Há certo gosto em pensar junto.


Pelo sexto ano consecutivo, a "Federation Square" em Melbourne organiza o "Light in Winter". Esse evento procura reunir artistas locais e internacionais, designers, arquitetos, cineastas e grupos multiculturais em um programa gratuito de um mês de duração, apresentando trabalhos individuais dos artistas envolvidos ou em grupo, além de palestras, eventos, workshops, performances e finalizando com a celebração do solstício.

O Programa desse ano foi inspirado no "National Year of the Reading" (Ano Nacional da Leitura) e dentre os trabalhos, estava um trabalho ambicioso do coletivo espanhol Luz Interruptus, que usa a luz como uma das fontes maiores de seu trabalho - a instalação contou com 10.000 livros iluminados com luzes de LED que invadiram as ruas. Cada dia a instalação crescia e a Flinders Street foi derramada de livros.

Achei interessante após o encerramento da 5ª Edição do BooKCrossing Blogueiro apresentar a intervenção "A literatura contra o caos" para agradecer à todos os participantes, em especial aqueles que ainda não conheciam o meu blogue e mesmo assim toparam entrar nessa brincadeira séria em prol da conscientização de que a leitura é o caminho para a salvação de quase todos os males do mundo.

Voltando ao "Luz Interruptus", antes deles apresentarem o trabalho com livros iluminados em Melbourne, eles  levaram sua arte de rua para NYC, quando chamaram atenção pelos 800 livros espalhados com o intuito de substituir o caos do que acontece no mundo, principalmente nas ruas, pela literatura. Uma boa forma de guerrilha pacífica, se podemos dizer assim! As duas primeiras imagens desse post são do meu arquivo pessoal e mostram a intervenção em Nova Iorque.

As imagens à seguir, foram retiradas do site do Coletivo Luz Interruptus, do último evento que participaram em Melbourne.
Os livros vieram de doações feitas em bibliotecas públicas, logo depois descartadas pelas mesmas e resgatadas pelo Exército da Salvação. Eles foram iluminados e dispostos a parecer a passagem de um rio caudaloso pela cidade.
Durante todo o evento, os visitantes sabiam de antemão que na noite final da instalação, eles poderiam escolher livros para levarem para suas casas, mas enquanto a última noite não chegava, o caminho de livros funcionava como uma biblioteca improvisada onde as pessoas pegavam os livros e liam livremente.
Quando chegou a última noite, os voluntários ofereciam livros aos que passavam de carro. O público alegre e curioso, ficou impressionado com a forma com que o coletivo conseguiu fazê-los refletir com essa intervenção.
Durante o mês em que os livros ficaram expostos, muitos artistas de rua fizeram apresentações sobre os livros, chamando atenção de motoristas e pedestres. Além disso, a intervenção foi usada como pano de fundo para um show de dança chamado "Caminhando com as palavras".
A sensibilização para os benefícios educacionais que a leitura oferece, inundando as ruas com livros, diminuindo o espaço para os carros circularem em uma via muito movimentada, poderia gerar muito estresse, como deve ter gerado, mas as coisas somente são sentidas quando expostas aos olhos.

Na postagem do Coletivo "Luz Interruptus" sobre esse evento, eles dizem que passaram o tempo, após concluída a instalação, olhando os livros, folheando suas páginas e se perguntando qual o critério seguido pelas bibliotecas para removê-los de suas prateleiras, pois alguns livros eram fascinantes.
Você entendeu o propósito da intervenção?

As crianças aprendem desde cedo que devem dividir seus brinquedos ou suas coisas, seja em casa ou em outros locais. Certo ou errado?

Tenho acompanhado pela mídia, a Feira de troca de brinquedos que vem acontecendo pelo país e as crianças trocam brinquedos nas feiras... esse é um detalhe, que leva a pensar se essas crianças não frequentam ambientes infantis ou que tenham convivência com amiguinhos, primos... e necessitam de feiras, um "evento social", que na verdade é uma feira de troca de brinquedos que os pais deixaram as crianças trocarem. Se os pais querem ensinar a criança a não consumir, que aprendam os pais primeiro a não consumir. Criança não trabalha, não ganha seu próprio dinheiro. Criança não compra, quem compra são os pais.

Incentivar a divisão e troca são atitudes bastante positivas dos pais na educação dos filhos. A pergunta é: Por que com o passar dos anos os conceitos que os pais martelam na cabeça dos filhos e que são cobrados da criança pequena de forma corretiva, mudam?

