O Sentido de um fim

Julian Barnes

O Sentido de um fim, é título do livro de Julian Barnes e responsável por ele ganhar o principal prêmio da literatura de língua inglesa "Man Booker Prize" de 2011. Esperei uma leitura na linha de "O papagaio de Flaubert" seu outro livro, porém, qual sofisticação encontrei, nada igual nos últimos tempos... E olha que "O Papagaio..." é muito bom também. Não pense que seja exagero, pois foi com a qualidade da sua escrita que Julian Barnes também ganhou outras premiações, como o "Prix Medicis", prêmio de literatura francês, pela primeira vez conferido a um britânico.

Olhar para o passado sem distorcer ou adequá-lo para mitigar a própria vida não é exercício corriqueiro dos simples mortais. É preciso invejar a clareza da vida e isso não quer dizer, ter boa memória.

"Quando você tem seus vinte anos ... você pode lembrar da sua curta vida em sua totalidade. Mais tarde, a memória se torna uma colcha de retalhos e remendos" - A Fala de Tony Webster, o personagem central do livro é densa, com idéias filosóficas e inteligentes, o que contraria a exposta imaturidade emocional de seus sessenta anos de idade. Mesmo assim, Tony consegue criar suspense genuíno, se passando por detetive de si mesmo e reescrever sua história, descobrindo o que realmente aconteceu quarenta anos atrás.

Se convence que com a idade alcançou uma certa tranquilidade, apesar de nunca ter tido qualquer das grandes aventuras que uma vez sonhou em ter quando menino, quando esperava que sua vida pudesse ser como a dos personagens dos livros que amava - Parece lugar-comum, mas como disse acima, a imaturidade tem dessas coisas.

Ele queria, como todos os mais jovens, ser como alguém de sua admiração, modelo de sofisticação intelectual e brilhante como seu amigo Adrian que foi para Cambridge estudar, enquanto ele estudou em escola medíocre. Só que esse seu amigo, de repente, aos vinte e dois anos, comete suicídio e deixa uma carta onde fala sobre a sua decisão de escolher a morte filosófica do que a vida. Assim ele se lembrava...

Esse acontecimento não faz Tony admirar menos Adrian, ao contrário, ele pensa que o amigo teve coragem para agir seguindo suas convicções, ao passo que ele, Tony, escolheu asseio e segurança: "Eu reciclar; Eu limpar e decorar meu apartamento para manter o seu valor. Eu fiz a minha vontade, tenho meu relacionamento com minha filha, filha-de-lei, netos e ex-mulher são, se menos do que perfeito, pelo menos resolvido ".

Esta vida monótona é abalada quando Tony recebe uma carta misteriosa de um escritório de advocacia informando-lhe que uma tal Sarah Ford - mãe de Verônica, a quem ele conheceu brevemente décadas atrás, deixou-lhe em testamento um legado de muiiiiitas libras e, estranhamente, o diário de Adrian, que de alguma forma, estava com ela e nele está contida a veracidade de tudo o que aconteceu na época do suicídio.
Julian Barnes
Eu não conto o resto!!

Ou conto?

Coça-me porque a história é boa demais! Tony ilude os leitores e ele mesmo. Simplificou um triângulo amoroso entre ele, Verônica e Adrian? Será que ele romantizou o suicídio de Adrian, ou se utilizou da filosofia para racionalizar um ato motivado por impulsos mais escuros, mais desesperados? Veronica é culpada pela morte de Adrian, ou é algum tipo de vítima?

Quando chegar ao final, você vai querer ler o livro de novo. Assim eu fiz! Inteligentemente, o autor comprime a história com longas varreduras temporais em escassas 160 páginas - Você pode imaginar um autor mais jovem ou menos confiante levando três vezes mais tempo para chegar no mesmo clima - Diante da revelação final, você se sente obrigado a reler. Vai ler o livro pela segunda vez, pois a última interpretação torna-se dolorosamente evidente. Olha só a memória pregando peças!

O autor faz um trabalho ágil e ressalta como as pessoas tentam apagar ou editar suas loucuras de juventude e decepções, convertendo eventos reais em anedotas, e essas histórias em simples narrativa. Os mistérios da memória e as oportunidades perdidas na vida... melhor romanceá-las?

