tem uma roleta para se jogar. Ai, ai, ai... Deixa as mágoas para trás, ô rapaz..." (o vídeo é uma graça com a participação de Hebe Camargo, Chico Buarque... entre outros num documentário passado no GNT)

O pioneiro Donga - que mais tarde trocaria em juízo o nome para Ernesto dos Santos Donga - também esteve presente, ao lado do virtuose Pixinguinha, de João da Bahia e de Nelson Alves, todos negros, na primeira caravana de músicos populares brasileiros a se apresentar na Europa, com o nome de "Os Oito Batutas", no início dos anos 20.

Nos Estados Unidos, a Original Dixieland Jazz Band, composta de músicos brancos, gravou em Nova York um gênero que, em Nova Orleans, onde nasceu, era considerado música de negros. "Indiana" e "The Darktown Strutter's ball" são os dois primeiros temas de jazz gravados em disco, cinco anos antes do primeiro registro dessa nova música tocada por negros, pela banda de Kid Ory: "Society Blues" e "Ory's Creole Trombone". A reforçar a ideia de que o ano tinha algo de mágico, nasceram em 1917 dois monstros que ajudariam a transformar o jazz numa linguagem universal: Dizzie Gillespie e Thelonious Monk.

"Mi noche triste" também é uma gravação de 1917 e lançou ninguém menos que Carlos Gardel, o grande popularizador do tango argentino. Fazia tantos anos que o tango era sucesso nos meios mundanos e artísticos da Europa, firmando-se como uma das trilhas sonoras preferidas da Belle Époque, mas era sobretudo uma dança sensual: pouco se cantava. Gardel não teve precedentes. Bing Crosby, outro cantor das multidões, dizia jamais ter ouvido voz tão maravilhosa. Sua morte num acidente de avião, em 1935, ajudaria a eternizar o mito.

Aproveite da internet para conhecer um pouco mais da música que vai muito além daquilo que a mídia veicula e agradeça à cultura negra, pois se não fosse ela, não dá para imaginar o que estaríamos ouvindo agora. Você faz ideia?

O post "Chorinho e chorumelas musicais" apareceu primeiro em "Luz de Luma, yes party!". 

68 comentários :

  1. Adoro blues e espirituais .

    De jazz nem tanto.

    Gostei do vídeo-

    Lhe desejo excelente semana, rrss

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    1. Oi, São!
      Todos os gêneros musicais são bons, o modo como o fazem é que é ruim. O artista é veículo e ele deveria ser mais fiel se pensa no purismo. Do contrário, o que vemos por aí é uma mistura enorme de gêneros que o resultado fica inaudível.
      Beijus,

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  2. que bela pesquisa!!! obrigada por compartilhar essa descoberta tão interessante!

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    1. Oi, Teresa!
      Você poderia falar um pouquinho do chaabi para nós!!
      :)
      Beijus,

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  3. Oi Luma
    Muito bom o post! Como sempre é claro kkkkk. Adoro blues, e chorinho nem fale, Pixinguinha foi um ícone na nossa música. Meu filho com apenas doze anos toca flauta transversal, está estudando música (acho que já te falei isso kkkk), é que eu sou mãe babona, então chorinho sempre é tocado em casa. O tango eu conheci melhor quando fui a Argentina recentemente, é um ritmo muito envolvente e sensual. Adorei!
    Bjos.

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    1. Oi, Luciana!
      Já me disse sim e você pode me lembrar quantas vezes quiser! E acho que já lhe disse que a minha mãe foi diretora em um conservatório... temos do que nos orgulhar!! Por causa dela "sofri" muitas tardes no piano! :)
      Que bom que gostou!!
      Beijus,

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  4. Blues, jazz, samba... sou apaixonada por música e desvendar esses mistérios musicais faz com que a paixão só aumente. É por isso que eu AMO ler você...