A luta é contra o consumismo, parecer politicamente correto ou simplesmente camuflar a sovinice? As crianças crescem e desaprendem o que os pais ensinam? Não. Elas copiam a sovinice dos pais que conforme os filhos crescem, esquecem o que ensinaram a eles, que devem dividir ou trocar.

Estou sendo dura com os pais? Pode ser, estou analisando pelo critério da aparência, ao que parece. Mas você sabe o que é sovinice?

Sovinice e avareza são a mesma coisa. É o medo de perder e por isso a pessoa começa a agregar tudo para si. O consumismo é de certo modo exemplo de avareza. A psicologia explica essa carência emocional. Pode ser moderada ou não. Começa enquanto criança e cresce com a pessoa e assim como o brincar é essencial para a vida - as pessoas crescem e os brinquedos mudam.

Queremos carrinhos para fazer vrum pelas ruas, queremos o último lançamento tecnológico, os perfumes, os sapatos, os acessórios... tudo o que não podemos nos negar. Ah, os meninos... pensam que somente as mulheres consomem, mas eles se esquecem que elas passam muito tempo comprando coisas para eles. Nossos parceiros de sovinice.

E se as pessoas trocassem o consumo por leitura? As bibliotecas em Melbourne estão entulhadas de livros novos doados. As pessoas compram, não leem e doam para as bibliotecas - poderiam doar para países pobres, mas não.

A pessoa que gosta de ler, ao invés de dirigir, dá preferência para um meio de transporte que lhe proporcione comodidade para ler. O Trânsito fica menos estressante pois você está lendo. Eu sei que no Brasil, pela deficiência nos meios de transporte ainda é inviável essa troca, pelo menos nos grandes centros.

Seria interessante que os pais que promovem feiras de troca de brinquedos não abandonassem a ideia da troca com o passar dos anos e continuassem a mostrar aos filhos com exemplos que também sabem trocar.

Por exemplo: dividir o carro para ir ao trabalho ou trocar a direção do carro. Assim cada dia um dirige e sobra tempo para LER.

O Blogue "Saleta de Leitura", fez-me uma surpresa assim que a 5º Edição do BookCrossing Blogueiro encerrou e colocou um exemplar do livro "O Menino de olhos assustados" de Lúcia Pimentel de Sampaio Góes para sorteio em apoio ao evento.

Isso se chama troca de afeto e eu divido com você a minha alegria por ter pessoas generosas do meu lado.
Participem do Sorteio clicando na imagem.

A frase título é com certo gostinho para contradizer Carlos Drummond de Andrade:
"Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer."
Aproveito para citar  Peter Senge:
"O futuro das organizações - e nações - dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente."

64 comentários :

  1. Bom dia Luma!

    Somar para dividir, a conta é muito simples! Fiquei babando sobre o mundo espalhado pelas ruas... Aqui os eventos de estimulo a leitura e compartilhar as mesmas são quase inexistentes,as próprias escolas ficam a desejar no quesito "estimulo/leitura através da arte". Aqui no espaço do artesão estou com umas idéias que vi pela net em New York, achei interessante e vou adaptar para minha nossa realidade (Tocantinópolis) em 2013...
    Quanto ao consumismo/avareza/egocentrismo, infelizmente é uma das características da sociedade contemporânea. Tenho esperança e busco fazer ela acontecer, afinal temos que deixar sementes...

    Parabéns duplo: Celebração da vida e o sucesso do evento!

    Tenha uma semana iluminada!

    Bjãooooooooo

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    1. Para que esse trabalho fosse viável, existiu por trás pessoas e entidades que compreendesse que o saber tem que estar ao alcance de todos, espalhados pelas ruas.
      Obrigada, Bia!! Nem deu para comemorar o meu aniversário no blogue e estou muito feliz com o resultado do BookCrossing Blogueiro.
      Beijus,

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  2. que interessante !!!Bom dia!

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  3. Bom, minha mãe é consumista - e de mão cheia, rs. Acho que consigo me controlar até satisfatóriamente bem, minha consciência é bastante suscetível, então sempre estou com o freio puxado.

    O evento tem uma sacada de mestre: livros espalhados pela rua, nos mostrando o caminho, mas a questão é muitos de nós já sabem o que fazer, mas então porque não fazemos?

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    1. As mulheres são mais susceptíveis ao consumismo e aparentemente os homens controlam melhor. Sabemos o caminho certo e o errado, só que o caminho certo é mais trabalhoso e as pessoas são bem preguiçosas, não é mesmo?

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  4. Que coisa mais linda essa imagens dos livros iluminados. E, realmente eles iluminam... Acendem a luz da sabedoria! beijos,tudo de bom,chica

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  5. Querida amiga Luma !