"Parece-me que esta pode ser uma das diferenças entre a juventude e a velhice", diz Tony, "quando somos jovens, nós inventamos futuros diferentes para nós mesmos, quando ficamos velhos, nós inventamos diferentes passados ​​para os outros ou ficamos presos em nossa tragédia"

Tony não é confiável e o quebra-cabeças das causas passadas é decodificado por um homem que é um enigma.

O título do livro "O Sentido de um Fim" foi retirado de uma obra de teoria literária do crítico Frank Kermode e espero que você goste tanto quanto eu gostei.

A pergunta que fica: Qual o sentido de um fim?

“Alguém disse uma vez que seus períodos favoritos da história eram aqueles em que as coisas estavam desmoronando, porque isso significava que algo de novo estava surgindo. Será que isso faz algum sentido se nós aplicarmos às nossas vidas? Morrer quando alguma coisa nova está nascendo - mesmo que esta coisa nova seja o nosso próprio eu? Porque assim como toda mudança política e histórica mais cedo ao mais tarde decepciona, acontece o mesmo com a idade adulta. E com a vida. Às vezes eu acho que o objetivo da vida é nos reconciliar com sua perda irremediável vencendo nossas resistências, provando, por mais tempo que isto leve, que a vida não é tudo que tem a reputação de ser.”

É irônico, porque o sentido de um final é tudo sobre a nossa falta de compreensão de nós mesmos e como a memória pessoal pode ser imperfeita. Se aos vinte anos, você se lembra de alguns eventos da infância, aos quarenta lembra-se de alguns fatos da juventude; o que se lembrará dos sessenta em diante? A lucidez é um exercício das lembranças, talvez não leve ao esquecimento, pois dizem que, o que você se lembra nem sempre é o mesmo o que você testemunhou, pensou nisso?

"Todos nós vivemos imersos no tempo. É ele que nos molda e sustém. Mas também é ele que nos atraiçoa"

77 comentários :

  1. Dica anotada! Chegar ao fim e já querer começar a ler novamente é mesmo um excelente indicativo para um livro.
    Beijo

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    1. Ana Paula, costumo zelar os livros, mas esse não teve jeito! Na segunda leitura, quis marcar tudo e ele está todo sublinhado e com anotações. Esse não vai para o BookCrossing Blogueiro; esse ganhou lugar na mesa de cabeceira :)
      Beijus,

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    2. Não conheço esse autor, mas com certeza o seu texto despertou o interesse sobre o livro.
      Em relação ao que você disse aí em cima "costumo zelar os livros, mas esse não teve jeito! Na segunda leitura, quis marcar tudo e ele está todo sublinhado e com anotações..."

      Luma...
      Vejo muita gente falando no "tem que preservar o livro; não pode riscar, fazer anotações..."... Claro que eu também acho que devemos preservar um livro e, sempre que possível, dar a outros a chance de lê-lo e normalmente as pessoas querem um livro, mesmo usado, com cara de novo e, de tanto ouvir o povo falando nos cuidados com o livro, hoje em dia eu também não sublinho nada... Mas o dedo coça viu?

      E olhando para os livros tenho a sensação que esse não sublinhar, esse não fazer comentários - sobre algo que o livro me fez pensar, descobrir ou duvidar - no rodapé ou nas laterais das páginas agrada aos amantes dos livros, mas deixa eles, os livros, infelizes.

      Sei lá. Mas fico pensando que se eu fosse um livro, gostaria de não ser rasgado ou marcado com dedos sujos, claro, mas esse não sublinhar nada, não acrescentar nada as minhas paginas me faria um livro frustrado.
      Pensando bem, até algumas manchas nas minhas páginas, eu creio que receberia com alegria, se fossem feitas por um trabalhador que, cansado e suado, enquanto come a sua marmita ou volta pra casa num ônibus apertado tão entretido em minhas linhas que não consegue esperar estar de banho tomado e sentado no sofá de sua casa para se distrair, rir, se emocionar, enfim, viajar enquanto folheia minhas páginas.

      Creio que eu não me importaria de não ser um livro que fosse eterno na sua forma física; ficaria feliz em sentir que, mesmo vivendo pouco, fiquei imortal em pelo menos uma mente.