    Beijos

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    1. Obrigada, Su!
      Também educamos o nosso ouvido, não é mesmo?
      Beijus,

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  5. Oi, Luma. Bonito clip!
    Na minha opinião, o surgimento desses ritmos todos na mesma época não é coincidência. Esses ritmos, ao menos embrionariamente, já existiam muito tempo antes. Só não eram divulgados. Até essa época, nas chamadas "elites", tínhamos uma música mais refinada, europeia, que não se misturava com a música dos "pobres", mesmo porque estes não tinham acesso aos "saraus" e às apresentações nos teatros. As senhorinhas de então aprendiam a tocar piano. Violão era instrumento de classes menos abastadas, das senzalas. Entretanto, com o surgimento das gravações em discos (os bolachões pretos) e das emissoras de rádio, esse outro tipo de música pode aparecer e prosperar, já que o grande público não era, necessariamente, formado de pessoas das classes sociais mais altas e a "mídia" de então precisava conquistar a "grande massa". É nessa época que os cantores de ritmos mais populares saem dos picadeiros dos pequenos circos mambembes para cantarem nas rádios e gravarem seus discos. E não apenas, no caso do Brasil, de sambas e suas variações, mas também de outros ritmos que viriam a se popularizar. Ainda na década dos anos 10, temos a primeira gravação de disco feita por uma dupla caipira, Alvarenga e Ranchinho, em sua fase anterior às músicas de paródias que tantas dores de cabeça causaram à polícia e aos políticos de sua época, em especial Getúlio Vargas, que viriam popularizar a música caipira, que não tinha acesso aos salões, apesar de um ou outro membro das classes mais altas tocasse e até compusesse, caso de Chiquinha Gonzaga. Pouco tempo antes dessa dupla, Jararaca e Ratinho gravavam sua primeira embolada, ritmo popular nordestino até hoje amplamente divulgado e que, também, não tinha acesso aos salões da época. Pelo menos eu acredito que tenha sido assim, mas posso estar enganado. Seria bom que outras pessoas viessem a este debate.
    Você tem razão, a internet possui muita informação sobre música. Vale a pena entrar e ir navegando "mundo a fora". Nessas andanças, já cheguei até a um grupo musical do Nepal tocando... rock! E um rock muito sofrível, diga-se de passagem.
    Abração e obrigado por ter trazido um tema tão interessante.

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    1. Oi, J.F.!
      Com escrevi no texto, todos os 3 gêneros musicais existiam em outros formatos que foram desenvolvidos, assim como até hoje eles estão em evolução. Lógico que para chegar aos ouvidos dos brancos, demorou tempo, mas para ser gravado, poderia ser bem antes, afinal, desde 1805 existem as pianolas. Mas somente a partir de 1876 os rolos de pianola, foram capazes de armazenamento de música para reprodução em massa. Antes disso, eles eram bem caros. Em 1902, a Suprema Corte dos EUA fez um levantamento e havia entre 70.000 e 75.000 pianolas fabricadas, e entre 1.000.000 e 1.500.000 rolos de pianola produzidos. Desculpe ser didática, mas é somente para ilustrar que as gravações citadas no texto poderiam ter acontecido antes. Todo gênero musical precisa de tempo para evoluir, veja a história do rock e perceba como houve uma grande mistura de gêneros antes de existir o rock'n'roll, propriamente dito. Pegue um rock antigo e compare com os atuais. O jazz é o genero que menos evoluiu, mas nessa época deu uma salto depois de uma quase morte.
      Thomas Edison em 1877 inventou o fonógrafo de cilindro que possibilitou a gravação comercial, distribuição e venda das gravações sonoras que espalhou gravações pelo mundo, popularizando as gravações. Do fonógrafo de cilindro para o de disco foi um salto e os gramofones era o toca disco usado e que foi usado até 1950. O disco de vinil só foi inventado na década de 40, por um húngaro que não me lembro o nome... depois do vinil, você sabe que a manivela foi aposentada!! E cá estamos também evoluindo na tecnologia de reprodução sonora.
      Gostei de saber um pouco da música caipira brasileira. Ah, faz um postezito pra gente!! :)
      Beijus,

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  6. Oi Luma,
    Sou uma apaixonada pela MPB, Blues, Jazz e Soul.
    Por isso, não economizo para montar a minha discoteca. rsrs
    Sou fã de Donga, Ernesto Nazareth, Cartola, Chiquinha, Wilson Batista, Candeia, Monarco, Ney Lopes, e por aí vai...
    Então,
    Só tenho que elogiar e agradecer o seu belo resgate. Não apenas pelo telefone.Mas, também.
    Valeu.
    Abraço.