    Perdoa-me invadir seu espaço, mas seu Blog. me foi passado por amigos. Adorei visitá-la e deleitar-me com tão belos conteúdos. A leitura é imprescindível, necessária em nossa vida, além de salutar. Suas postagens estão bem chamativas. Gostei muito do que vi. Está de parabéns. Já sou seu seguidor.
    Beijos de luz !!!

    POETA CIGANO - 19/11/2012

    http://carlosrimolo.blogspot.com

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    1. Obrigada pelos elogios, Carlos. Quem serão os seus amigos que indicaram o meu blogue? :) Beijus,

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  6. o conhecimento é uma luz que toca a todos, mas alguns preferem colocar óculos escuros ou outros tipos de vendas para fazer de conta que enxergam. Perfeita a menção ao fato de que não adianta achar que faz a sua parte promovendo boas ações dos / para os filhos, se a mesma postura [que deveria ser uma cultura] não faz parte das práxis familiares. óótimos dias, bejobjo!

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    1. Tudo começa dentro de casa, não é mesmo? Pais que se dobram a todos os caprichos dos filhos, não estão prontos para educar. E se os filhos consomem, o dinheiro vem de onde?
      Tony, a sua visão de publicitário está treinada para olhar além do que nos é mostrado e o brasileiro em sua maioria não dá ponto sem nó - tem que sempre lucrar! Não sei se um projeto como dos Luz Interruptus seria viável no Brasil, a começar pela mentalidade.
      Beijus,

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  7. Tu és uma luz maior que todas essas luzinha, Luz de Luma!!
    Não pegou pesado com os pais e alguém tem que assumir a culpa da falta de educação que estão dando aos filhos. Filhos consumistas, pais consumistas ou deveria ser o contrário? A criança manda atualmente nos pais que viraram uns panacas, que depois que a coisa desanda criam esses encontros com outros pais para passar a flanela e dar um brilho. Que mundinho hipócrita!
    Sobre o LER que colocou no final do parágrafo, pareceu uma imposição necessária e entendi pelo que já li aqui no seu blog, algo como: Só não gosta de ler quem não é alfabetizado. Dentro desse conceito entram os analfabetos funcionais, que por não entender o que leem, acham a leitura pura chatice.
    Parabéns duplamente. Pelo texto e pelo aniversário que passou.

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    1. Obrigada, Love!!
      Não sou contra a troca. Ela pode ser feita mas não com intuito de promover o anti-consumo, pois como já comentei, a criança entende que vai em uma pechincha, levar o brinquedo que já cansou, pela novidade! Isso é consumo e a moeda de troca é o brinquedo. Mas o pessoal que faz troca não entende assim. Beijus,

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  8. Um evento extraordinário - Livros iluminados para iluminar pensamentos.
    Tenha uma bela semana
    Beijos,
    Élys.

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    1. Obrigada, Élys! Uma bela semana para você também!!

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  9. Oi Luma,
    Adorei as fotos dos livros na rua,com tantas pessoas em busca das mais altas tecnologias seria realmente muito bom poder conscientizar ainda mais pessoas da importância da leitura com movimentos tão interessantes quanto este.
    Uma ótima semana,abraço,=)

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    1. As pessoas podem ser movidas pela curiosidade e esse projeto meio que assombra quem passa por perto, não é mesmo? Uma ótima semana para você também!! Beijus,

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  10. Luma!
    Que maravilha de texto.
    Trocar e doar livros e brinquedos.

    Boa semana,
    Bjos.
    Anny

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    1. Tudo precisa ser reciclado, Anny!! Até as nossas ideias :) Boa semana!! Beijus,

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  11. Fiquei emocionada em ver tantos livros. Eu ia ficar doidinha em meio a tantas obras.
    Bjo Luminha.

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    1. Eu também, Claudia!! Faria como algumas pessoas que dormiam abraçadas nos livros esperando o último dia!! :) Beijus,

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  12. Super interessante essa instalação contemporanea.
    Você me lembrou do inicio das FNACs em Portugal. Não era hábito as pessoas poderem sentar e consultar livros demoradamente em livrarias comuns. Até que chegou o franchising FNAC que juntou cafetaria a livraria, discografia, games e etc, incluindo mini-concertos ao vivo e a cultura foi servida a todos com liberdade.
    A recolha de brinquedos usados aqui em Portugal também é uma constante no mês de Dezembro. Já cheguei a doar brinquedos novos, ainda por desempacotar. Felizmente a familia já parou de oferecer brinquedos à minha filha pois era um exagero, levando as crianças a um consumismo precoce.
    Se tiver tempo leia este artigo que escrevi para a Teia Ambiental: Toy Story.
    Beijinhos. Ainda ando nas visitas do bookcrossing :)
    Rute