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    3. Lu, esse livro é para ser consultado sempre e como o promovi companheiro de cabeceira, ele ficará livre da clausura da estante e portanto, posso ter sempre um lápis para anotar nele os pensamentos e reflexões que me despertam no momento em que leio. Ficaria muito triste se o perdesse.
      Quanto ao manuseio, acho que importa manter a forma, para que ele possa passar por muito mais mãos e alcançar mais mentes. Lógico que entre não ser manuseado e ficar trancado, é preferível que seja do modo que descreveu acima.
      Obrigada pelo comentário enriquecedor!!
      Beijus,

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  2. Luma, esse livro é pequeno no tamanho, de leitura super fácil, porém meu pensamento sempre volta à ele e fico revirando suas páginas. Ele foi uma supresa porque nunca tinha lido nada do autor. Se não se importa, vou colocar aqui um trecho que gosto muito:

    “Lembro de um período do final da adolescência em que minha mente ficava embriagada com imagens de aventuras. É assim que vai ser quando eu crescer. Eu vou lá, vou fazer isso, vou descobrir aquilo, vou amá-la, depois ela, ela e ela. Vou viver como as pessoas vivem e sempre viveram nos romances. Em quais eu não tinha certeza, só que paixão e perigo, êxtase e desespero (mas depois mais êxtase) estavam à minha espera. Entretanto… quem foi que disse aquilo sobre ‘a pequenez da vida que a arte exagera’? Houve um momento quando estava me aproximando dos trinta anos em que eu admiti que meu amor por aventuras já tinha acabado há muito tempo. Eu jamais iria fazer as coisas que havia sonhado na adolescência. Em vez disso, eu aparava a grama, tirava férias, tinha a minha vida.
    Mas o tempo… como o tempo primeiro nos prende e depois nos confunde. Nós achamos que estávamos sendo maduros quando só estávamos sendo prudentes. Nós imaginamos que estávamos sendo responsáveis, mas estávamos sendo apenas covardes. O que chamamos de realismo era apenas uma forma de evitar as coisas em vez de encará-las. O tempo… nos dá tempo suficiente para que nossas decisões mais fundamentadas pareçam hesitações, nossas certezas, meros caprichos.”

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    1. Está parecendo alguém que conheço!! Li também "O Papagaio..." e agora quero ler todos os livros do autor. "O sentido de um fim" transforma-nos em investigadores da nossa própria vida e quanto à isso, algumas pessoas podem não gostar - principalmente as que leem para fugir da realidade.
      Obrigada pela citação!!
      Beijus,

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  3. Sou admiradora do Barnes há mais de uma década. Os livros dele vieram juntos com os dos autores da geração do McEwan, como Kazuo Ishiguro, Martin Amis, Hanif Kureishi, Jonathan Coe, Salman Rushdie e Graham Swift, para citar alguns. Nos últimos anos o Barnes vem refletindo sobre o tempo, a velhice, em livros como Nada a Temer e Um Toque de Limão. Creio que em O Sentido de um Fim ele alcançou um de seus melhores momentos (O Papagaio de Flaubert e Arthur & George também são excelentes). O romance dialoga um pouco com o Na Praia, do McEwan. A voz do narrador é muito forte, sedutora. O que eu não consegui entender, e me admirei, foi o fato de uma obra que discute questões filosóficas e existenciais tão pesadas consegue ser tão leve. O discurso está presente por todo livro, mas em nenhum momento a narrativa fica truncada. Quem sabe depois desse romance e o Booker ele não ficará mais conhecido por sua obra do que pela ponta que fez no Diário de Bridget Jones? Abraços em ti guria!

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    1. Estou em atraso, Lalinne! Você ainda tem os livros de Barnes? Traz pra mim... :) Eu podia ter lido "O Sentido de um fim" a mais tempo, porém respeitei uma ordem de livros que preciso rever. Se eu soubesse, tinha lido a mais tempo. Aqui tenho "Inglaterra, Inglaterra" e "Arthur & George" - estou tentada a colocá-los na frente de todos os outros da fila (rs*).
      A escrita é bastante simples e entendemos profundamente, provando que para entender a escrita, não precisa recorrer a rebusques.
      Beijus menininha!!

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  4. Ainda não li nada dele... já entrou prá minha lista de prioridades!! ;)
    Obrigado pela dica, queridíssima!

    Bjo

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    1. Torcendo para que goste!! :) Beijus,

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  5. Luma! Me encantei só de ler sua resenha!

    Vou anotar para entrar na minha lista de leitura!