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    1. Oi, Beth!!
      A música é um excelente lazer! Você lembrou de artistas da pesada! Muito bom!
      Vejo que voltou das férias! Depois vou lá!
      Beijus,

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  7. Post delicioso, Luma. 1917 não foi revolucionário apenas em termos musicais, foi tambémn neste período que aconteceu a Revolução Bolchevique. Foi, de fato, um bom ano. Beijo.

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    1. Wow, Jens!! Você sempre enriquecendo com seus comentários. Muito bem lembrado!! Beijus,

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  8. Um post que nos mostra um pouco de uma época em que a música se diversificava e ganhava novos contornos.
    Beijos.

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    1. Oi, Élys!
      Somos previlegiados em poder escolher aquilo que podemos escutar, não é mesmo?
      Beijus,

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  9. O Brasil tem uma infinidade de músicas boas, pena que as pessoas só valorizem o que não é tão bom assim, gostei de sua indicação, Luma, essa eu não conhecia. beijos

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    1. Oi, Barbie!
      O Brasil é um país onde a música tem facilidade de repercutir, pois somos dançantes. Mas não acho que seja culpa do povo o consumo de música ruim. São manipulados por aqueles que querem lucrar. Com o passar dos anos, o gosto musical vai apurando!!
      Beijus,

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  10. Adorei a sua indicação Luma.
    Super bjks
    Blog Carioca Básica

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  11. Luma,
    será que há mesmo influências de conjunções astrais?Pelo sim, pelo não,a História está cheia de coincidências assim em muitas áreas, mas no universo das artes e da música elas sobressaem.
    Tem havido documentários pra lá de interessantes sobre o assunto.Quando encontro algum me aboleto pra assistir.
    Bjos,
    Calu

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    1. Oi, Calu!!
      Não posso dar certeza quanto as conjunções, mas acho bem legal pensar que elas existam. Talvez o senso comum se desenvolva da mesma forma e eu gostaria de assistir um desses documentários!! :)
      Beijus,

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  12. Que lindo Luma
    Eu como sou descendente de negros (avô),uma família multicolorida agradeço pelo seu post que engrandece a musica boa e de qualidade. Na verdade sou um pouco eclética gosto de quase todos os ritmos, menos funk e tecno brega que é o ritmo aqui do Pará, gosto de musicas que tenham conteúdo, que seja poesia, que me encante e estes ritmos citados são musicas de verdade.
    Beijinhos amiga e até mais...

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    1. Oi, Verinha!!
      Que bom saber que você tem ginga no sangue!! :) Também gosto de ouvir de tudo um pouco e entendo que para momento ou humor, exista sempre uma música que servirá de pano de fundo. Será que já ouvi tecno brega? :)
      Beijus,

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  13. Amiga querida, que saudades que eu estava de passar aqui no teu cantinho!
    Depois de 3 meses parada com a minha vida de blogueira, estou de volta! Vou voltar a me dedicar ao blog e vou voltar a visitar o teu blog com mais frequência!
    Agora vou conferir os posts que eu perdi nos últimos dias...
    Tem post novo no meu blog: www.asosmamaenadia.com
    Beijos e até logo!