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    1. Doar é a melhor forma de conscientizar a criança de que o brinquedo tem vida além daquela que ela mesma usufruiu e que outras crianças podem receber como novidade. O que não serve mais para ela, servirá para outro. Já trocar é o mesmo que usar o brinquedo no lugar do dinheiro. Se quando vai ao shopping leva dinheiro, na feira ela leva o brinquedo que ela não quer mais. A criança enxerga até uma certa vantagem nisso, já que não usou o dinheiro. Mas o adulto deveria entender que dinheiro não existe somente o de papel. Beijus,

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    2. Sem duvida que desde cedo devemos mostrar para a criança que tudo tem valor e que pode adquirir de várias formas. A troca de bens é muito mais antiga que a moeda. A feira é um ótimo começo para perceber a mecanica. Tem um outro objetivo muito mais profundo que eu não havia entendido de imediato. Grata por iluminar. Beijos*****

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  13. Luma, fiquei surpresa com o simplismo com que abordou a troca de brinquedos. Os pais que nada fazem estão errados, os que tentam fazer alguma coisa, também estão errados... complicado. A troca de brinquedos não é uma ação para resolver o consumismo no mundo. É uma ação para atentar a sociedade em vários sentidos: o desapego, para mostrar tudo o que temos e não precisamos, que coisas usadas são legais (isso é um preconceito enorme do brasileiro...) e o consumismo é uma endemia. Muitos pais , embora responsáveis por seus filhos, também são vítimas da sociedade capitalista. Temos uma orda de empresas multimilionárias que investem milhões em profissionais competentíssimos e em estudos fundamentados de comportamento e psicologia, neurociância e afins, para convencer a todos, que ser é ter. E funciona. Estamos tentando sair desse circulo vicioso, alertando famílias. Você que promove tanto a troca de livros deveria entender isso como ninguém, já que essas trocas não vão resolver o problema da falta de interesse pela leitura do mundo. Mas ajudam a alertar e dar acesso a alguns poucos. Um trabalho de formiguinha que vale a pena.

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    1. Ana Claudia, compreendo perfeitamente que os pais são os fantoches do mundo capitalista e que eles também são os responsáveis pela maioria dos valores repassados para os filhos. A minha crítica é sobre a questão da troca em si. Era melhor não ter para trocar, não concorda? Pois se não tem para trocar é porque não houveram excessos.
      Seria viável, palestras envolvendos os pais de que não devem comprar além daquilo que a criança realmente precisa e que os "excessos" devem ser doados, pois a troca dá um sentido de não perder, de levar vantagens, recaindo no erro da educação, onde os pais ensinam aos filhos que devem dividir. Antigamente os brinquedos, roupas e tudo que estivesse em bom estado eram repassados para os irmãos mais novos, primos ou conhecidos. Essa forma de reutilização, dá sentido de que devemos usar até acabar, ao contrário do consumismo que prega ter somente o novo, o último modelo... Será que compreendeu o meu ponto de vista? Eu não acharia ruim se essa troca fosse espontânea, tipo, as crianças estão brincando e resolvem trocar. Mas promover um evento social de troca, leva à crer que essa família está mais preocupada com o evento social e que não se preocupam com quem tem de menos, recaindo novamente nos valores do mundo das aparências.
      Os livros não são diferentes. Na cidade onde moro, todo final de semana tem feira de livros usados, onde são colocados preços - existiu a troca, mas os livros "ruins" ficavam para trás. Esses livros "ruins", eram velhos mas de autores bons. O que leva à crer que o mundo das aparências impera, pois o que te faz levar para casa um livro em bom estado, mas de um autor ruim e ignorar um livro velho de um autor muito bom? As pessoas não estão interessadas no conteúdo e sim na aparência. Foi abolida a troca e agora é venda de livro usado.
      Espero que você tenha entendido porque sou a favor da doação - de dividir e não da troca. Por que não "Feira de doação de brinquedos"? Aposto que teriam muito mais pessoas interessadas em resgatar os brinquedos e pessoas de "boa-vontade" para doar. E lógico, atentar as famílias para o "real" desapego e tudo isso que comentou para fortalecer o comportamento saudável das famílias e anti-consumismo.