    Bjs

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    1. Que ótimo, Karina!! Depois me conta se gostou ou não da leitura... beijus,

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  6. Lima, receei que contasse toda a história!
    É que eu vou comprar o livro.
    Beijo da Nina

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    1. Hehehe como escrevi acima: Cocei!!
      A leitura é boa e o livro baratinho... tu não vai acreditar!
      Beijus,

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  7. Por isso é que eu escrevo. Editar quase ao vivo há minha história é primeiro ter a audácia de ser sincero, virtude que adoramos aplicar nos outros mas nos falta coragem para sê-lo conosco. Relatar sem firulas a essencia do dia-a-dia é permitir-se que aos 40 a gente goste dos 40 e aos 60 a gente viva os 60, utilizando esse espaço das lembranças para reconstituir, em cada a oportunidade, a certeza de que o que se faz, faz sentido. Sobre o livro, além da curiosidade desperta, digo que você "vende" livros muito bem :)... já o sentido de um fim é recomeçar, ao menos no universo de cá, sabr se ele justificou os meios ou foi o oposto. Bjobjo!

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    1. Qual a mensagem que o autor quer nos passar, muitas vezes importa mais do que a própria história. O livro nos faz pausar a leitura e refletir, sem mesmo notarmos esse ato - uma espécie de conversação.
      Ele toca no que bem comentou, do que é realidade em nossa vida ou em qual história contamos para nós mesmos para tornar a vida mais interessante.
      O personagem Tony Webster supera a vontade adolescente de “viver como as pessoas vivem e sempre viveram nos romances” e o autor em entrevista: "Nossa vida é apenas a história que contamos a respeito da nossa vida. Contamos para outros, mas principalmente para nós mesmos".
      Beijus,

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  8. Agora eu tenho que conhecer Barnes! O trecho que você listou onde ele fala sobre a diferença entre a juventude e a velhice me parece de uma verdade assustadora. Depois de ter gostado muito de ler Anne Tyler acho que já consigo partir pra um tipo de romance mais sério, com narradores fortes, e que sabem contar uma boa história sem precisar de centenas de páginas.

    Beijos.

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    1. Hehehehe tem mesmo!! Lu, o livro é cheio de verdades! Você, como lê rapidinho, vai achar que um livro de 160 página lerá em uma sentada, mas não... você sem querer vai se perder pensando. Tenho certeza que vai gostar!! Beijus,

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  9. Gostei de ler sua resenha, Luma, me animou a ler o livro, apesar de ter vários na fila, vou dar um jeitinho de encaixá-lo.
    Obrigada pelas sugestões deixadas no Simples ASsim, talvez faça esse concurso da melhor receita de miojo, quem sabe?
    Bj e ótimo dia pra você,
    Lylia

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    1. Lylia, eu devia ter feito isso... esse livro estava na fila e demorei para ler. Mas tudo bem!! O tempo não foi perdido!
      Se for fazer o concurso, me chama!! :=))
      Lindo dia para você também!!
      Beijus,

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  10. Querida Luma; o tempo é a nossa liberdade e o nosso algoz. Ele delimita as nossas ações, muitas vezes, porque fica gravado em nós, como experiências; positivas, ou negativas.
    A sua resenha, realmente nos leva a imaginar a trama que envolvem os personagens. Eu não conhecia, e a primeira vez que li, qualquer coisa a respeito desse livro, foi aqui. E fiquei tentada a conhecer mais.
    Beijos

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    1. Lúcia, somos treinados para guardar em nossas lembranças somente aquilo que nos interessa, seja bom ou ruim. Quantas vezes em conversas entre amigos ou familiares, nos lembramos de fatos outrora adormecidos e quem sabe esquecidos completamente na sepultura do tempo?
      Que bom que lhe despertou interesse...
      Beijus,

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  11. Luma, a tua resenha indica que este não é um livro para ser lido com sofreguidão à beira da praia, entre um chopinho e uma olhadela para as moçoilas seminuas. É para ser degustado suavemente. Não é uma obra destinada para neófitos em literatura. A mim interessa particularmente em razão das referências à memória e à prática de rever e refazer o passado, hábito que se acentua com o passar da idade. Julian Barnes já está na minha lista de prioridades intelectuais. Por fim, te lendo, constatando teu prazer em escrever sobre livros, conclui que és uma discípula devotada do filósofo francês Edgar Morin, para quem pensar dá tesão. Ler é mais eficaz do que o Viagra. A arte é o afrodisíaco existencial por natureza. Filosofar é uma arte que mescla conceitos, razão, intuição e imaginação.
    Beijo pra você.

