Os que me perguntam sobre novelas, já sabem:

- Assisto o primeiro, último capítulo e o resto é pura imaginação.
Novela é tudo igual, assim como começa acaba, uma briga de ratos entre nós e o autor. A novela que estreiou ontem, no horário nobre da Globo; Páginas da Vida, em que o autor Manoel Carlos esgota mais uma vez um estilo que segue a mesma fórmula: a presença de uma personagem chamada Helena, a ambientação no bairro carioca do Leblon, os dramas femininos e a inserção de fatos recentes na trama. A espinha dorsal do folhetim promoverá uma discussão sobre a inclusão e exclusão de portadores de deficiência com foco na síndrome de Down. Super válido o tema. Abordará também a anorexia, bulimia e a aids.
Pela minha opinião pessoal, achei que ele pegou pesado demais. Sabemos que nossa sociedade anda mergulhada numa crise de valores morais e a novela ontem girou unicamente em torno de sexo e traição. As mulheres e homens, mais uma vez se firmam como máquinas de fazer sexo e o casamente de antemão, uma instituição falida. Um contrato, com uma parte sempre prejudicada. Ele se esquece que, a novela não pode ser feita apenas para os habitantes do Rio de Janeiro. Ainda existem no Brasil famílias que prezam pela tradição de valores, como por exemplo, a responsabilidade pela formação do caráter moral de um indivíduo. Para amaciar formou uma grande família, que porém entre os elos podres que os unem está uma herança que o provedor-mór deixará assim que morrer.
Mas a novela não é de todo ruim. Tem Christine Fernandes, lindíssima! Ana Paula Arósio que nunca arruma aquele cabelo e Elisa Lucinda, um espetáculo!!

E estava eu lá tonta vendo a novela quando o meu amigo Roda, soltou a pérola:
“- A ignorância pode ser um previlégio!”
Eu nem queria escutar o que estava ouvindo. Muito menos vindo de um amigo meu com alguma cultura!
“- Como assim? Está brincando comigo, não?”
“- Não, não estou brincando. É sério. Ouve e imagina – e estamos no campo das hipóteses – não se aflija! Imagina, é feliz em um relacionamento, vive cada dia após o outro pleno de felicidade. Um dia descobre que ele tem sido infiel! Surpresa, raiva, desânimo, lágrimas, questionamentos...surgem os “porquês”, atribuições de culpa...Uma chatice! Não seria, então, melhor viver na ignorância dessa traição?”
E eu mais tonta ainda, ouvindo aquela conversa.
“- Mas Roda, o não saber, a ignorância, como você chama, seria deixar-me viver uma mentira, uma ilusão?”
“- Pensa bem”- respondeu ele com uma calma que me assustou – “Não vivemos todos, DE e POR Ilusões?”

Chuck Norris sabia disso!

O mundo gira em torno de realidades, sonhos e ilusões necessárias.
Da infância à morte, a ilusão envolve-nos e sob que ilusões você está vivendo agora?
O que você valoriza sem realmente ter a importância que você lhe atribui?
Que coisas realmente valiosas você pode estar ignorando?
Que suposições você faz da sua vida que podem se basear em aparências?
Que corrente lhe prende à ilusão?
Seria a vida uma eterna novela?

Beijus,

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