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    2. Luma, não sei se entendi, achei bastante confuso. Me deu a impressão de 2 pesos e duas medidas. Talvez a gente veja o mundo de forma diferente. Eu vejo um mundo que precisa de boas ações, de gente disposta a investir tempo, levantar da cadeira, se relacionar. O que você chamou de evento social de forma depreciativa, eu acho muito bacana. Saímos de nossas casas! Saímos da frente do computador! Estamos conseguindo ser vistos e comentados, chamar atenção da mídia. De forma pequena em relação ao que incentivam o consumo desenfreado como sinônimo de felicidade, mas com certeza, estamos chegando em mais gente do que se estivéssemos apenas doando em silêncio ou atrás de uma tela de computador. Até porque participar com alguns brinquedos de uma feira de troca, não nos impede de doar outros. Eu posso falar por mim, das pessoas que convivem comigo, proximas, somos o que menos dão brinquedos aos filhos e mesmo assim, aqui tem para repassar, para doar e para trocar. Eu faço as 3 coisas todos os anos, durante todo o ano. Todos temos muito a melhorar. Para mim, cada dia aprendo mais.

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    3. Não estou depreciando o evento, só afirmei ser um evento social para os pais e não para ensinar para as crianças noções de anti-consumo. Para mim, nesse caso o brinquedo acaba sendo moeda de troca, no lugar do dinheiro de papel. Não são dois pesos, estamos falando de educação e consumo.
      Lógico que qualquer acão é bem vinda - trocar é melhor que nada - mas estou falando do que eu acho melhor para educar crianças. As feiras servem para conscientizar pais e, já que tudo começa dentro de casa, olhando por esse lado, é satisfatório.
      Pensemos em um Brasil em que nem todos os pais vivem conectados e que estão correndo de lá para cá e querem apenas ter tempo para sentar e "brincar" com seus filhos.
      Se a campanha servir para pais que vivem conectados fazendo compras online, a feira de troca é viável.
      Tente olhar toda essa ação com o olhar da criança.
      Beijus,

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  14. Luma!

    O Luz de Luma nos ilumina com suas postagens que espalham conhecimento e cultura e ainda nos fazem refletir e, em alguns casos, nos ajudam a mudar.
    Muitíssimo bem colocado o hábito de pais consumistas "maquiarem" a educação que transmitem aos filhos com essas "feirinhas" de trocas... se continuar, acabarei num texto enorme... risos.
    Adorei os trabalhos do "Luz Interruptus", iluminando as ruas e as pessoas que, surpresas, acabam levando um pouco dessa luz para suas casas e para suas vidas.
    Acessei o site e me encantei com os barcos de "promessas políticas" e com a Árvore de Natal idealizada para Buenos Aires, com o intuito de mostrar às pessoas o uso excessivo de sacolas plásticas e seus danos ao meio ambiente. Já favoritei o site para ir me deleitando com suas muitas instalações/intervenções.
    Essa postagem coroa o sucesso do 5º BookCrossing Blogueiro que não terminou, pois as idéias ali nascidas continuam germinando e se espalhando.
    Minha admiração pelo trabalho que realiza aqui só faz aumentar - e sempre iluminada pela luz que se espalha a partir do Luzdeluma.

    Beijo.

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    1. Zeca, assino o feed do Luz Interruptus e me delicio com cada nova atualização. Eles são criativos, inteligentes e críticos!
      Pois a realização dessas feiras é incentivada pela cartilha que o governo lançou contra o consumismo infantil e sustentabilidade, tendo apoio para divulgação do Instituto Alana. Se acessar o link que deixei no post, verá um comentário meu lá. Eu não preciso acatar a cartilha do governo, até porque ela ela é bastante superficial, mas entendo que seja escrita de forma aos preguiçosos para pensar compreendam. Obrigada pelos elogios!! Beijus,

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  15. Uau, Luma!!!
    Que máximo!!!
    Amei!
    Beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com.br/

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  16. Que visão emocionante, esta do rio de livros iluminados.As iniciativas mundo afora são cada vez mais inspiradoras.Está havendo um acordar coletivo para os muitos hábitos funestos que se enraizaram através das visões consumistas.
    E nós na trilha, vamos semeando boas iniciativas como a do bookcrossing propagada por vc, Luma.Outras mais virão nesse rastro de luz.
    Bjkas,
    Calu

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    1. Pois é, Calu!! Não compreendo ou compreendo o nosso (des)governo. Ele lança uma cartilha para as crianças controlarem o consumismo e em contrapartida, abaixa ipi disso e daquilo para os pais consumirem mais. A criança observa tudo!! Principalmente a mãe que troca o fogão todo ano, o pai que troca o carro a cada troca de pneu... e assim segue a "Classe Mérdia" :) Beijus,