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    1. Oi, Nádia!
      Obrigada por ter vindo avisar!
      Logo mais vou lá no seu bloguinho!
      Beijus,

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  14. Sou fã de Jazz e blues, amei a postagem Luma.
    Bjs, ótima semana

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    1. Oi, Rute!
      Tudo tem hora e para a música não seria igual. Gosto de ouvir jazz e blues de noite para relaxar!
      Beijus,

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  15. Luma querida fez-me recordar meu Luiz ele adorava Blues, jazz e rock em primeiro lugar, muito bom beijos Luconi

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    Respostas
    1. Oi, Luconi!
      Seu Luiz tinha muito bom gosto musical!
      :)
      Beijus,

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  16. Luminha, o youtube é uma grande teia que entramos para escutar uma música e ouvimos várias por causa das relacionadas ao lado.
    O que seríamos sem o rock? Temos que agradecer os negros por nos dar tanta ginga. A minha esposa é negra nascida em New Orleans e eu sou de New York. Imagina se estivéssemos na década de 20 frequentando os clubs esfumaçados. Tudo seria muito doido.

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    1. Oi, Love!
      Também faço esse percurso. Até brinco que quando entro no youtube, não saio mais! :) Se não fossem os negros, o rock não existiria... Muito legal esse casamento! Não sairiam do Cotton Club, certamente!! Imagino o que ouvem em casa!
      Beijus,

      Eliminar
  17. Muito interessante seu post...confesso que gosto de algumas coisas de música brasileira mas, como moro no interior, não abro mão de uma boa moda de viola daquelas da raiz mesmo... tô com postagem nova: passa lá qdo puder! Bj e fk c Deus.

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    1. Oi, Nana!
      Eu quase não escuto moda de viola, somente quando vou para Campos do Jordão. Lá o pessoal escuta bastante. Você não precisa ligar nada, pois a vizinhança se encarrega de compartilhar a música :)
      Beijus,

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  18. Adorei a musicalidade por aqui.Chorinhos são sempre legais...beijos,tudo de bom,chica

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    Respostas
    1. Que bom que gostou, Chica!
      Um chorinho de vez em quando não faz mal a ninguém!!
      :)
      Beijus,

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  19. Olá Luma..:)
    Realmente conhecer tudo sobre música tanto brasileira ou de outros países deve ser algo super-fascinante..:) Na verdade conhecemos muito pouco neh..:-)
    Hum..falando em música, vou deixar o link do tema musical do novo anime chamado "Kaze Tachinu="Wind Rises" de Hayao Miyazaki, ok?
    Música: Anime Song
    1. Arai Yumi - Hikouki Gumo - Hayao Miyazaki´s anime "Kaze Tachinu" theme song
    Ps. Essa música foi composta pela Yumi Arai em 1973, e em 2013, 40 anos depois, veio a ser o tema musical do novo Anime de Hayao Miyazaki.
    Já assisti muitas entrevistas, e opiniões de certos críticos que assistiram o anime, isto, só para ter uma idéia de como seria o novo anime de Hayao Miyazaki. Estão até

    levantando polêmicas, achando que tem tendências políticas etc., mas, o que vai valer será a minha impressão..:))
    Trailer - Kaze Tachinu - directed by Hayao Miyazaki.
    Ótemo e ótima semana!!
    A big Hug and Tchauzinho

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    Respostas
    1. Oi, Elena!
      A música é perfeita! Que bela!! Que bom que foi resgatada para os dias atuais. Eu não a conhecia.
      Vou ver o trailer e certamente deveriam colocar algo político inserido não somente nos animes, mas em toda a produção cultural, diante dos acontecimentos recentes.
      Obrigada pelos links!!
      Beijus,

      Eliminar
  20. Certo dia estava eu aqui pensando... a internet é o "céu" e o "inferno". Portanto, tudo depende da gente, do que buscamos.
    Eu, modestamente falando, procuro sempre pelo melhor, pelo que me interessa, me distrai, me informa. Que me edifica, sobretudo!
    Por isso, estou aqui!!!
    Vc me apresentou preciosidades, e agradeço por isso.
    Bjs, amiga, e tenha um lindo dia!