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    1. Jens, esse livro precisa de uma certa maturidade emocional para entender as suas reflexões. Assim, uma pessoa muito nova, não entenderá os questionamentos.
      Ahhhhh preciso conhecer esse filósofo!! Adorei... ainda não tinha encontrado esse tipo de pensar, que é para se pensar!!
      Beijus,

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  12. Luma,e as vezes podemos nos sentir mesmo prisioneiros do tempo...linda sua cronica e fiquei interessada nesse livro.Excelente dica!bjs,

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    1. Prisioneiros dentro das lembranças de um tempo em que fomos mais felizes... ou que supostamente achamos assim. Beijus,

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  13. Olá bom dia!!!
    Luma sou devoradora de livros, sua resenha ficou com gostinho de quero mais, quando o livro é bom sempre fica na memoria e o desejo de novamente le-lo.
    Passei para te trazer meu carinho.
    Tenha um belo dia. Beijinhos

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    1. Verinha, tomara que goste desse livro e que ele fique perpetuado em sua memória!! Beijus,

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  14. Querida Luma:
    A sua descrição do livro está de tal maneira bem feita, que dá vontade de largar tudo o que estávamos a fazer e sair a correr, para o comprar e ler.
    Eu entrei num desafio em que tinha de escrever um texto com 77 palavras.Agora está em votação.Agradecia que votasse e dissesse aos seus amigos e conhecidos para votarem também.A morada é: http;//aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-2a-fase
    Só tem de clicar antes de 77 palavras,no tema Educação,que é quase dos últimos.O prazo termina no sábado.Desculpe o meu pedido atrevido.
    Beijinhos da
    Beatriz

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    1. Beatriz, fiz várias tentativas para entrar no link indicado e não conseguia, até que observei que deixou o endereço errado :( Veja que no lugar de ":" colocaste ";".
      Boa semana!! Beijus,

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  15. Passando pra deixar um bj, te ler e ja seguir.
    Volto ja ja. Bjins

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  16. Oi Luma
    Deve ser ótimo esse livro. Hoje postei sobre Histórias e memórias, um pouco disto que vc cita, mostrando que as histórias são contadas de acordo como cada um a vive e a percebe. Podemos ter muitas histórias de um mesmo fato.
    bjs

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    1. Foi uma bela coincidência! Percebeu que estamos sempre em sincronia em nossas postagens?
      Uma mesma história pode ser analisada por muitos ângulos, pois depende da interpretação de cada um.
      Beijus,

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  17. Luma, o livro deve ser ótimo!
    Obrigada por compartilhar conosco, simples mortais.... rsrsrs

    Parece que qdo somos jovens, passamos por situações doloridas, sofridas. E qdo somos jovens tudo é muito mais intenso... "pra sempre", "nunca mais" etc.
    Talvez por isso, qdo mais adultos, mudamos um pouco o passado, contando de um outro jeito, talvez mais amadurecido e com outra visão, o que realmente aconteceu.
    Será que falei demais?

    Beijos

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    1. Simples mortais... pois não é que o homem morre e sua obra fica! Isso é, para nós mortais que não podemos nos eternizar através da arte, que o façamos através de nossas ações.
      Não falou demais... muitas lembranças com o passar dos anos se tornam nuvens e não lembramos os detalhes. É preciso exercitar!!
      Beijus,

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  18. Nunca tinha ouvido falar.
    Obrigado pelo indicação, estava mesmo querendo comprar um livro bom agora.

    Daniel

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  19. Oi Luma.
    Retribuindo a tua visita. Que bom que encontraste o chá de lucia lima, dá um sabor especial. Quando precisares de algo, é só dizeres. Beijo carinhoso.