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  17. Sobre a Feira de Troca de Brinquedos...entendi o seu conceito de troca e doação...a questão é o que envolve a troca e/ou doação. A feira é uma oportunidade de relembrar as pessoas que é possível, sim, "adquirir" sem necessariamente "comprar".A troca não precisa ser do excesso, pode ser de 1 brinquedo que não agrada mais a criança por outro mais adequado a idade dela, por exemplo. Troca-se muito mais que brinquedo. Troca-se experiência de coletividade, de negociação, de vida em sociedade, de saber que o que pra um não tem mais graça para outro tem.... Em cidades grandes e com a vida corrida de hoje, a violência nas ruas colocando as pessoas dentro de suas casas, condomínios faz-se necessário eventos como este em que pessoas de diversos mundos se encontram, se relacionam e brincam juntas...
    Falo isso, pois organizei uma feira de troca de brinquedos e foi uma experiência maravilhosa ver tantas pessoas auto-organizando suas trocas...ao mesmo tempo que as crianças trocavam e brincavam e trocavam de novo...a confraternização, o saber trocar os brinquedos independente do valor material dele, de saber trocar por outro não muito interessante só por que o "novo amigo" queria...O mundo está precisando de oportunidades para se entender melhor...

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    1. A questão é matemática, Raquel. Na troca você mantém o número do consumo, não diminui. Você não ensina a criança a ter noções anti-consumo, está suprindo ela com o que ela já está acostumada consumindo. Ensinando a criança a doar os brinquedos que não gosta mais é ensinar o altruísmo. A troca é para a mente das crianças, algo como: elas por elas. Encontrar para brincar em grandes centros, porque a criança vive fechada? A família e a escola suprem essa questão social, além dos amigos da família. A criança não tem amplitude social e ao meu ver, esses encontros servem mais aos pais do que aos filhos. Também sou mãe.

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    2. Pensamos diferente...a família, a escola, os amigos...pra mim, é mais do mesmo...já um local público com pessoas que se reuniram pra trocar possui a capacidade de nos expor a ricos, pobres, católicos, protestantes, budistas, brancos, negros, universitários, analfabetos, nordestinos, gaúchos, paulistas, mineiros, enfim, diversidade que nem sempre é acolhedora...mas é construtiva...
      Quanto ao trocar ser o elas por elas...prefiro ver como uma experiência altruista também, já que se pratica o desapego tanto do objeto quanto do valor econômico dado a ele...
      No mais, adorei a publicação e fiquei iluminada de idéias...

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    3. As trocas de brinquedos funcionam dentro do contexto da sustentabilidade, no entanto, no pensar infantil, o brinquedo acaba sendo uma "moeda". Se vão ao shopping com dinheiro de papel, nas feiras o dinheiro é o brinquedo. Sou a favor de "Feiras de doação de brinquedos" previlegiando o desapego e incentivando o altruísmo nas crianças.

      Colei acima o comentário que deixei na página da tal cartilha que o governo lançou e que é motivo da promoção dessas feiras.

      Acho interessante as feiras, mas não no sentido de contribuir para a baixa do consumismo e é disso que estamos falando no texto - consumismo. Quanto à sociabilidade, criança não enxerga preto, branco, católico, rico, pobre... a família incute valores e tudo tem seu tempo e as crianças crescem e procuram o seu caminho. Pense no tempo que a criança passa em casa, na escola ou com a família e verá que uma hora de feira uma vez no ano não traz modificação. O grande lance é o dia a dia, de segunda à Sexta, com quem a criança convive e os valores que essas pessoas passam para ela... Ah, se nas feiras ensinam os pais a serem anti-consumistas, valeu!!

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  18. Luma, fiquei encantada com esse Light in the winter. Estou mega enrolada, como diria Luciano Hulk, mas libertei dois livros no feriado e vou postar ainda esta semana. Como sempre é muito bom participar dos seus eventos e da reflexão sobre eles. Qto à feira de troca, sou altamente suspeita pois abracei a causa, promovi uma troca na escola do meu filho e bem, sempre doamos brinquedos, todos os brinquedos não mais usados aqui vão para doação, mas ele nunca havia trocado, foi uma experiência e tanto para ele ver que o que ja foi usado pelo outro pode ser muito interessante para ele. Então algo que não veio da loja pode ser interessante e isso é novo para ele. Considero o consumismo um perigo por aniquilar valores que deveriam ser resgatados. Nada a ver com sovinice, eu realmente me importo com a relação que meu filho tem com os objetos. Serão eles importantes pelo que podem nos oferecer ou são importantes pelo status que nos proporcionam? Esta é minha questão e minha busca. Claro que é particular. Um beijo, assim que eu postar aviso no grupo e peço perdão pelo atraso, meu blog tá as moscas cheio de posts por publicar .