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    Respostas
    1. Oi, Karin!!
      Sua colocação é perfeita! Tudo depende de nós! Escolhemos os caminhos que queremos percorrer aqui na internet ou em qualquer lugar. Aqui não é diferente!
      Ah, que linda você é!! Obrigada você, Karin!!
      Um lindo dia para você também!
      Beijus,

      Eliminar
  21. Oi Luma, Não sabia que esses três grandes gêneros músicais tivessem surgido do mesmo ano! Muito interessante! Olha, muito obrigada por teres atendido ao meu pedido e teres ido lá no meu blog, eu li o comentário que deixaste lá no meu outro blog. Vou fazer conforme sugeriste e depois digo algo. O meu email é: malte_telma@yahoo.com
    Um óptimo dia para ti. Beijinhos

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    Respostas
    1. Oi, Telminha!!
      Eu encontrei um erro e tomara que seja esse
      :)
      Pode me pedir quando precisar!
      Beijus,

      Eliminar
  22. Oi Luma
    Que bom que você gostou do quadrinho, acho que vai ficar bem legal fazer quadrinho com as tuas molduras antigas.
    É tão bom saber sobre nossa música! músicas de verdade, não essas porcarias de que vemos muitas vezes hoje em dia, cantores que fingem saber cantar, músicas sem o menor sentido...
    Lindo post!

    bjos

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    Respostas
    1. Oi, Carmen!
      No final de semana vou procurar onde estão os meus quadrinhos e vou ver se tenho retalhos ou se terei de comprar.
      Minha mãe entendia muito de música e agora o meu filho puxou à ela. Então eu fico entre o antigo e o moderno!
      :)
      Beijus,

      Eliminar
  23. Amei! Amei! Amei!. Não sabia dessas "coincidência". Deu inveja...gostaria de ter publicado esse assunto. Além do título "chorumelas" lindo, original e chamaríamos. P A R A B É N S

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    Respostas
    1. Oi, Raquel!!
      Publica também!! :) A blogosfera carece... rs.
      Ah, gostou da palavrinha... Eu adoro!! Falo muito por aqui!
      Obrigada!
      Beijus,

      Eliminar
  24. Oi lindona!
    Eu digo que aprendi muito depois que fiz meu blog. Aprendi sobre vário assuntos que nunca nem imaginei.
    Blogar é cultura!
    Amo música!
    Música boa a de qualidade.

    Um beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Fabiana!!
      A diversidade da blogosfera é enorme! Muito bom interagir com as pessoas e saber do que elas estão falando!
      Beijus,

      Eliminar
  25. Oi, Luminha,

    Outro dia li uma entrevista do jornalista e crítico musical José Ramos Tinhorão em que ele falava das "coincidências" e influências que sofreram os diversos gêneros musicais do mundo; é um negócio bacana, para quem tem interesse no assunto, como você, rsrs. Eu, particularmente, acredito que existe também um fenômeno, que é tipo uma inspiração coletiva, que favorece o aparecimento ou descobertas de certas coisas, como se uma musa soprasse a dica no éter e algumas pessoas a captassem simultaneamente, rsrs. Gostei do post, para "variar", rsrs.

    Um beijo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Marly!
      Eu li um livro do José Ramos Tinhorão "O som que vem da rua". Faz tempo e não tenho mais o livro. Se eu achá-lo, vou adquirir para tê-lo em casa. Esse livro na verdade, sumiu daqui de casa :D No Instituto Moreira Sales está guardado um bom acervo de textos dele.
      Acho que esse fenômeno a que se refere é aquele que também inspira o senso comum. Como pode alguém aqui no Brasil pensar algo e uma outra pessoa pensar a mesma coisa na Alemanha, sem que elas tenham se comunicado? Alguma coisa rola pelo ar... rs.
      Que bom que gostou!!
      Beijus,

      Eliminar
  26. Luma,

    No mínimo 1917 foi um ano excepcional ;) Confesso que não conheço muito sobre os ritmos e os escuto bem pouco, mas é surpreendente - ou, olhando em retrospecto, nem tanto assim - como os negros criavam ritmos e os brancos é quem ficavam famosos e ganhavam dinheiro. Ainda bem que erra lógica não existe mais.