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    1. Obrigada, Idalia!! Achei a erva no mundo verde :) Beijus,

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  20. nossa q fiquei curiosíssima para ler esse livro!! parece ser muito bom! valeu pela dica! bjs

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    1. Eu gostei, Carol. Você terá que ler para descobrir... beijus,

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  21. Olá, Luma..:))

    Humm...você podia fazer uma pequena sinopse, ou resenha dos pontos chaves do livro..:)

    Pelo que entendi, parece que a vida do Tony era comum sem grandes aventuras..etc.
    A vida cotidiana realmente, parece ser um tédio, mas, o tédio e a monotonia fazem parte do equilíbrio, no equilíbrio podemos baixar a nossa guarda, embora, gostamos de sempre estarmos em busca de algo novo
    , algo inerente de cada ser, nunca estamos totalmente contentes do que foi alcançado, e assim, saímos do equilíbrio, e enfrentamos a batalha..ehehe..:))
    E outro detalhe, manter o equilíbrio exige muito esforço e responsabilidade, porque, não é nada fácil, manter o bendito equilíbrio que traz a sensação de paz, e o sentimento de sossêgo e tranqüilidade.
    Ah..não me diga que o trêma caiu viu..:)), o qui e o qüi na verdade têm sons diferentes...entonces.. :))
    Não vou dizer que vou ler o livro, tenho ouvido muita música, e Ebook, e assistido muitos videos e filmes de vários países. Esses dias achei um filme de produção americana onde a Carmen Miranda aparece cantando, é muito legal.., tô até pensasndo em cortar esse trecho, porque é a parte que me interessa .. :))

    Ótemo e ótima semana!!
    A big Hug and Tchauzinho

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    1. Ah, Elena!! As resenhas tradicionais você pode encontrar em qualquer blogue ou site especializado. Como não trabalho para a editora que publicou o livro e não tenho vínculo editorial, não fiz a resenha conforme o riscado. Apenas destaquei algumas reflexões, o que faz a cara desse blogue.
      Assisti quase todos os filmes em que a Carmen Miranda participou. Depois me diga o nome do título para ver se conheço. Podemos trocar impressões.
      Beijus,

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  22. Luma,

    Este livro parece ser muiiiiiiiito bom! Alias, ele aborda um tema interessante. Eu não tenho uma colcha de retalhos do meu passado, tenho boa memoria, porem coloco para escanteio passagens desagradaveis (quem não teve?!). Fiquei curiosa, mais um para a lista!

    Beijos

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    1. Ainda tenho boa memória, mas imagino que com o passar dos anos nem tudo ainda é cem por cento lembrável. Por exemplo, quando falamos de alguém mais velho, pensamos em sua lucidez... acho que isso faz parte do envelhecer. Beijus,

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  23. Luma,vim te aproveitar ! Saio daqui sempre com vontades de descobertas

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  24. Hola amiga!

    Que interessante, excelente texto, um incentivo e tanto para novas leituras. Saio daqui enriquecida com certeza.

    Bjs.

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    1. Vamos ler mais, pensar mais, viver melhor e mais enriquecidos!! Beijus,

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  25. Oi Luma. Sempre trazendo ótimas dicas né?
    Big beijos

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  26. Luma querida
    Eu estava tão envolvida na minha leitura que pensei que vc iria contar mais sim:(
    O fato de vc ter lido novamente só aumentou a minha vontade de lê-lo!
    Também acho que quando tudo está desmoronando é pq algo novo irá surgir!
    Bjim com karim
    Léia

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    1. Não podia contar! Mas não contei muita coisa do livro, não!! Você vai poder constatar isso se acaso resolver ler! Beijus,

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  27. Luminha, querida, esse eu vou ter que ler - e com o maior prazer. Amiga, estou com o teclado muito prejudicado e estou te comentando com o virtual, isso me frustra muito. Mas, voltarei numa boa, se Deus quiser.
    Mil beijinhos...

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    1. Ah, Vanuza!! Lê sim, aproveita que está com o teclado bichado :) Beijus,

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  28. Vou ter que ler... a pulga não quer sossegar atrás da orelha! rs...rs...rs... parece muito bom! Obrigada pela dica! Bjks Tetê - Avaliando a Vida

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    1. Hehehehe vai sim!! Não agradeça, Tetê. Se tiver que fazê-lo, faça depois que ler! Beijus,

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  29. Luma, será que lembrarmos dos mesmos fatos de diferentes formas não acontece porque aos 60 anos amadurecemos e vemos o mundo de um jeito diferente do que aos 20 anos?
    Ótima descrição, fiquei com água na boca para ler esse livro. Muita paz!

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    1. Acho que não! Por isso acho importante os diários e até mesmo álbuns de fotografias. Quantas coisas precisam ser refrigeradas da nossa mente, ao contrário, serão esquecidas!
      Leia e depois me diz! Beijus,

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  30. Ja ta la na minha lista de desejos! Blz de texto, moça!