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    1. Vanessa, você está sempre ocupada. Sossega, menina!!
      Não se aborreça, muitos participantes estão postando essa semana por causa do extenso feriado.
      Vanessa, o intuito da troca de brinquedos dentro da escola, tem um outro contexto - a criança tem uma interação a mais com os coleguinhas. Nas feiras, trocou/trocou, cada um vai para a sua casa e não existe uma interação social a mais que poderia existir, do tipo: "Está gostando do brinquedo que troquei com você?".
      Quando o meu filho era pequeno, observava os brinquedos que ele não queria mais e perguntava se podia ir para a doação. Como você sabe, tenho um trabalho social voluntário com creches e sempre levo brinquedos e livros infantis para doar. Essa época fazemos um mutirão para o natal e a cidade toda fica envolvida. Sou a favor da doação como método para ensinar as crianças a serem mais altruístas.
      Acho importante valorizar o objeto e usá-lo até sugá-lo todos os seus benefícios e isso não é sovinice, é consciência do valor das coisas. E o seu questionamento está corretíssimo! Beijus,

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  19. Amei isso, do livro com as luzinhas, que instalaçao mais linda. Ha um certo gosto em pensar junto sim. Duas cabeças pensam melhor que uma e por ai vai. Sou partidária dessa idéia e adoro trabalhar em grupo inclusive. Esta ate no meu mapa astral. O Book Crossing ainda vai ter uma participante fora do horario. E como no ano passado vou dizer com a maior cara de pau que é o dia mundial de ditribuiçao de livros. Ou melhor, que o dia foi na semana passada, mas como não pude participar, agora sim. Percebi no ano passado que as pessoas não gostam muito de receber em mãos algo que nao tenha um proposito definido. Nao estou te dando nem vendendo, estou e agora voce tb , participando do "dia mundial de distribuiçao de livros"... Eta vida paulista!!! Cada cidade tem seu jeito, essa é desconfiada.. E como aprendemos, feito no hospital de transplantes, onde aquele livro "fora do lugar", parecia uma bomba, quem vai chegar perto??? E no hospital do Coração, esquecido em frente, as pessoas passavam, liam o titulo e nao tocavam!!!! Quero participar outra vez, de preferencia com a minha pimpolha. Assim que der. Beijos!!!!

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    1. Cam, por isso a escolha do local onde vai libertar o livro é importante! Eu sempre escolho locais onde as pessoas estão mais sozinhas, como as recepções. Dessa vez foi bem em frente a portaria do Museu do Surf! Não tem pressa, faça quando der!! Beijus,

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  20. Nao entendi qual foi a discussao entre doar e trocar Luma e Claudia..Ana Claudia.. A minucia a troco de que? Quando se dá um prato de comida nao se acaba coma fome do mundo, mas as vezes salva uma vida. É "simplista"? É. Pra c. Mas uma vida vale mais do que qualquer teoria marxista pelamordedeus. Quando se dá um livro que nao se quer mais ou se troca, qual a diferença? Nenhuma. Se duas pessoas pegarem o que nao querem mais e trocarem uma com a outra pelo que estao querendo, estao deixando de ir a loja comprar uma bugiganga novinha em folha, lotada de mais valia do trabalhador naquele preço nojento. Se uma pessoa da um livro que já leu, e nem excesso foi, para outra que nem pode comprar um livro mas gostaria de ler, é uma coisa excelente. Nao vai acabar com o analfabetismo, com a fome, com uma serie de coisas. Mas é possivel que instrua duas pessoas de modo que mude suas vidas, de uma forma capaz de mudar o mundo. Enfim, se cada coisa que fizermos houver mais critica do que aplausos, sentemos e choremos, por que viver ja é dificil do jeito que é . E é preciso um pouco de apreciaçao pelo outro, seja trabalho de formiguinha ou de batalhão. Quando o Estado diz que uma vida vale tanto quanto a outra e não cumpre, esse é um caso muito sério mesmo. Ainda assim, é nos corredores da vida, no trabalho de formiguinha que se formará a frente de batalha. E não com uma bomba H. That s what I think. Thanks.