    Beijos ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Luciano!
      Tomara que essa lógica não exista mais, mas tem ainda muita gente lucrando com direitos autorais sem que tenha participado da produção, como as gravadoras, por exemplo. Vamos esperar a sansão do CADE para essa realidade mudar!
      Beijus,

      Eliminar
  27. Luma,

    Interessante o comentario de JF, ele foi complementar e elucidativo. Gosto de chorinho.

    Beijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Verdade, Sissym!
      Muito bom quando alguém acrescenta algo mais ao texto!
      Generosidade!!
      Beijus,

      Eliminar
  28. Luma
    Sou pessima pra musica. Gosto do antigo Chico Buarque, Tom Jobim, do antigo Roberto Carlos.
    Me divirto com as musicas atuais tambem. mas nao tenmho bom ouvido. as vezes desligo piois doi meu ouvido.
    com carinho Monica

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Moniquinha!!
      Mesmo quando a música está baixa, você sente dor de ouvido?
      Melhor ver o que é que está acontecendo!
      Beijus,

      Eliminar
  29. OI Luma!Confesso que não conheço muito o chorinho,mas acho que sei reconhecer se ouvir um.Blog também é cultura,o seu é excelente por sinal!Beijocas!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Ane!
      No vídeo que postei, está um chorinho...
      Obrigada!!
      Beijus,

      Eliminar
  30. Adoro musica, amei seu post Luma... e gostei do comentário do J.F.
    Agora vou conhecer todos os links..
    Beijo grande

    ResponderEliminar
  31. Olá Luma..:)
    O link do trailer de "kaze Tachinu" ou "The Winds Rises"que deixei anteriormente está sem o "subtitles"..:), mas, achei um outro link com legendas em inglês tah :-))

    1. Trailer - Kaze Tachinu - directed by Hayao Miyazaki - English subtitles
    Neste outro link tem informações sobre o novo anime de Hayao Miyazaki.
    2. Miyazaki Hayao’s Kaze Tachinu (The Wind Rises)
    Ótemo e ótima semana!!
    A big Hug and Tchauzinho


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    Respostas
    1. Oi, Elena!
      Vou assistir novamente, mas pelo primeiro deu para entender um pouco do que se trata. Acho que as pessoas que levam para o lado político não entenderam a mensagem do filme. Ele traz a mensagem de que, apesar de tudo, devemos olhar o belo. Parece algo simples, mas não é!!
      Obrigada mais uma vez!!
      + Beijus,

      Eliminar
  32. Bonito esse video!Não conhecia!Sou mais chorinho que blues e na internet tem tanta coisa a aprender,não é mesmo?Muito legal sua pesquisa!bjs,

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Anne!
      Às vezes fico nostalgica e coloca as músicas do Pixinguinha que o meu avô gostava bastante!! :)
      Beijus,

      Eliminar
  33. Gosto de vários géneros musicais. Há a tendência de gostar do que mais é veiculado pelo mainstream, com o tempo fui descobrindo o alternativo, as combinações de géneros, etc. Em suma, adoro música, contudo também é preciso aprender a gostar de géneros que rejeitamos à partida.

    Saio sempre mais enriquecida, Luma. Obg. Bjos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi, Odete!
      Meus pais ouviam música demais e de todos os gêneros, por trabalharem também com música. Acho que por isso meu gosto musical se diversificou. Gosto mais do que desgosto e entre o que o povão curte, tem muita coisa boa, basta peneirar. Não podemos ter preconceito com a música.
      Beijus,

      Eliminar
  34. Vamos chamar de "um ar bom da época" circulando por todas estas regiões, heheh... assim como em outros momentos e como você bem mencionou nos comentários, ali foi o marco de cada região ter seu "genio", seu homem de 10 mil horas de treinamento, pronto para fazer pontos de excelência nos respectivos gêneros, dando base para a constante evolução. Três expressões lindas da humanidade :)... bjojo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A terra gira... o mesmo ar que respiram lá, respiramos aqui :) Se tudo evolui, a música também. Com tantas coisas acontecendo no mundo e influenciando pessoas, haveria de influenciar a música também!! Beijus,

      Eliminar

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