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  31. Hola Luma querida.
    Me facina com a resenha da dicas querida.
    Gostei muitos esta na minhas lista compra.
    Ps: Luma dejei un selinho para tí... é facil facil porque tú tem que indicar un livro...
    espero que goste....
    Eu particularmente não gostaba muitos de ler em portugues muitas veces tive que ler dois a tres veces um livro pequena para entender, agora a cada día fica un poco mais fácil
    Super beijosss, adorei a resenha! como sempre..

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    1. Oi, Doña!!
      Faz bem ler em português, vai desenvolvendo melhor a língua!
      Depois vou lá buscar meu selinho :) Obrigada!!
      Boa semana!! Beijus,

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  32. Luma,

    A segunda dica de livro que leio hoje e já estou aqui me coçando para comprar.
    Pela proposta que me fiz de ler mais este ano, já passou da hora de começar. Adoro estes livros assim, instigantes.
    Estou terminando Capitaes de Areia, de Jorge Amado, que deixei pela metade ano passado.
    Um beijo

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    1. Capitães de Areia é um livro bem interessante! Como um grupo de crianças abandonadas lutavam sozinhas no dia-a-dia para sobreviverem? Crianças que desde cedo estão perante o roubo, o sexo, o álcool, o crime e por vezes até morte. Crianças órfãs, sozinhas, sem qualquer tipo de afeto, desprezadas pelo povo, maltratadas e procuradas pela autoridade, que vivem escondidas e agem, muitas vezes, no silêncio da noite, no areal da praia. Engraçado que cada um irá seguir um destino diferente, mas no fim acabam por se manter na mesma vida. Ainda lembro de muitas passagens do livro.
      Anota a dica do livro. Garanto que será mais fácil de ler do que Capitães de Areia!!
      Beijus,

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  33. Luma,
    Fiquei encantada com a sua resenha, quero já comprar esse livro. Quanta reflexão deve ter nessas 160 páginas. Tem livros assim como esse que vc quer reler imediatamente.
    Amei mesmo.
    Beijos
    Adriana

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    1. Muitas!! E eu só adocei a boca nesse post!
      Beijus,

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  34. Só o título já é interessante, Luma! Os enigmas nos prende, pois a curiosidade nos faz ler até o final. Boa dica... beijos e linda tarde.

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    1. Não propriamente um enigma. Você lê o livro e somente ao final constata esse enigma. Daí você quer ler de novo para ai sim, decifrar o tal enigma :) Beijus,

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  35. O titulo já mexe com nossa imaginação. E sua resenha é de primeira qualidade.

    Bj

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  36. Nos falamos no ano passado, em meio aos boatos do apocalipse prenunciado pelos maias, não foi? Estou feliz por estarmos mais vivos do que antes, talvez até mais blogueiros do que antes, pois os desafios a cada novo ano são enormes, e muitos precisam de espaço para o árduo trabalho de abrir olhos e corações; como é o seu caso, Luma.
    Desejo-lhe saúde, amor, sucesso, palavras e muitas idéias para transformar o mundo.
    BeiJuivooooooooooosssssss da Loba

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    1. Ah, Jaque!! Você sempre tão gentil, inteligente e dedicada!! Obrigada, mas acho que essa deveria ser a função dos blogger, afinal, não temos vínculos com o status quo! :) Obrigada pelos votos! Beijus,

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  37. Muy buena reseña! quieres que seamos seguidoras?
    Besos, desde España, Marcela♥

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    1. Oi, Marcela!!
      Visitarei o seu blogue para conhecer!
      Obrigada pelo convite!!

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  38. Luma,

    até hoje não havia lido nada desse autor, mas sua resenha me provocou a tal ponto que já anotei em minha agenda para comprar e iniciar a leitura o quanto antes.
    Tenho andado tão ocupado com meus pais que mal encontro tempo para ler os blogues amigos. Algumas passadas pelo facebook, algumas brincadeiras com os comentários e é tudo. Não tenho lido nada nos últimos dois meses; falta não apenas tempo, mas tranquilidade e privacidade, o que é dificílimo numa casa com tantas pessoas circulando (empregada, cuidador, enfermeira, fisioterapeuta, médico, etc.) Mas estou tentando corrigir isso...
    Bom final de semana! Bom carnaval!

    Beijo.

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