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    1. Cam, adulto faz o que dá na telha, mas a questão aqui é educar crianças para serem anti-consumista. No meu ponto de vista, as trocas não educam nesse sentido, porque o brinquedo a ser trocado funciona como moeda de troca em substituição ao dinheiro de papel. Quanto a educar como medida sustentável, tudo bem. Eu aprecio mais a doação do que a troca, se é para ensinar valores altruistas e o desapego para as crianças.
      A Ana Claudia disse que fui simplista, oras! Pois tenho de ser se o texto não é uma cartilha - que diga-se de passagem, a cartilha lançada pelo governo também é bem simplista.
      Cada família tem seus valores que repassam para as crianças nas condutas diárias e se os pais se educarem, a mídia não conseguirá entrar dentro dos lares. + Beijus,

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  21. Olá Luma! A proposta do BookCrossing e o programa do Ano Nacional da Leitura (conhecendo agora e me encantando) são um mergulho fundo na história do desejo e sua escrita. Desejo do saber e do conhecimento é uma empreitada na qual a personagem principal somos nós: libertadores dos livros por uma conscientização política maior e quiçá menos consumismo alienado. Muito obrigada pela oportunidade. A data da 6ª edição, já agendei. Beijos!

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    1. O site do movimento em prol da leitura é excelente, com dicas maravilhosas! Um site como esse deveria ser publicado em várias línguas! Quem sabe algum orgão no Brasil se anima a fazer uma parceria?
      Renata, todas as ações humanas dependem da boa vontade do governo e mídia para ajudar na formação do pensamento popular. Enquanto ambos não se unirem na tarefa de conscientizar que a leitura abre horizontes, muitos cidadãos acharam que ler é perder tempo.
      Obrigada você, Renata!!
      Beijus,

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  22. Luma eu podia dizer muita coisa sobre o post, mas vou ficar no 'que coisa mais linda...'

    Belo projeto, imagens que, sinceramente, me emocionaram...

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    1. É lindo mesmo! Em NYC tive a oportunidade de participar, mas não tinha a grandiosidade de Melbourne, que foi mais que dez vezes maior! Beijus,

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    2. Pois é... aquela coisa de todo mundo pra tirar foto nu veio pra Brasil, essa iniciativa dos livros podia vir também rs

      Eu entrei no site das imagens e selecionei algumas. Vou imprimir e enquadrar... não resisti :)

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  23. Um brilhante post e fantástico o que se pode ver elas ruas de NYC. Como gostaria de estar lá para ver de perto.
    Pena que aqui é muito pouco ainda o interesse por compartilhar, trocar, doar no intuito de incentivar e com isso aumentar a cultura do nosso povo.
    O prazer por comprar tem que ser educado desde cedo senão vira o vicio de sempre querer algo novo.
    É uma questão de matemática bem simples e só não entende quem não quer.
    Amiga vim ler seu post e confesso que estou caindo de sono, mas não podia deixar de parabenizá-la pelo excelente trabalho que vem fazendo no intuito e conscientizar a todos.
    Obrigado pela divulgação, mas o importante nesse sorteio é que quero saber sobre o ganhador, quero que o livro caia em boas mãos.

    Beijos

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    1. Eh, Irene... incentivar a cultura não existe interesse do nosso governo - eles até brincam que estão fazendo algo - E quando alguém faz algo, contradiz e substituído por alguém que entenda a "máquina". Interessante deixar o povo pensar que possuem autonomia e manipulados não enxergam o quanto são enrolados.
      A intenção vale mais que tudo!! Beijus,

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  24. Livros são sempre a escolha perfeita para presentear: não se erra nunca.

    :)

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  25. Muito interessante esse trabalho. Lindas imagens. É uma forma de incentivar a leitura, tão importante para a formação do cidadão consciente.

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    1. Qualquer forma de incentivo à leitura vale a pena. Unir com arte, fica melhor ainda!! Beijus,

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  26. Luma,mande-me um email seu para que eu possa enviar um convite.Tive que fechar meu blog,estou sendo vítima de plágio há um ano.
    bjs no aguardo

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    1. Poxa, que chato isso!!
      Obrigada!!

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  27. esqueci:
    yasmine.lemosrn@gmail.com

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  28. Poutzzzzzzzzzzzzz... fantástico isso, menina!
    E Luma: essa do copo no bolso eu tb não "captei"... que coisa, nzé? Bjos!

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    1. Não entendo porque alguém guardaria um copo no bolso...

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  29. Oi Luma
    Educar é dar exemplos, não adianta inserir a criança em situações que no cotidiano não acontecem no contexto familiar, as interações marcam.
    bjs

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    1. Disse tudo!! Assim também que penso! Não adianta levar os filhos para feiras de troca que acontecem esporadicamente e no cotidiano, os próprios pais continuam a consumir. Na barganha, o brinquedo é a moeda. Não tem diferença de pegar o dinheiro de papel e ir à um shopping. As crianças não estão nem aí para palestras. Aliás, uma chatice para a criança aguentar. Acho que essas feiras é como um castigo para as crianças! Obrigada por opinar, Norma!! Beijus,

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